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I Colóquio Internacional de Poesia Portuguesa Moderna e Contemporânea

26/04/2016

Texto e fotos por Manaíra Aires Athayde

O I Colóquio Internacional de Poesia Portuguesa Moderna e Contemporânea ocorreu na passada semana, nos dias 18, 19 e 20 de abril, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, Brasil. Mais de cem comunicações contribuíram para que se pudesse observar um panorama alargado da Poesia Portuguesa, permitindo-nos perceber um conjunto de poetas, de críticos e as múltiplas abordagens com as quais se tem trabalhado nessas esferas de investigação. O evento possibilitou o estreitamento do diálogo entre grupos de estudos no Brasil e em Portugal e o debate reunindo vários pesquisadores de diferentes instituições e distintos projetos de pesquisa.

Colóquio UFMG 1

O Colóquio ocorreu nas dependências da Faculdade de Letras da UFMG.

Esses esforços críticos implicaram considerar “a multiplicidade de caminhos possíveis, a aproximar, relacionar, comparar, agrupar, observando rupturas e transições”, com “o intuito de refletir sobre os jogos e mundos de linguagem que constituem a Poesia Portuguesa Moderna e Contemporânea”, conforme se lê no texto de apresentação do Colóquio. “A partir daí, crê-se abrir um espaço sem dúvida relevante para contribuir de modo inequívoco com o debate e a reflexão literária na área de poesia”, ressalva-se ainda no mesmo texto.

O evento marca os dez anos de existência do Grupo de Estudos de Poesia Portuguesa Moderna e Contemporânea (GEPPMC), que assume a Comissão Organizadora juntamente com o Centro de Estudos Portugueses da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ambos coordenados pela professora da UFMG Silvana Pessôa. A Organização conta ainda com a colaboração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) e do Departamento de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Colóquio UFMG 2

Conferência de abertura por Lélia Parreira Duarte, com moderação de Silvana Pessôa.

Além de sessões dedicadas à crítica e ao ensaísmo, às perspectivas experimentais e à relação da poesia com as linguagens interartes e as interfaces, os interesses perspectivados pelas comunicações inscritas permitiram organizar sessões que contemplaram uma série de poetas, das mais distintas linhas de força de convergência e de dissonância, ao longo de todo o século XX e já agora nestas duas décadas do século XXI. Foram temas dessas sessões de comunicação os autores Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca, Eugênio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário Cesariny, Carlos de Oliveira, Al Berto, Luís Miguel Nava, Ruy Cinatti, Natália Correia, Grabriela Llansol, Luiza Neto Jorge, Maria Teresa Horta, Herberto Helder (que teve duas sessões dedicadas à sua obra), Ruy Belo, Manuel António Pina, Nuno Júdice, Antônio Franco Alexandre, Gonçalo M. Tavares, Ana Luísa Amaral, Ana Hatherly, Adília Lopes, Maria do Rosário Pedreira, Luís Quintais, Manuel de Freitas, Rui Pires Cabral, Matilde Campilho. Os conferencistas convidados investiram em outros nomes ainda, tais como Nuno Guimarães, Jorge de Sena e Fiama Hasse Pais Brandão.

Colóquio UFMG 3

Exibição do documentário Ruy Belo, Era Uma Vez, de Fernando Centeio e Nuno Costa Santos.

A conferência de abertura, “Orpheu, a alma nua da poesia”, ficou a cargo de Lélia Parreira Duarte, anfitriã com mais de 45 anos dedicados à investigação da literatura portuguesa, fundadora dos centros de estudos portugueses da UFMG e da PUC Minas. Ainda nesse primeiro dia, foi exibido o documentário Ruy Belo, Era Uma Vez, de Fernando Centeio e Nuno Costa Santos, seguido da palestra de Manaíra Aires Athayde, responsável pela pesquisa do filme. Rosa Maria Martelo e Joana Matos Frias, docentes da Universidade do Porto e investigadoras do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, encerraram as atividades do segundo e terceiro dias, respectivamente. “Mário Cesariny e a poética de Nicolau Cansado, um precursor às avessas” foi o tema apresentado por Rosa Maria Martelo. Joana Matos Frias concluiu o evento com a conferência “Ele viu as palavras desfocadas: os campos visuais de Nuno Guimarães”. Já as três mesas-redondas que fizeram parte da programação central contaram com a participação de Jorge Fernandes da Silveira, Luis Maffei, Sandro Ornellas, Pedro Serra, Ida Alves, Caio Gagliardi, Diana Pimentel, Jorge Valentim e Sofia de Sousa Silva.

Do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, participaram o professor Pedro Serra, com a comunicação “Engenho de Palato: a poética da subalimentação de Nuno Guimarães”, e a doutoranda Manaíra Aires Athayde, com a comunicação “‘belo belo bandeira: entre marginálias e poemas”, sobre a importância da poesia de Manuel Bandeira no discurso poético de Ruy Belo.

Colóquio UFMG 4

Mesa de encerramento com mediação de Sofia de Sousa Silva e Wagner Moreira. Joana Matos Frias apresenta a última conferência.

Esses três dias de Colóquio se tornaram importantes por evidenciar a adesão que a poesia tem tido, no âmbito dos estudos portugueses, entre os alunos de graduação e de pós-graduação no Brasil. Três dias, afinal, em que a Poesia Portuguesa se mostrou prontamente auscultada, intensamente ouvida.

Conferência por Alessandra Eramo

21/04/2016

Cartaz de Tiago Santos.

No próximo dia 28 de abril de 2016 (quinta-feira), no Instituto de Estudos Brasileiros (5º piso, FLUC), às 14h30, tem lugar a conferência “Voice. And Beyond”  por Alessandra Eramo. Alessandra Eramo é uma artista sonora, vocalista e compositora que usa o ruído e a voz como material de criação. A conferência é precedida por um concerto no dia 27 de abril, no Salão Brasil, às 22h: “Gesticular da Voz. Solo para Voz e Electrónica”. A autora foi entrevistada por Tiago Schwäbl no âmbito do projeto de investigação “Vox Media: O Som na Literatura“.

ALESSANDRA ERAMO is a sound artist, vocalist and composer who works primarily with voice and noise. She was trained in classical singing, piano and music theory since an early age, studied intermedial arts, experimental music and performance in Milan, Stuttgart and Venice.
Through performance, video, drawings and installation, she investigates the tension between vocality and writing, the phonetics, the physicality and trance-like states in singing. The essence of her practice is to destabilize the normal expectations of voice, body and identity in order to trace a new sense of beauty in sound and language. Her artistic production focuses on the juxtaposition between pleasure and disturbance, fragility and power, memory and the present, public space and intimacy.
She has performed and exhibited widely in Europe, Turkey, USA and Canada, such as at: FLUSSI Media Arts Festival Avellino 2015, PACT Zollverein Essen, Museum FLUXUS+ Potsdam, Liverpool Biennial 2012, Roulette New York, Padiglione Italia nel Mondo – 54th Venice Biennale. Co-founder of “Corvo Records – vinyl & sound art production” where she released in 2011 her solo LP Come ho imparato a volare, and the 7” Roars Bangs Booms in 2014, based on the onomatopoeic words from the Futurist Manifesto “The Art of Noises” by Luigi Russolo. Collaborations with acclaimed composers, artists and performers include Tomomi Adachi, Seiji Morimoto, Doug Van Nort, Marta Zapparoli. In 2015 she is vocal performer for the video work by Maria Iorio & Raphael Cuomo, which is exhibited at the 56th Venice Biennale – Fondazione Querini Stampalia. As recipient of grants from Berlin Senate, IfA and the Goethe Institut Napoli in 2013-2014 she curates the residency and sound art exhibition “Correnti Seduttive” in her hometown Taranto, a place with the highest level of industrial pollution in Europe. Here she realizes her sound installation Se Dio Vuole, from which she developed a book-document together with the music journalist Tobias Fischer, published in 2015.
She’s been Artist in Residence a.o. at Harvestworks Digital Media Arts Center New York (2012), where she creates Lauter Spannung a multichannel audiovisual work for voice and field recordings. Since 2015 she is a member of the group Errant Bodies – Sound Art Space in Berlin, where she lives and works.

Materialidades da Literatura: Summer School 4

20/04/2016

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A Quarta Summer School em Materialidades da Literatura tem por título «Encadernação de Livros: Oficina Introdutória» e consiste numa iniciação às técnicas da encadernação manual.

Esta formação é dirigida especialmente (a) aos estudantes do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, ou (b) a qualquer pessoa interessada em conhecer e aprender a usar as técnicas da encadernação manual. O curso não pressupõe qualquer conhecimento prévio das técnicas da encadernação manual. A oficina tem a duração de 20 horas, sendo composta por três módulos teóricos (7h30), seguidos por cinco módulos práticos (12h30). O curso é lecionado por Maria do Céu Ferreira, encadernadora e decoradora de livros e mestre em Conservação e Restauro de Documentos Gráficos. A formadora integra a Equipa de Formadores Externos do CEARTE e é responsável pela oficina de restauro de livros e encadernação chronospaper® (https://chronospaper.wordpress.com/).No final do curso é emitido um certificado de frequência.

As inscrições realizam-se até 24 de junho de 2016, através de uma mensagem de correio eletrónico para Sandra Bettencourt, sandra.bettencourt.pinto@gmail.com (indicar no campo do assunto: “Inscrição Encadernação de Livros”). O curso tem o custo de 120€ (geral) ou 60€ (estudantes do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura). O pagamento é feito em numerário, por transferência bancária para o NIB: PT50 001000001573769010639 ou por cheque à ordem da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra até 24 de junho de 2016. O cheque deve ser remetido para o Gabinete de Gestão e Contabilidade, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 3004-530, Coimbra. Para emissão do recibo deve ser indicado nome, morada e n.º de contribuinte do participante ou da entidade que paga a participação. Número máximo de inscrições: 12. Número mínimo de inscrições: 8. Na eventualidade de este Curso não se realizar, será devolvido o montante pago pela inscrição. Todos os inscritos serão notificados até 1 de julho de 2016.

Curso Breve: Descolonizando Saberes

20/04/2016

Cartaz de Tiago Santos.

Nos próximos dias 23 e 24 de maio de 2016, entre as 8h30 e as 13h30, realiza-se o curso breve “Descolonizando Saberes a partir de Narrativas Orais, Urbanas e Digitais: Brasil e África em Diálogo”, lecionado por Mauren Pavão Przybylski (investigadora de pós-doutorameno da Universidade Estadual da Bahia). As inscrições (limitadas a 15 vagas) podem ser feitas presencialmente no Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra ou através do endereço eletrónico ieb.fluc@gmail.com até ao próximo dia 10 de maio de 2016. Este curso é uma organização do Instituto de Estudos Brasileiros e do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura.

A primeira edição deste curso aconteceu em junho de 2015, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Alagoinhas – BA – Brasil, e foi ministrado por mim e pela Profª Drª Ana Lúcia Liberato Tettamanzy. Apropriando-se das narrativas orais, urbanas e digitais, no Brasil e em África, e das pesquisas realizadas por ambas as professoras e seus alunos em diferentes espaços do Brasil, percebeu-se a urgência que o campo dos estudos literários tem no sentido de descolonizar saberes.
Aos moldes do que refletimos na Bahia, quero aqui partir da discussão sobre as poéticas orais, com destaque para os pontos de contato e afastamento entre a letra e a voz. A partir da experiência da narração oral de histórias populares, são percebidas as dimensões corporais e coletivas da performance, em que a recepção é criativa e o contexto intervém na construção dos sentidos. A partir daí o curso estrutura-se em três encontros temáticos com uma perspectiva descolonial, que seleciona teorias, obras e suportes que ampliam o cânone literário a partir da produção da diferença. A “zona de contato” (PRATT, 1999) é o lugar preferencial dessas criações em espaços de conflitos, hierarquias e tensões. A perspectiva dos povos tradicionais é contemplada, num dos encontros, com a abordagem das recentes produções indígenas no Brasil tendo em vista a tradução cultural e a vivência da interculturalidade por esses sujeitos criativos e contemporâneos. No segundo momento, as produções africanas, portuguesas e brasileiras são apresentadas tendo em vista os laços com a memória e a história de África e com temas como ancestralidade, tradição e contemporaneidade pós-colonial. Por fim, sobre o digital, objetiva-se, com o estabelecimento do conceito de narrador urbano, ampliar a visão que se tem sobre narrativa, voltando o olhar para sujeitos que não necessitam do papel, da história contada ou da imagem para se legitimarem, mas que podem se inscrever na sociedade pela junção de todas essas possibilidades, do que se conhece como hipermídia. Saraus de Periferia e a Literatura de Cordel, a partir do reinventar-se dos seus autores na contemporaneidade, serão neste ponto enfocados.

Mauren Pavão Przybylski é Doutora em Literaturas Portuguesa e Luso-Africanas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre em Letras – Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Licenciada em Letras – Português, Francês e Respectivas Literaturas (FURG). Interessa-se por pesquisas que versem sobre as seguintes temáticas: tradição oral, cultura popular, representação, literaturas de língua portuguesa, estudos pós-coloniais e no estudo de narrativas orais urbano-digitais no que se relaciona aos novos média e às materialidades da literatura. É membro efetiva e atual secretária (biênio 2014-2016) do Grupo de Trabalho de Literatura Oral e Popular da Anpoll e responsável pela criação/atualização do blog do mesmo grupo. Fez doutorado sandwich na Universidade de Coimbra, sob orientação do Prof. Manuel Portela, no Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, financiado pela CAPES, no período de outubro de 2012 a janeiro de 2013. É pesquisadora do Núcleo das Tradições Orais e Patrimônio Imaterial – NUTOPIA, liderado pelo Professor Dr. Ari Lima e Investigadora Colaboradora, em nível de Pós-Doutoramento, do Grupo Mediação Digital e Materialidades da Literatura, integrado ao Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra. É, também, revisora e parecerista de periódicos. Pós-doutoranda PNPD/Capes na Universidade do Estado da Bahia, Alagoinhas, Campus II, colabora em disciplinas do Mestrado em Crítica Cultural, além de coordenar o grupo de pesquisa “Os narradores orais urbano-digitais sob o viés das materialidades da literatura: produção e modos de vida no contexto nordestino”.

Conferência por Piotr Marecki

05/04/2016
Cartaz de Tiago Santos.

Cartaz de Tiago Santos.

No próximo dia 15 de abril de 2016 (sexta-feira), na Sala de Seminários de Estudos Ingleses (6º piso, FLUC), às 14h30, tem lugar a conferência “Scene Poetry”, seguida da oficina “The Renderings and Speeches: Translating Literary Works in the Digital Age” (17h00-20h00) por Piotr Marecki. Piotr Marecki é professor no Departamento de Cultura Contemporânea do Instituto de Cultura da Universidade Jagielloński em Cracóvia e leciona também na Escola Nacional Polaca de Cinema, Televisão e Teatro (PWSFTviT) em Łódź. A sua visita à Universidade de Coimbra decorre no âmbito de uma missão Erasmus.

Scene Poetry
The aim of the presentation is to introduce and put in context the phenomenon of scene poetry, which stems from demoscene activities. The demoscene was a phenomenon almost exclusively European, it developed among the first generation of teens, illegal boys, geeks growing up using PCs (in the 80. and 90.) This exceptional type of creative activity was based on collaborative work in the field of digital media and computational art. The most important genre of the scene were demos, programs the only purpose of which was to impress and demonstrate the possibilities of the computer. The demos are created in real time during demoparties, their effects are generated by a processor processing input data according to the created algorithm. The audience of demos constitutes of other participants of the parties, persons deeply involved in the scene, who can appreciate the beauty of the algorithm. Many demos are treated as a kind of video clip, hence the demoscene was usually contextualized as a phenomenon from the field of digital media and audiovisual art. There exist several demos of which an integral part is constituted by text and poetry. Among the sceners this type of work is called scene poetry. The creators of the demoscene are persons aware of computer platforms, their material limits and possibilities. During the presentation the phenomenon of scene poetry will be presented on the example of a dozen demos, the catalog of which is the result of research, exploration of the scene environment and meetings with demosceners.

 

The Renderings and Speeches. Translating literary works in the Digital Age
The workshop is divided into two parts. The first one is devoted to the Renderings project established at MIT at the Trope Tank lab headed by Nick Montfort. As the project’s website explains: “The Renderings project focuses on translating highly computational and otherwise unusual literature into English. [The participants] not only employ established literary translation techniques, but also consider how computation and language interact.” The author of the talk defines and explains basic terms and phenomena relevant to the project, like highly computational literature, expressive processing, or platform studies, and presents the specifics of chosen genres of electronic literature. He discusses the general principles of the project (organizational structure, languages, direction of the translation, types of works included) and the anatomy of chosen e-lit works. The main part of the lecture is a step by step analysis of the translation process, which involves not only the level of text (output), but also the input and process. The second, practical part of the workshop is devoted to translating one of the pieces from the Renderings project (from Polish into Portuguese). We will focus on Spechees by Marek Pampuch. The program generates communist speeches. It was published in 1993 in Amiga magazine. In one of the articles the editor in chief of the magazine, Marek Pampuch, presents an ironic formula for winning the Nobel Prize with the help of an Amiga computer and algorithms. In the article there are a few examples of literary works for the Amiga computer. Pampuch dedicates the first one to politicians. He writes: “We know that the level of intelligence of our leading politicians only allows them to read out something already written by someone else”.

This generator, discovered many years after the publication of its algorithm, is good proof that Pampuch succeeded especially well in the tricky art of imitating the kind of political discourse which is called “grass-talk” or “empty talk.” The algorithm perfectly fulfills its stylistic constraints – generating a text that does not have to carry any  concrete content or message”.

Piotr Marecki is Assistant Professor at the Department of Contemporary Culture at the Institute of Culture at the Jagiellonian University in Kraków, lecturer at the Polish National Film, Television and Theater School (PWSFTviT) in Łódź. He holds a PhD in cultural studies from the Jagiellonian University. Since 1999 he is the co-founder and editor-in-chief of “Ha!art” magazine, website newspaper and the Publishing House and chairman of the board at Korporacja Ha!art Foundation. His interests include Polish literature after 1989, independent culture, digital literature, and cultural margins. In 2013/2014 he was a Fulbright Visiting Scholar at MIT in Cambridge, MA. He is affiliated with the Electronic Literature Organization.

Conferência por Tatiani Rapatzikou

08/03/2016
Cartaz de Tiago Santos.

Cartaz de Tiago Santos.

No próximo dia 18 de março de 2016 (sexta-feira), na Sala de Seminários de Estudos Ingleses (6º piso, FLUC), às 14h30, tem lugar a conferência “Language Codes and Materialities: Michael Joyce, Ann Carson and Jonathan Safran Foer” por Tatiani Rapatzikou. Tatiani Rapatzikou é professora no Departamento de Literatura e Cultura Norte-Americana da Universidade Aristóteles de Salónica e a sua visita à Universidade de Coimbra decorre no âmbito de uma missão Erasmus.

Abstract

The three following distinct literary examples – Michael Joyce’s Was (2006), Anne Carson’s Nox (2006), and Jonathan Safran Foer’s Tree of Codes (2010) – move between language codes, artistic techniques and materials for the establishment of dynamic and variable patterns of visual and verbal communication. In particular, what these three texts introduce is an experiential and participatory form of narrative practice that is visually, verbally, spatially and conceptually intriguing due to the various inscription and book design techniques it resorts to.

In Joyce’s case, it is his collaboration with Alexandra Grant’s babel painting, produced almost consecutively with his novel Was, that will be commented on here. In both cases, Joyce’s and Grant’s works use familiar materials, techniques and forms–the material page, the painted canvas, and the printed or handwritten text–so as to sensitize us towards the interconnections and interrelations that can emerge as we move through and shift between languages, codes and mediums of expression. It is the movement across or transition between Joyce’s and Grant’s pieces that sheds light on the different processes at work as information moves, repurposes and remediates itself.

As regards Carson, the multilayered and polymorphous text that gradually unfolds through Nox’s fold-out book structure enhances the physicality of the experience conveyed. Nox is not just a beautiful art book object but a piece of craftmaship that invites readers to trace its muffled dialogues, conversations, sounds, and emotions, as well as investigate the missing sentences and words or the spaces left and created between the pasted documents in their effort to decode the experiences that are contained or hidden within it.

Finally, in Safran Foer’s Tree of Codes, the book and the story contained in it has been carved out of Bruno Schulz’s Street of Crocodiles narrative in an attempt to create not another version of Schultz’s stories but a material object within which language takes on tangible qualities that expose its recombinatory, intra-genre and translatable ability due to the intervention of various print and digital practices. Safran Foer’s challenging book invites readers to re-evaluate the semantic, material and technological significance of the book form not as a mere container of texts but as a generative mechanism that triggers different language, textual and material effects.

Overall, this presentation through the examples it will touch upon will focus on various manifestations of materiality, and the multiple perspectives and insights it offers into artistic practice, print design, digital coding and textuality for the creation of a novel literary experience.


Tatiani G. Rapatzikou is Assistant Professor in the Department of American Literature, School of English, Aristotle University of Thessaloniki (AUTh), Greece. Her publications (monograph, articles, edited volumes) focus on contemporary American literature (fiction and poetry), technological uncanny, cyberpunk/cyberculture (with emphasis on William Gibson) as well as on digital and print narrative practices. In 2009, she was awarded a Fulbright Visiting Scholar grant for her research in contemporary American fiction and digital media (M.I.T. Comparative Media Studies program). In 2012, she was a Visiting Research Scholar at the Literature Program (Duke University), and winner of the Alumni Engagement Innovation Fund international competition for her project “Urban Environments in Transition” (www.asrp.gr/urban). Her current research addresses digital literature and multimodal narratives.

MATLIT 4.1 está em linha

01/03/2016

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Foi publicado a 1 de março de 2016 o Volume 4.1 (2016) da MATLIT: Revista do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura. Este número, organizado por Manuel Portela e António Rito Silva, tem como título ‘Estudos Literários Digitais 1’. É o primeiro de dois números com origem no colóquio “Estudos Literários Digitais | Digital Literary Studies”, realizado a 14 e 15 de maio de 2015.

São publicados artigos de Florian Cramer; Fabio Ciotti; Desislava Zhekova, Robert Zangenfeind, Alena Mikhaylova e Tetiana Nikolaienko; Margarida Vale de Gato, Maarten Janssen, Rita Queiroz de Barros e Susana Valdez; J.R. Carpenter; Álvaro Seiça; Daniel Escandell Montiel; e Celia Corral Cañas. Sandra Bettencourt entrevista Steve Tomasula, e a secção Mediarama contém uma pequena amostra de sítios web relativos a projetos, métodos e ferramentas de estudos literários digitais. São publicadas ainda oito recensões críticas.

Todos os textos se encontram disponíveis em formato html e pdf. A revista adota uma política de acesso integral livre, podendo todos os textos ser lidos em linha ou transferidos para uso pessoal. O acesso pode ser feito a partir do índice geral.

 


Volume 4.1 (2016) of MATLIT: Journal of the Doctoral Program in Materialities of Literature was published on March 1, 2016. The title of this issue, edited by Manuel Portela and António Rito Silva, is ‘Digital Literary Studies 1’. It is the first of two issues based on the conference “Digital Literary Studies”, held on May 14-15, 2015.

This issue publishes articles by Florian Cramer; Fabio Ciotti; Desislava Zhekova, Robert Zangenfeind, Alena Mikhaylova and Tetiana Nikolaienko; Margarida Vale de Gato, Maarten Janssen, Rita Queiroz de Barros and Susana Valdez; J.R. Carpenter; Álvaro Seiça; Daniel Escandell Montiel; e Celia Corral Cañas. Sandra Bettencourt interviews Steve Tomasula. The Mediascape section contains a brief selection of websites containing projects, methods and tools relevant for digital literary studies. The review section includes eight book reviews.

All texts are available in html and pdf formats. Our journal has a policy of free full-access to all texts, which can be read online or downloaded for personal use. Access can be made from the contents page.

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