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MATLIT volume 7.1 (2019): CFP new deadline

29/12/2018

 

The journal MATLIT: Materialities of Literature has extended the deadline for submissions for the next issue, to be published in 2019. Under the general topic “Experimental Poetry Networks: Material Circulations” (Call for Papers), issue 7.1 will be edited by Pauline Bachmann (Universität Zürich) and Jasmin Wrobel (Freie Universität Berlin).

Article submissions will be due on January 31, 2019, with notifications of acceptance by April 30, 2019. MATLIT publishes articles in the following languages: Portuguese, English, and Spanish. Authors must register and upload their files through the journal platform. Please register here: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/user/register. Information about submission guidelines is available here: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/about/submissions. Further information can be obtained by contacting the issue editor, Dr. Pauline Bachmann, pauline.bachmann@uzh.ch.

 


A revista MATLIT: Materialidades da Literatura alargou o prazo para apresentação de artigos para o próximo número, a publicar em 2019. Sob o tema geral “Redes da Poesia Experimental: Circulações Materiais” (Call for Papers), o número 7.1 será organizado por Pauline Bachmann (Universidade de Zurique) e Jasmin Wrobel (Universidade Livre de Berlim).

Os artigos devem ser apresentados até 31 de janeiro de 2019, sendo os autores notificados sobre a aceitação até 30 de abril de 2019. A revista MATLIT publica artigos em português, inglês e espanhol. Os autores devem registar-se e transferir os ficheiros com os artigos para a plataforma da revista, seguindo esta ligação: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/user/register. As normas de apresentação de textos podem ser consultadas em: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/about/submissions. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto da editora deste número, Dra. Pauline Bachmann, pauline.bachmann@uzh.ch.

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Prémio Mário Quartin Graça 2018, na categoria de Ciências Sociais e Humanas, é atribuído a tese desenvolvida nas Materialidades da Literatura

22/12/2018

A tese «Ruy Belo e o Modernismo Brasileiro. Poesia, Espólio», de Manaíra Aires Athayde, recebeu o Prémio Mário Quartin Graça 2018 nesta última terça-feira, 18 de dezembro, em Lisboa, na categoria de melhor tese em Ciências Sociais e Humanas.

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Manaíra Aires Athayde sublinhou, em seu discurso de agradecimento, a importância de projetos que estabeleçam aproximações, conexões, solidariedades entre culturas.  Foto: @Clara-Palma

O Júri destacou que o trabalho, desenvolvido no doutoramento em Materialidades da Literatura, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com o apoio de uma bolsa de estudos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação do Brasil), “merece plenamente o prémio concedido pela Casa da América Latina e pelo Banco Santander Totta por quatro principais motivos: é um estudo de grande fôlego sobre um dos maiores poetas portugueses do século XX; assenta numa investigação de elevada qualidade e de grande atualidade literária; dá a conhecer o riquíssimo espólio de Ruy Belo; e, finalmente, porque dedica boa parte de sua análise ao modo como a obra de Ruy Belo dialogou com uma série de poetas modernistas sul-americanos, enquadrando-se, por isso mesmo, no espírito do prémio, que distingue os trabalhos académicos que contribuem para o relacionamento entre Portugal e a América Latina”, nas palavras registadas na acta lida por Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina, na cerimónia de premiação.

Santander, Prémio Científico Quartim Graça, casa da América

A tese vencedora na categoria de Ciências Sociais e Humanas resultou de cinco anos de investigação na casa-espólio do poeta Ruy Belo. Foto: @Comunicação-Santander

Trata-se de um prémio que visa precisamente estimular a formação de investigadores latino-americanos e portugueses em temas de interesse mútuo para Portugal e a América Latina. Neste sentido, o júri ainda ressalta: “a tese de Manaíra Aires Athayde é um estudo de grande qualidade, que através de uma análise minuciosa e profunda consegue identificar os autores do modernismo brasileiro que o poeta português leu e o modo como os acolheu na sua escrita”. E completa: “Assim, nesta tese, a poesia de Ruy Belo é lida em articulação com as obras de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Jorge de Lima, sobressaindo a sua forte ligação com o labor poético de Manuel Bandeira”.

Além das Ciências Sociais e Humanas, outras duas categorias também foram contempladas: Ciências Económicas e Empresariais, na qual venceu a tese «Price and wages rigidities: macroeconomic evidence», de Fernando M. Martins, realizada no Instituto Superior de Economia e Gestão; e Tecnologias e Ciências Naturais, que teve como vencedor o trabalho «Integração de caracterização de reservatórios com ajuste de histórico baseado em poços piloto: aplicação ao campo Norne», de Gil Correia, desenvolvida na Universidade Estadual de Campinas. O Júri decidiu ainda atribuir uma menção honrosa à tese «O Fio de Ariadne: Desilusão e Sensibilidade Política em Os Maias, de Eça de Queiroz», de Virgílio Coelho, concluída na Universidade Federal de Minas Gerais.

Santander, Prémio Científico Quartim Graça, casa da América

Vencedores do Prémio Mário Quartin Graça 2018 e representantes da Casa da América Latina e do Banco Santander Totta. Foto: @Comunicação-Santander

Esta é a 9º edição do Prémio Mário Quartin Graça, que atingiu o número mais elevado de inscrições este ano, com 119 candidaturas, provenientes de Portugal, Brasil, México, Argentina, Colômbia, Cuba, Equador, Honduras e Peru. Cada um dos três vencedores das respetivas categorias recebe uma quantia de 5.000 euros.

O Júri foi constituído por Arlindo Oliveira, Presidente do Instituto Superior Técnico; João Proença, Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto; Pedro Cardim, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Luís Bento dos Santos, Administrador do Banco Santander Totta; e Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina.

Materialidades da Literatura no Encontro de Tipografia 2018

19/12/2018

Encontro de Tipografia, 9.ª edição. 16-17 de novembro de 2018, Instituto Politécnico de Tomar.

Texto e fotos de Tiago Santos.

O Encontro de Tipografia é a principal conferência científica nacional dedicada ao estudo e desenvolvimento tipográfico de Portugal. A sua organização é promovida de forma itinerante pelas várias Universidades e Politécnicos nacionais e pela delegação nacional da ATypI – Association Typographique Internationale. Doravante será promovido pela Atipo – Associação de Tipografia de Portugal, entidade constituída no corrente ano.

Cada edição do Encontro de Tipografia responde a uma temática. Esta propôs-se a responder ao pertinente thinking about tomorrow, sem que contudo a maioria dos oradores convidados pudesse responder a esta questão de forma direta, mas sim através do seu percurso como designers partilhando alguns momentos chave da sua carreira e parte da sua metodologia de trabalho. Realço as comunicações dos R2 (Artur e Lizá Ramalho, docentes na Universidade de Coimbra), Sérgio Alves e Seb Lester, que nesta óptica partilharam o seu percurso desde os seus primeiros passos até ao actual momento profissional. Refiro ainda, em especial, a comunicação de Veronika Burian, que mostrou a metodologia distribuída de trabalho da TypeTogether e como esta é uma das foundries mais influentes e bem sucedidas, pela atenção com que trabalha os diacríticos acentuados e pontuados de cada língua, fora do “mundo anglo-saxónico”.

Encontro de Tipografia 2018.

Os trabalhos do Encontro decorreram no anfiteatro principal da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar, palco de outra histórica conferência de design de relevo – o ARTEC -, e ainda num anfiteatro mais pequeno onde decorreram parte das comunicações propostas. A academia de Coimbra esteve representada pelo Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras e pelo Laboratório de Visualização e Design Computacional do Departamento de Engenharia Informática, sendo precisamente as comunicações propostas pelos investigadores deste laboratório as que mais questionaram o futuro da tipografia nos meios digitais. A comunicação “A Micro e Macro Expressividade da Letra Tipográfica na Poesia de Augusto de Campos”, de Tiago Santos, incidiu sobretudo sobre a manipulação expressiva da tipografia por Augusto de Campos ao longo da produção do seu corpus poético. De forma muito abreviada foi uma análise de grande parte “portefólio” dos poemas produzidos por Augusto de Campos de 1953 até 2018.

Excerto do resumo da comunicação:

Augusto de Campos é um dos principais promotores do Concretismo, em especial da poesia, na América Latina. A atribuição do prémio Prémio Janus Pannonius (2017), após em 2015 integrar a Ordem de Mérito Cultural do Brasil e receber o Prémio Ibero-Americano de Poesia Pablo Neruda (2015), veio reforçar a importância deste poeta e da sua poesia no meio literário mundial.

O texto na Poesia Concreta é pensado em função de uma exploração intensiva do potencial expressivo da palavra, permitindo leituras combinadas sem que exista, por vezes, uma orientação pré-definida da leitura, resultando em múltiplos percursos no campo textual. A página é um contentor de ideias e sensações que são expressas a partir de uma partitura tipográfica, explorando ritmicamente o peso, o tamanho, a hierarquia e distribuição tipográfica na página, que se relaciona com a “entoação, stress e ritmo empregues na leitura oral” (Meggs & Purvis, 2012, p. 261). Rompem-se os protocolos de leitura literária vigentes tornando a leitura interactiva (Fajardo, 2009, pp. 78-79) e possibilitadora de uma pluralidade de sentidos e efeitos estéticos aquando da recepção do texto literário, situados em níveis diferentes na mesma página (Reis, 2013, pp. 19-20). Este nível de proximidade do leitor com o texto aproxima-o microtextualmente da tipografia, tentando este entender a especificidade de cada elemento tipográfico, ao mesmo tempo que procura ir ao encontro de uma mensagem macrotextual pelo aspecto visual do texto. A valorização e apreciação de um texto deixa de ser puramente literária para abranger também a avaliação do ponto de vista artístico, estético, social e cultural (Aguilar, 2005, pp. 76-77).

Curso Breve: “Combinatória e geração textual”

22/11/2018

© Cartaz de Rui Silva.

Nos próximos dias 14 de dezembro (16h-20h) e 15 de dezembro de 2018 (9h-12h), e ainda 4 de janeiro de 2019 (14-17h), Rui Torres (Universidade Fernando Pessoa) e Bruno Ministro (UC, Materialidades da Literatura) lecionam o Curso Breve “Combinatória e Geração Textual”. Trata-se de uma organização do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura, com o apoio do Centro de Literatura Portuguesa e do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

COMBINATÓRIA E GERAÇÃO TEXTUAL
Rui Torres & Bruno Ministro

A literatura eletrónica promove a utilização do computador como ferramenta criativa: uma máquina de amplificação da complexidade. Neste curso será discutida e exercitada a possibilidade de programação de textos de matriz combinatória, incluindo utilização de texturas sonoras. Para tal, será feito um breve enquadramento histórico da escrita enquanto espaço de experimentação e invenção, serão analisados exemplos de obras de literatura digital combinatória programadas com ferramentas semelhantes, a que se seguirá a programação de textos combinatórios usando o Poemario.js, de Rui Torres e Nuno Ferreira.

Conferência de Manaíra Aires Athayde

22/11/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 14 de dezembro de 2018, pelas 11h00, na Sala Ferreira Lima (FLUC, 6º piso), Manaíra Aires Athayde (Centro de Literatura Portuguesa) fará a conferência Shared experiences, ou como preencher o mundo com fridas”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa (CLP).

Resumo

Cinquenta anos após a morte de Frida Kahlo, a diretora da Casa Azul decidiu abrir um cômodo do museu – originalmente utilizado como casa de banho – que até aí permanecera encerrado, primeiro pela vontade expressa do marido da artista, Diego Rivera, que insistira que o banheiro não poderia ser aberto senão quinze anos após a sua morte, e, depois, da amiga do casal a quem Rivera confiara os destinos do museu. Ora, essa divisão tinha a particularidade de conter, intocado, o arquivo de Frida Kahlo (fotografias, cartas, diários, desenhos, roupas, entre outros objetos), que fora armazenado nesse espaço depois da sua morte. A exploração do arquivo, a partir de 2004, transformou toda a nossa imagem da artista, revelando outras dimensões do seu trabalho. Assim, o que aqui pretendo analisar é o modo como a descoberta desse material arquivado e a sua recodificação através do digital tem contribuído decisivamente para a difusão massiva da imagem de Frida. O meu argumento principal é o de que essas diversas imagens – que se popularizam desde os mais variados artefatos e souvenires a vídeos com milhares de views no Youtube e perfis que somam mais de dez milhões de seguidores no Facebook e no Instagram – resultam de como a descoberta dos materiais e a sua digitalização se articulam poderosamente com a emergência de um mundo cada vez mais digital e online. Dessa forma, tentaremos pensar a equivalência entre o autor e seu arquivo diante de novas experiências estéticas e sociais neste século XXI.

Manaíra Aires Athayde é investigadora do Centro de Literatura Portuguesa (CLP), da Universidade de Coimbra, onde concluiu o doutorado em Materialidades da Literatura, com a tese “Ruy Belo e o Modernismo Brasileiro. Poesia, Espólio”, com auxílio de bolsa Capes. Foi professora visitante da Área de Estudos Portugueses e Brasileiros, na Universidade de Salamanca. Organizou o livro Literatura Explicativa: Ensaios sobre Ruy Belo (Assírio & Alvim, 2015) e fez parte da produção do documentário Ruy Belo, Era Uma Vez (RTP, 2014). Nos últimos anos, tem-se dedicado à literatura comparada, aos estudos literários e estudos de mídia, ao trabalho em espólios e arquivos literários. Tem ensaios publicados em diversas revistas especializadas em vários países. A sua tese de doutoramento (“Ruy Belo e o Modernismo Brasileiro. Poesia, Espólio”) foi recentemente distinguida com o Prémio Mário Quartin Graça (edição de 2018) na categoria de Ciências Sociais e Humanas. Resultante de uma parceria entre o Banco Santander em Portugal e a Casa da América Latina, este prémio visa estimular a formação de investigadores latino-americanos e portugueses em temas de interesse mútuo para Portugal e a América Latina.

Estado da Arte 12

22/11/2018

Monkey Connectome

Tal como previsto no plano anual de atividades do Programa, realiza-se no próximo dia 13 de dezembro de 2018, quinta-feira, na Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC), a décima segunda sessão do ‘Estado da Arte’. Estas sessões, que se realizam uma vez por semestre, destinam-se à apresentação do trabalho em curso pelas autoras e autores dos diferentes projetos de doutoramento.

Trata-se de fazer uma descrição sucinta do estado atual e do progresso da investigação. As apresentações centram-se no trabalho realizado durante o último semestre, mostrando como esse trabalho se refletiu diretamente no desenvolvimento da tese (número de páginas escritas e capítulos concluídos ou revistos; eventuais alterações da estrutura de capítulos e secções tal como estava definida em fases anteriores do projeto; desvio do cronograma inicial; dilemas e dificuldades; previsão de conclusão).

Este encontro periódico destina-se a reforçar a cultura de debate interno e a acompanhar de perto a elaboração das teses de doutoramento. Trata-se de uma iniciativa aberta apenas aos discentes e docentes do Programa.

Conferência de Patrícia Lino

22/11/2018

© Cartaz de Tiago Santos.

No próximo dia 11 de dezembro de 2018, pelas 11h00, tem lugar no Instituto de Estudos Brasileiros (5º piso, FLUC) a conferência de Patrícia Lino “Auto-crítica e voo: O experimentalismo de Ferreira Gullar”. Patrícia Lino ensina na Universidade da Califórnia, Santa Barbara, onde se doutorou em Literatura Brasileira. Publicou e apresentou ensaios, artigos e ilustrações sobre diversos autores(as) e organizou vários colóquios e conferências em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos. Tem vindo a dedicar-se ao estudo da relação entre poesia e imagem no contexto da poesia brasileira contemporânea. Esta iniciativa é uma organização do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e do Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

O movimento de Poesia Concreta e os(as) integrantes do Poema/processo devem o experimentalismo e, sobretudo, a exploração da tridimensionalidade a Ferreira Gullar, cujo projeto intersemiótico — nem sempre ao nível da qualidade dos objetos de Augusto de Campos ou Wlademir Dias-Pino —, introduziu práticas inéditas no contexto das vanguardas do séc. XX brasileiro. A partir do questionamento modernista do livro e da entrada do poema e teoria concretos na vida cultural brasileira, proponho a leitura de volumes e objetos como Poemas (1958), os livros-poema (1958-59) ou O Poema Enterrado (1959) com vista à compreensão de trabalhos e conceitos propostos imediatamente a seguir e com evidente repercussão até aos dias de hoje.