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Curso breve por Gustavo Silveira

02/12/2021
© Cartaz de Ana Sabino.

Nos próximos dias 7 e 9 de dezembro 2021, entre as 14h00 e 18h00, decorre no Instituto de Estudos Brasileiros o curso breve «Do não-objeto às poéticas da expansão: modulações performáticas», lecionado por Gustavo Silveira (Universidade Federal de Minas Gerais), a partir da obra de Paulo Brusky, Lenora de Barros, Ricardo Aleixo e Marília Garcia. Trata-se de uma organização conjunta do Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura.

Gustavo Silveira é professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG (PosLit). É autor de livros sobre Graciliano Ramos, Age de Carvalho, Roberto Bolaño e poesia contemporânea. Editou, entre 2015 e 2021, a revista Cadernos Benjaminianos (UFMG). Edita atualmente, com Daniel Arelli e Victor da Rosa, a Ouriço – revista de poesia e crítica cultural.

A partir da obra de Paulo Bruscky, Lenora de Barros, Ricardo Aleixo e Marília Garcia, o curso pretende descrever e interrogar a presença e os usos da performance na poesia brasileira das últimas décadas, relacionando o entendimento da questão ao mesmo tempo com as teorizações da vanguarda brasileira (concretismo, neoconcretismo, poema-processo) e com o desdobramento particular de proposições teóricas de outra ordem (ecos Dada, minimalismo, Pop Art, arte conceitual).

As sessões terão lugar na sala do Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC. Serão atribuídos certificados de participação. Mais informação sobre o curso aqui.

Acesso Zoom para a sessão de dia 7 de dezembro:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/87569335669?pwd=a3c0eExJanVpSzRERmVXR0FTc0NGdz09

ID da reunião: 875 6933 5669
Senha de acesso: 496992

Acesso Zoom para a sessão de dia 9 de dezembro:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/82128902353?pwd=UHhCNmxtSGlYWEQ3MCsyUEpPQTVHUT09

ID da reunião: 821 2890 2353
Senha de acesso: 201661

Projetos em Curso: Keissy Carvelli

22/11/2021
© Cartaz de Tiago Santos.

No próximo dia 24 de novembro de 2021, pelas 14h00, tem lugar no Instituto de Estudos Brasileiros a conferência de Keissy Carvelli «Três ‘Minifestos’ de Paulo Leminski: o fim das vanguardas ou o início da ‘vulgarda». Keissy Carvelli é estudante do Doutoramento em Letras na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho” (Unesp/Assis). Esta conferência integra-se na série de conferências e seminários destinados à apresentação de projetos de investigação em curso, sendo uma organização conjunta do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura e do Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Keissy G. Carvelli é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Letras, pela Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho” (Unesp/Assis). Atualmente, desenvolve pesquisa intitulada “A língua como um problema crítico em Ensaios e Anseios de Paulo Leminski” no Programa de Pós-graduação em Literatura de Língua Portuguesa da Universidade de Coimbra, através do Programa de Internacionalização da Capes (Capes PrInt), e em diálogo com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de Coimbra.

A presente conferência analisa três textos do poeta paranaense Paulo Leminski, publicados em 1976 e nomeados, curiosamente, “minifestos”. Busca-se relacioná-los, a partir da forma e do conteúdo,  com o “problema do fim dos manifestos” (tal como teorizado por Marcos Siscar) e com a impossibilidade histórica e cultural de projetos artísticos coletivos (posição defendida por Theodor W. Adorno).

MATLIT 9.1 está em linha

17/11/2021

PT

Foi publicado o Volume 9.1 (2021) da revista MATLIT: Materialidades da Literatura. Este número, organizado por Ana Luiza Fernandes (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Karl Erik Schollhammer (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e João Queiroz (Universidade Federal de Juiz de Fora), intitula-se “Fotolivros de Literatura: Teoria e História”. Além da introdução dos editores convidados, a secção temática publica textos de Amir Cador, Renata Fernandes Veloso Baralle e Marivalde Moacir Francelin, Gabriella Mendes e Rita Gomes, Ana Luiza Fernandes e João Queiroz, Karl Erik Schollhammer, Ana Paula Vitorio, Juliana Mantovani, Alfredo Brant, Mariane Pereira Rocha e Aulus Mandagará Martins, e Alice Girotto. Destacam-se ainda as entrevistas a Moritz Neumüller, por João Queiroz e Ana Luiza Fernandes, e a Duarte Belo, por Manaíra Aires Athayde. A secção “Mediarama” apresenta um ensaio-colagem, em versão tipográfica e caligráfica, de Maruzia de Almeida Dultra. Por fim, são publicadas nove recensões críticas a novos livros.

Todos os textos se encontram disponíveis em formato html e pdf. A MATLIT adota uma política de acesso integral livre, podendo os textos ser lidos em linha ou transferidos para uso pessoal. O acesso pode ser feito a partir do índice geral.


EN

Volume 9.1 (2021) of MATLIT: Materialities of Literature has been published. This issue, edited by Ana Luiza Fernandes (Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro), Karl Erik Schollhammer (Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro) and João Queiroz (Federal University of Juiz de Fora), is titled “Literary Photobooks: Theory and History”. Besides the introduction by the guest editors, the thematic section includes texts by Amir Cador, Renata Fernandes Veloso Baralle and Marivalde Moacir Francelin, Gabriella Mendes and Rita Gomes, Ana Luiza Fernandes and João Queiroz, Karl Erik Schollhammer, Ana Paula Vitorio, Juliana Mantovani, Alfredo Brant, Mariane Pereira Rocha and Aulus Mandagará Martins, and Alice Girotto. This issue also contains two interviews: Moritz Neumüller is interviewed by João Queiroz and Ana Luiza Fernandes, and Duarte Belo is interviewed by Manaíra Aires Athayde. The “Mediarama” section contains an essay-collage, in typographic and calligraphic versions, by Maruzia de Almeida Dultra. In the review section, readers will find nine reviews of new books.

All texts are available in html and pdf formats. MATLIT has a policy of free full-access to all texts, which can be read online or downloaded for personal use. Access can be made from the contents page.


ES

Se ha publicado el volumen 8.1 (2021) de MATLIT: Materialidades de la Literatura. Este número, editado por Ana Luiza Fernandes (Pontificia Universidad Catolica de Rio de Janeiro), Karl Erik Schollhammer (Pontificia Universidad Catolica de Rio de Janeiro) y João Queiroz (Universidad Federal de Juiz de Fora), se titula “Fotolibros literarios: teoría e historia”. La sección temática incluye textos de Amir Cador, Renata Fernandes Veloso Baralle y Marivalde Moacir Francelin, Gabriella Mendes y Rita Gomes, Ana Luiza Fernandes y João Queiroz, Karl Erik Schollhammer, Ana Paula Vitorio, Juliana Mantovani, Alfredo Brant, Mariane Pereira Rocha y Aulus Mandagará Martins, y Alice Girotto. Este número incluye dos entrevistas: con Moritz Neumüller, de João Queiroz y Ana Luiza Fernandes, y con Duarte Belo, de Manaíra Aires Athayde. La sección “Mediarama” presenta un ensayo-collage, en versión tipográfica y caligráfica, de Maruzia de Almeida Dultra. Finalmente, se publican nueve reseñas de nuevas publicaciones.

Todos los textos están disponibles en formato html y pdf. MATLIT tiene una política de libre acceso a todos los textos, que se pueden leer en línea o descargar para uso personal. El acceso se puede hacer desde la tabla de contenidos.

CFP: Colóquio dedicado a Salette Tavares (1922-1994)

14/11/2021
O Menino Ivo, 1978. Tapeçaria de Portalegre. Coleção de João Aranda Brandão. Poema de Salette Tavares.

O ano de 2022 assinala o centenário do nascimento de Salette Tavares (1922-1994), autora de obra múltipla, articulada em linguagens rigorosas e inovadoras. A Universidade Fernando Pessoa associa-se ao programa Reencontrar Salette Tavares. Cem Anos Agora: Educar, Brincar, Comunicar com a organização do Colóquio Salette Tavares, «vocação de ser itinerante» para discutir as múltiplas intersecções e diálogos  que a obra desta autora ainda sinaliza e aciona. O colóquio realiza-se em linha a 20 e 21 de julho de 2022 através da plataforma Zoom.

Propostas de comunicação devem ser apresentadas até 28 de fevereiro de 2022
Lista de temas possíveis e mais informações em https://po-ex.net/divulgacao/ST2022.pdf

VOX LIT – Episódio 3

11/11/2021

Coleção Cibertextualidades, Volume 3

09/11/2021

Poesia Programa Performance (2021)

Acaba de ser publicado o Volume 3 da coleção “Cibertextualidades”: Bruno Ministro e Sandra Guerreiro Dias, orgs. (2021), Poesia Programa Performance: projetos, processos e práticas em meios digitais, Porto, Publicações Fundação Fernando Pessoa. ISBN 978-989-643-173-0. ISSN: 1646-4435. O livro circula gratuitamente como eBook, depositado no Repositório Institucional da UFP: http://hdl.handle.net/10284/10316

Além do texto de apresentação do volume – Bruno Ministro e Sandra Guerreiro Dias, “Introdução”, pp. 9-15 – , destaquem-se os artigos de Ana Marques, “Tradução e Distorção na Poesia Algorítmica de Eugenio Tisselli”, pp. 37-45; Diogo Marques, “Da Programabilidade Criativa à Criação Programada: Linhas Programáticas para uma Potencial Poética do Algoritmo”, pp. 111-127; Tiago Schwäbl, “Na Margem de um Canavial… o Que Murmura?”, pp. 157-167; e o poema de Liliana Vasques, “Então Como Crescex-M x / Poemas”, pp. 128-129. Refira-se ainda a tradução de Patrícia Reina de um artigo de Johanna Drucker (“Sítio Fora de Cena: Ideologia Medial e a Interface Literária”, pp. 19-33).

Sinopse do volume

Em Poesia Programa Performance defende-se a importância de pensar a contemporaneidade digital numa perspetiva conjunta entre projetos poéticos, processos programáticos e práticas performativas. Este livro configura também um dispositivo interventivo no sentido ontológico da ação crítica que esta cultura pós-medial suscita. Os diferentes contributos provenientes de diferentes campos, desde a poesia experimental, as artes computacionais, passando pelos estudos da performance e por várias formas de escrita expandida, dão conta da fluidez inquieta que atravessa os atuais modos civilizacionais contemporâneos, ao mesmo tempo que, traçando uma aproximação ao seu estudo, génese e entendimento, antecipam cenários futuros.

“Formas: Do Texto Tangível ao Imaterial”

06/11/2021

“Formas: Do Texto Tangível ao Imaterial” Exposição no Convento São Francisco, Galeria Pedro Olayo (Filho): de 7 de novembro de 2021 a 2 de janeiro de 2022, quarta a segunda: 15h00 às 20h00.

Curadoria de Ana Boavida, Luís Lucas Pereira e Pedro Martins

A partir de uma seleção de trabalhos criados no âmbito da unidade curricular Projeto 3 – Aplicações Multimédia da Licenciatura em Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a exposição “Formas: do texto tangível ao imaterial” reúne um conjunto de objetos editoriais e multimédia, focados numa vertente de transmediação, que se assumem como formas alternativas de representação de um conjunto de obras literárias relevantes dos séculos XX e XIX. Numa confluência de disciplinas que inclui o design editorial, a ilustração, o design computacional, a programação multimédia, o design de interação e a literatura eletrónica revelam-se objetos que oferecem a possibilidade de novas leituras e interações sobre obras como “The Veldt” (Ray Bradbury, 1951), “Lamb to the Slaughter” (Roald Dahl, 1953), “Crímenes Ejemplares” (Max Aub, 1957) ou “The Raven” (Edgar Allen Poe, 1845).


Materialidades da Literatura na Entreler (revista do Plano Nacional de Leitura)

03/11/2021
Entreler Nº 1, outubro de 2021 (revista digital do Plano Nacional de Leitura)

Foi publicado em outubro de 2021 o número 1 da Entreler, uma publicação periódica anual da responsabilidade da equipa do Plano Nacional de Leitura. Trata-se de uma revista digital que “tem como objetivo divulgar estudos e reflexões sobre a leitura, a escrita e a literacia, em todas as faixas etárias e nas suas múltiplas dimensões (educativa, literária, social, antropológica, …) e contextos (formal, informal e não formal), bem como projetos e atividades de promoção da leitura e formação de leitores. Dirige-se a mediadores, docentes, formadores, investigadores, bibliotecários, técnicos e a todos os que partilham o interesse pela leitura, pela escrita e pelas literacias.” O primeiro número inclui dois artigos de membros do Grupo de Investigação Mediação Digital e Materialidades da Literatura: Ana Sabino, «Do livro como objeto à leitura como evento»; e Diogo Marques e Ana Gago“As florestas não brotam, não se multiplicam, não suspiram”: ciberliteratura e educação ambiental» .

O desenvolvimento do meio digital enquanto suporte de leitura permite, retroativamente, observar como certas características que são agora evidentes e indissociáveis do meio digital estavam já presentes, ainda que o seu reconhecimento estivesse ainda latente, no códice. Depois de a teoria crítica se debruçar sobre os novos meios e suportes de escrita e leitura, o carácter transitório e de ocorrência da experiência de leitura tornou-se mais evidente. Vários estudos literários exigiam já a presença e a ação do leitor, assim como de outros agentes, para que o texto existisse. Mas talvez não se tenha dado ainda a importância devida ao ato que o leitor efetua. Mais ainda: não foi dada a devida importância ao objeto, que funciona tanto como caixa fechada como como chave para a abrir, nesse ato de leitura; ele não só contém o texto, mas também aquilo que permite que o leitor o descodifique. Este artigo pretende, além de sublinhar a importância do ato de leitura como fator constitutivo do livro, dar a ver o papel da materialidade do livro nessa ação: se é necessariamente o leitor quem ativa um livro, produzindo leitura, o próprio livro traz consigo um conjunto de características formais, que respondem a vários protocolos de leitura, às quais chamo «instruções de leitura».

Ana Sabino, «Do livro como objeto à leitura como evento», Entreler, Nº 1.

Partindo da exploração do potencial lúdico-pedagógico de processos combinatórios e permutacionais de escrileitura, no presente artigo propomo-nos discutir possíveis aplicações da ciberliteratura no âmbito do desenvolvimento de estratégias de educação ambiental, dentro e fora do campo de ação institucional. Através da análise do poema ciberliterário Árvore (2018), da autoria do investigador e poeta experimental Rui Torres, e da sua relação com práticas artivistas e hacktivistas, a ciberliteratura é colocada em diálogo com problemáticas como a sustentabilidade e a obsolescência tecnológica.

Adicionalmente, será feita referência a outros exemplos de criações artístico-literárias (pós-)digitais, com impacto internacional, enquanto partes integrantes de um mesmo ecossistema, como About Trees (2015), da autoria de Katie Holten, DEFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOREST (2017), da autoria de Joana Moll, e Amazon (2019), de Eugenio Tisselli. De forma a ilustrar a continuidade da Ciberliteratura no contexto alargado das práticas experimentais em Portugal, são ainda convocados alguns dos seus precursores, como Soneto Ecológico (2005), instalação de poesia ambiental, da autoria de Fernando Aguiar. 

Colocando em diálogo tradição e inovação, escrevem-se (e recombinam-se) vários caminhos de possibilidade a partir de/para a literatura digital, enquanto manifestação artístico-literária e enquanto ferramenta educativa, interventiva e mobilizadora.

Diogo Marques e Ana Gago, « “As florestas não brotam, não se multiplicam, não suspiram”: ciberliteratura e educação ambiental», Entreler, Nº 1.

MATLIT participa do Folio 2021

21/10/2021

O Programa e Doutoramento em Materialidades da Literatura participou, em 16 de outubro, do Festival Literário Internacional de Óbidos – FOLIO 2021, dentro da programação FOLIO Mais. O evento foi realizado das 17h às 19h, no The Literary Man Óbidos Hotel, com a participação de Manuel Portela, coordenador do Programa, e dos doutorandos, Nuno Meireles, Mafalda Lalanda, Elena Soressi, Jaqueline Conte e Cecília Magalhães.

Manuel Portela apresentou brevemente o Programa e introduziu alguns dos temas que podem suscitar debates e estudos dentro das materialidades literárias. Na sequência, em participação por vídeo, Nuno Meireles abordou “A voz como reescrita do texto”, apresentando e comentando excertos em vídeo de peças teatrais, a ressaltar o papel da voz literária encenada. Mafalda Lalanda e Elena Soressi falaram sobre “A escuta como leitura aural”, apresentando algumas possibilidades de práticas literárias auditivas, como os serviços de streaming que oferecem audiobooks. Também comentaram a respeito do podcast Voxlit, criado recentemente pelo Programa de Materialidades da Literatura e disponibilizado no Youtube. Jaqueline Conte abordou “O livro digital para crianças como jogo de interação”, focando nos aplicativos literários voltados à infância. Em sua fala, ela mostrou trechos de produções digitais, comentando sobre os diferentes recursos multimídia e de interação que os apps oferecem. Por fim, Cecília Magalhães falou sobre “O computador como máquina literária”, mostrando algumas das possibilidades de interação que o Arquivo LdoD oferece e falando a respeito de seu projeto de Doutoramento, Fragmentos em Prática, que incentiva a leitura e a apropriação de fragmentos do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, disponibilizados no Arquivo, assim como a criação colaborativa de edições virtuais temáticas e a escrita de novos textos.

Este é o quinto ano em que o Programa de Materialidades da Literatura da Universidade de Coimbra participa do Festival Literário FOLIO. Em 2016, tomou parte no colóquio “Literatura e Matemática I” e na exposição “Bird-Watching“ (22 de setembro a 2 de outubro de 2016, Joshua Enslen e Alaina Enslen); em 2017, no colóquio “Literatura e Matemática II” e na exposição “Et Sic In Infinitum: Uma Instalação Intermedial e Transliterária” (21 a 29 de outubro de 2017, curadoria de Carolina Martins e Diogo Marques); em 2018, no colóquio “Literatura e Matemática III”, com a performance “Literatura e Cibernética” (30 de setembro de 2018, Ana Marques e Manuel Portela); e em 2019, no colóquio “Matemática e Literatura IV” (13 de outubro de 2019, com Nuno Meireles, Thales Estefani, Patrícia Reina e Manuel Portela).

Abaixo, a página do programa do FOLIO 2021 que informa sobre a intervenção e algumas fotos do evento.

Conferência de María Andrea Giovine

08/10/2021

© Cartaz de Pedro Brochado.

Na próxima terça-feira,  12 de outubro de 2021, 17h00, terá lugar no Centro de Literatura Portuguesa (7º piso, FLUC) a conferência de María Andrea Giovine (UNAM – Universidade Nacional Autónoma do México) “Poéticas materiales en la literatura mexicana reciente“. Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

Presentaré un recorrido por algunas propuestas de la literatura mexicana reciente en las que la materialidad resulta clave para la significación y, por tanto, se encuentran insertas en las denominadas “poéticas materiales”. Buscaré mostrar un repertorio de estrategias amplias, que van desde la incorporación de la imagen y la visualidad, el cuestionamiento sistemático al libro como dispositivo, las dinámicas en las que intervienen procesos de borradura o tachadura, libros de artista, libros objeto, encuadernaciones conceptuales, entre otras, enfatizando las múltiples implicaciones para la legibilidad y la multiliteracidad.

María Andrea Giovine

Doctora en Letras (Literatura comparada) por la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Es investigadora del Instituto de Investigaciones Bibliográficas de la UNAM y miembro del Sistema Nacional de Investigadores. En 2012 obtuvo el Reconocimiento Distinción Universidad Nacional para Jóvenes Académicos, en el área de Docencia en Humanidades. Sus líneas de investigación giran en torno a las relaciones entre imagen y texto, así como a los cruces entre literatura y artes visuales en el siglo XX y XXI, la intermedialidad, las poéticas visuales en papel y en soportes alternativos, la configuración del discurso poético y los vínculos entre cultura impresa y cultura visual. Desde 2013 es miembro del Laboratorio de Literaturas Extendidas y Otras Materialidades (lleom.net). Desde 2018 es miembro fundador y co-coordinadora del Seminario Permanente de Investigación sobre Revistas de América Latina (ESPIRAL). Es tutora y docente del Posgrado en Historia del Arte en donde se dedica a enseñar materias centradas en intermedialidad e iconotextualidad. Es autora del libro Ver para leer, en el cual se abordan, desde una perspectiva intermedial, un amplio abanico de relaciones entre literatura y artes visuales y se centra en las manifestaciones contemporáneas de la poesía en soportes alternativos (holopoesía, poesía en la piel, biopoesía, ciberpoesía y videopoesía). 

“um desejo inconcebível de abrir todas as portas”

24/09/2021

um desejo inconcebível de abrir todas as portas_antónio aragão

17/09/2021

Inaugura hoje, 17.09.2021, pelas 18h, na Casa da Cultura de Santa Cruz (Madeira), a exposição “um desejo inconcebível de abrir todas as portas_antónio aragão“, que conta com curadoria de Bruno Ministro, e que integra o conjunto de iniciativas “MULTIPLICIDADE DA EXPERIÊNCIA António Aragão (1921-2008), antena receptiva“​, programadas em 2021 para assinalar o centenário do nascimento de António Aragão. Nesta exposição (patente na Casa da Cultura de Santa Cruz até 27.11.2021) , Bruno Ministro leva-nos a revisitar a obra literária e artística de António Aragão, estando nós certos de que os trabalhos expostos deixarão pistas muito significativas para um conhecimento mais profundo e alargado desta faceta de António Aragão.

Bruno Ministro é investigador júnior no Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Universidade do Porto. É doutorado em Materialidades da Literatura (2020) pelo Centro de Literatura Portuguesa e Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mestre em Edição de Texto pela FCSH-UNL (2015) e licenciado em Línguas Modernas pela FLUC (2011). É coeditor do Arquivo Digital da PO.EX (Universidade Fernando Pessoa). Além do seu trabalho no âmbito das Humanidades Digitais e Comunicação de Conhecimento em Artes e Humanidades, a sua investigação atual encontra-se dedicada às poéticas e políticas das intermedialidades, num campo de intersecção entre as áreas dos estudos literários, a teoria dos meios e os estudos culturais. Tem trabalhado recorrentemente sobre a obra de António Aragão e coedita, com Rui Torres e Ana Salgueiro, o n.º 4 (2021) da TRANSLOCAL, com o tema de capa ANTÓNIO ARAGÃO, antena receptiva (1921-2008).

ERASE!

16/09/2021

ERASE! A digital festival and conference on the poetics and politics of erasure

September 20-24, 2021

Online: All events are free at https://erase.artdel.net

Every day, from 7 am GMT+2 a new video by a poet and artist will be launched with reviews by critics.

Screenings: Bergen, Norway

Throughout opening hours, the videos will be played in loop on several screens at the:

Bergen Public Library
University of Bergen Humanities Library
KMD: Faculty of Fine Art, Music and Design
University of Bergen’s campus screens


ERASE brings together poets, artists, and critics from Angola, Chile, China, France, Germany, Hong Kong, Portugal, Taiwan, and the United States. The participants include Florian Cramer, Tammy Lai-Ming Ho, Daniel C. Howe, Hung Hung, Raquel Lima, Bruno Ministro, Winnie Soon, Carlos Soto-Román, Juliana Spahr, and Fiona Sze-Lorrain.

ERASE is a digital festival and conference on the poetics and politics of erasure. It is a hybrid event, taking place online and on-site. It blends the festival and conference format to showcase commissioned video presentations of creative works, and to contribute to a critical debate on the theme of erasure. ERASE invites international guests to reflect on how the poetic, literary, and artistic practices of erasure relate to wider discussion on aesthetics, technology, and politics.

Tipografia e Produção de Sentido

26/07/2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

Sétima videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 28 de julho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Ana Sabino, Tipografia e Produção de SentidoConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

Marcar um texto tipograficamente é descrevê-lo. Quando um escritor escreve ou quando um designer pagina um livro, atribuindo a cada bloco de texto um estilo tipográfico, está a atribuir características de título, de epígrafe ou de citação a esse texto: ou seja, está a revesti-lo das qualidades que indicarão ao leitor de que tipo de texto é que se trata. Este nível de significação funciona por meio de convenções, e é eficaz mesmo nos casos em que o texto seja ilegível para o leitor. Em princípio, existe uma estreita correlação entre o texto como artefacto, ou seja, um objeto gráfico e físico, e o texto como argumento, ou seja, um sistema de ideias expressas em sequências linguísticas.

Em Diagrammatic Writing, Johanna Drucker aponta-nos para o facto de que os elementos tipográficos não significam por si mesmos, mas sim pela sua relação com os elementos que os rodeiam. Por sua vez, Robert Waller atribui ao tratamento tipográfico do texto funções retóricas (quando dizem algo sobre o texto, servindo para sublinhar ou enfatizar certos aspetos do texto) e de acesso (quando servem para apresentar o texto e facilitar a navegação do leitor dentro dele). Muitas destas estruturas de acesso estão incluídas naquilo que Genette nomeia como paratexto, em Seuils. Por outro lado, Patricia Wright sugere que se olhe para o texto segundo a perspetiva de investigação da usabilidade, o que levanta novas questões, e está de acordo com a tese de que o livro é uma base para a ativação do texto.

Nota biográfica

Ana Sabino é doutorada em Materialidades da Literatura pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde é investigadora. Definindo o seu percurso de forma pluridisciplinar, é também mestre em Teoria da Literatura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Atualmente, dá aulas de Tipografia e de Projeto na Escola Superior de Artes Aplicadas, no Instituto Politécnico de Castelo Branco.

As Lições da Materialidade ao Álbum Ilustrado

19/07/2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

Sexta videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 21 de julho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Júlia Zuza, As Lições da Materialidade ao Álbum IlustradoConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

A apresentação irá discorrer a respeito da leitura do álbum ilustrado a partir da perspectiva material. O postulado principal dessa categoria de livro está assente na intersecção de códigos artísticos (imagem, palavra e suporte), estabelecendo relações de maneira intrínseca com o conceito de materialidade. Por meio da análise da capa à contracapa do objeto, passando por mancha gráfica e cartela cromática dentre outros recursos, a abordagem material indica ampliar as possibilidades de significação do álbum, propondo um olhar atento para os diversos aspectos gráficos, visuais e verbais que dão sentido à narrativa. Para exemplificar o diálogo intenso entre as áreas, dois álbuns ilustrados da editora Planeta Tangerina serão discutidos, sendo eles Para onde vamos quando desaparecemos? (2011) e Com o tempo (2014).

Nota biográfica

Júlia Zuza nasceu em Belo Horizonte (Brasil). Possui doutorado em Materialidades da literatura e mestrado em Literatura de língua portuguesa: investigação e ensino pela Universidade de Coimbra. Seus temas de interesse centram-se na relação entre palavras e imagens no livro infantil, com foco no álbum ilustrado, e no diálogo interartes. É autora do livro Brilha quando foge (Urutau, 2019). Realiza leituras e performances poéticas. Prefere poemas curtos, não gosta de dias frios e quer conhecer os Açores.

Multiplicidade da Experiência: António Aragão (1921-2008), antena receptiva

19/07/2021
© Foto de Fernando Aguiar.

Realiza-se nos próximos dias 22 e 23 de julho de 2021 o Colóquio “os sinais são as evidências que permanecem sempre apontando”. Trata-se de uma iniciativa integrada na programação que assinala o centenário do nascimento de António Aragão (1921-2008). Coordenado por Rui Torres, o Colóquio é organizado pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, e decorrerá em linha (via Zoom). O acesso é gratuito e requer inscrição prévia através do email coloquioantonioaragao2021@gmail.com.

Além do Colóquio, o centenário será ainda marcado pela Exposição “um desejo inconcebível de abrir todas as portas”, com curadoria de Bruno Ministro (Casa da Cultura de Santa Cruz, Quinta do Revoredo, com inauguração a 17 de setembro de 2021), e pela série de Evocações “a imaginação passa de espelho receptivo a operante”, coordenadas por Isabel Santa Clara e Emanuel Gaspar, a decorrer em várias instituições madeirenses (Funchal, Calheta e Santa Cruz) ao longo do mês de setembro de 2021.

Prepara-se também a edição do Número 4 (2022) da Revista TRANSLOCAL. Culturas Contemporâneas Locais e Urbanas dedicado a “ANTÓNIO ARAGÃO, antena receptiva (1921-2008)”, com organização de Ana Salgueiro, Bruno Ministro e Rui Torres.

São parceiros deste conjunto de iniciativas: Arquivo Digital da PO.EX, Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira, Casa da Cultura de Santa Cruz, MUDAS-Museu de Arte Contemporânea da Madeira, Museu de Arte Sacra do Funchal, Museu Quinta das Cruzes, Quinta Magnólia – Centro Cultural, Revista Islenha, Revista TRANSLOCAL, Universidade da Madeira e Universidade Fernando Pessoa.

Projeto Vox Media na UFF

14/07/2021

No próximo dia 20 de julho de 2021, pelas 14h00 (hora do Rio de Janeiro, 18h00, hora de Lisboa), Osvaldo Manuel Silvestre (Universidade de Coimbra) fará a conferência “Possibilidades Estéticas e Institucionais da Voz nos Estudos Literários”, com a participação de Pedro Serra (Universidade de Salamanca) e moderação de Diana Klinger (Universidade Federal Fluminense). Nesta conferência, com transmissão via YouTube, será apresentada a investigação realizada no âmbito do projeto “Vox Media: A Voz na Literatura“, uma das linhas de trabalho do Doutoramento em Materialidades da Literatura. Trata-se de uma iniciativa do Programa de Pós-graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense. Transmissão via https://youtu.be/ubttkksa6ac

VOX LIT – episódio 2

11/07/2021

A Crítica Criativa nas Materialidades da Literatura

06/07/2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

Quinta videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 7 de julho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Fábio Waki, A Crítica Criativa nas Materialidades da LiteraturaConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

Um dos aspectos mais inovadores do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura é uma tentativa de expansão da própria ideia de “literatura”, em particular a partir de um exame mais refinado das características materiais dos meios pelos quais uma mensagem literária pode ser comunicada. Essa nova proposta por sua vez confere aos trabalhos de crítica produzidos no programa uma maior liberdade para explorarem com suas próprias formas, isto é, para comunicarem a si mesmos por meio de formas que não a típica forma de uma monografia científica. Em princípio, tal liberdade parece bastante intuitiva, e algumas teses e publicações do programa já a têm explorado de fato; no entanto, a essa liberdade subjaz uma rebeldia científica muito mais complexa que tende a nos passar despercebida: a saber, a de que tais experimentações com a forma da crítica são em grande medida estratégias de resistência não apenas a uma tradição cartesiana de pensamento, mas também a um capitalismo cognitivo que em muito se beneficia justamente da predominância dessa tradição. Nessa conferência, então, buscaremos responder às seguintes perguntas: por que críticas mais criativas são consistentes com as intenções das Materialidades da Literatura e como elas podem contribuir para um aprimoramento do programa como um todo? De modo mais amplo, por que críticas mais criativas são uma forma de resistência estética e epistemológica em meios científicos? Qual a importância de se falar sobre isso hoje?

Nota biográfica

Fábio Waki é Bacharel em Estudos Literários (2012) e Mestre em Linguística – Estudos Clássicos (2015) pela Universidade Estadual de Campinas e Doutor em Materialidades da Literatura pela Universidade de Coimbra (2021). Foi pesquisador visitante nos Departamentos de Inglês da King’s College London (2015) e da Universidade de Estocolmo (2018). É especialista em Literatura Comparada, com ênfase em Literatura Clássica, Literatura Inglesa e Literatura Latino-Americana, e em Materialidades da Literatura, em particular Crítica Criativa, Investigação Artística Literária e Intermidialidades entre Literatura, Cinema e Artes Visuais.

Doutoramento Nº 17

06/07/2021

Realizam-se no próximo dia 19 de julho de 2021, pelas 14h30, por videoconferência (transmitida pelo canal YouTube dos Serviços Académicos em https://www.uc.pt/academicos/provas), as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Priscila Oliveira Monteiro Moreira, candidata da quinta edição do Programa, que teve início em 2014-2015. A candidata apresenta a tese «Compor livros de fora para dentro: Impressões poéticas e tipográficas de João Cabral de Melo Neto» (2021), orientada por Manuel Portela (Universidade de Coimbra) e Pedro Serra (Universidade de Salamanca).

O júri, nomeado por despacho reitoral de 3 de maio de 2021, tem a seguinte constituição:
Presidente:
Rui Gama (Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Vogais:
Adalberto Müller Junior (Professor Associado da Universidade Federal Fluminense)
Joana Matos Frias (Professora Associada da Universidade de Lisboa)
Carlos Mendes de Sousa (Professor Associado da Universidade do Minho)
Manuel Portela (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Doris Wieser (Professora Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a décima sétima do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se numa das linhas de investigação do Programa dedicada à análise da recodificação das formas do livro em contexto pós-digital (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). Priscila Monteiro investiga as experiências de composição tipográfica de João Cabral de Melo Neto realizadas entre 1947 e 1952, e que resultaram na produção da série O Livro Inconsútil.

Resumo [excerto]

Embora seja um momento conhecido de sua biografia, a relação entre João Cabral de Melo Neto e seus livros artesanais foi apenas esboçada. Entretanto, são catorze os impressos pelo projeto editorial intitulado “O Livro Inconsútil” ao longo dos seis anos de sua duração. Iniciado em Barcelona em 1947, Psicologia da composição foi o primeiro publicado à mão pelo poeta, justamente um título que evoca o duplo sentido do ato criativo – tanto no nível textual quanto no projectual, manifestado nos recursos tipográficos utilizados para dar forma ao conteúdo. Ao reunir todas as edições manuais feitas por João Cabral, foi preciso interrogar cada uma delas para contemplá-las como uma coleção, como um conjunto coeso. A duração de “O Livro Inconsútil” coincide com o intervalo entre livros determinantes para a poética do autor. A evolução da técnica poética referente a este intervalo é majoritariamente associada, por parte da fortuna crítica, à relação com Joan Miró; entretanto, a pesquisa documental realizada revela que João Cabral era uma personalidade ativa na dinâmica com vanguardas literárias proibidas de publicar tanto pela ditadura espanhola quanto portuguesa. Seu empreendimento amador foi uma experiência estética, mas também uma escolha política, razão pela qual esta incursão gráfica pode iluminar parte relevante de um período formativo autoral.

Atlas da Literatura Digital Brasileira

29/06/2021
Observatório da Literatura Digital Brasileira

Na próxima quarta-feira, 30 de junho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1), terá lugar via Zoom a seguinte videoconferência: Rejane Rocha (Universidade Federal de São Carlos) e Manaíra Aires Athayde (Centro de Literatura Portuguesa), Um arquivo para a Literatura Digital Brasileira: desafios e possibilidades. Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura, Centro de Literatura Portuguesa e Instituto de Estudos Brasileiros.

O Atlas da Literatura Digital Brasileira é um arquivo de obras literárias digitais produzidas por autores brasileiros, em língua portuguesa, construído e mantido pelo Grupo de Pesquisa Observatório da Literatura Digital Brasileira (UFSCar), com financiamento do CNPq.

Trata-se, até ao momento, do único arquivo do género no Brasil e reúne a documentação (descrição taxonómica, imagens, vídeos, fortuna crítica e, em breve, entrevistas com os autores) a respeito de cerca de 120 obras, produzidas em diferentes épocas, com distintos recursos e linguagens. O arquivo, desenvolvido em software aberto, está disponível em https://www.observatorioldigital.ufscar.br/

Nesta conferência, as investigadoras Rejane Rocha, que coordena o projeto, e Manaíra Aires Athayde apresentam o arquivo, assim como expõem os desafios enfrentados ao longo do processo de mapeamento e documentação das obras. Discutem ainda sobre as possibilidades de pesquisa que surgem a partir da reunião desse material, dando a conhecer as especificidades técnico-poéticas dessa produção e perscrutando a literatura digital no contexto do sistema literário brasileiro.

Rejane Rocha é professora associada da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde atua nos cursos de Graduação em Letras e de Pós-Graduação em Estudos de Literatura. É coordenadora do Núcleo Interdisciplinar Literatura e Sociedade, do Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSCar, e líder do Grupo de Pesquisa  “Observatório da Literatura Digital Brasileira”. Atualmente, desenvolve o projeto de pesquisa “Repositório da Literatura Digital Brasileira”, com financiamento do CNPq.

Manaíra Aires Athayde é investigadora colaboradora do Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra, onde concluiu o doutoramento em Materialidades da Literatura, com auxílio de bolsa Capes. Nos últimos dois anos, dedicou-se a um projeto de investigação, como visiting scholar, em Humanidades Digitais na Stanford University. Foi professora visitante na Universidad de Salamanca e atua como professora convidada do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFSCar.

A Tentação Visual da Página

22/06/2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

Quarta videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 23 de junho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Sofia Madalena G. Escourido, A Tentação Visual da PáginaConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

No princípio era (e é) o verbo, é esse o motor da história. Depois o autor é tentado pela imagem e começa a usá-la juntamente com as palavras para narrar. Contar histórias com imagens na página de um livro impresso não é o mesmo que contá-las por imagens (que também é possível) e não será seguramente o mesmo que ilustrar essa história com imagens. Mas tudo isto responde ao apelo/à tentação do uso da imagem, esse desejo de recorrer à visualidade para mostrar na página em vez de dizer.

Ao procurar fazer o mapeamento dessa tendência literária contemporânea, depressa se percebe que há uma ecologia – uma relação entre elementos no seu meio natural, a página ficcional impressa – que resulta de experiências de visualidade e hibridez narrativa. Será com exemplos concretos extraídos do romance Ecologia, da autora portuguesa Joana Bértholo, que se procurará demonstrar este modo de utilização do espaço da página.

A Linguagem – assunto maior do romance em análise – será também entendida como a linguagem da/na página, propondo-se uma leitura transversal deste romance que incorpore a leitura dos seus mecanismos não meramente tipográficos. Afinal, talvez a cedência não se faça em relação ao (aparente) facilitismo e imediatismo da visualidade, mas cada página procure somente tentar o leitor à imersão.

Nota biográfica

Sofia Madalena G. Escourido tem um grande afecto às palavras. Depois de uma licenciatura em Estudos Portugueses e Lusófonos e de um mestrado em Edição de Texto, percebeu que queria ajudar a fazer livros, suportes de dar a ler o mundo. É assistente editorial desde 2008 e trabalha actualmente no Departamento de Novos Autores Portugueses do Grupo LeYa. Para entender melhor os livros, fez paralelamente uma pós-graduação em Artes da Escrita e doutorou-se em Materialidades da Literatura pela Universidade de Coimbra com a tese A página como possibilidade: Patrícia Portela, Joana Bértholo e Afonso Cruz [15-09-2020], na qual analisa os usos expressivos da página como elemento narrativo nas obras ficcionais de Patrícia Portela, Joana Bértholo e Afonso Cruz.

Da Inscrição à Questão Antropológica na Arte: Memória e Origem no Essencialismo Poético de José Ángel Valente

16/06/2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

Terceira videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 16 de junho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Caio Di PalmaDa Inscrição à Questão Antropológica na Arte: Memória e Origem no Essencialismo Poético de José Ángel ValenteConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Hay un lenguaje roto,
un orden de las sílabas del mundo.
Descífralo.
(VALENTE, ‘A los dioses del fondo’)

“Toda escritura poética asiste al nacimiento de las letras”, discursa o poeta galego José Ángel Valente na entrega do VII prêmio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana, pois a “palabra poética es siempre una nostalgia del primer acto creador” (VALENTE, 2008: 1584). Diversas culturas registraram nos seus arquivos proto-históricos a correspondência oculta entre os órgãos fonadores, as letras – explica Mircéa Eliade em Patañjali e o Yoga – e as mitologias cosmo-genésicas (ELIADE, 2000: 190). Não por acaso, as deidades e os graus ascéticos na cultura indiana “possuem um bîja-mantra, um ‘som místico’ que é a sua ‘semente’, o seu ‘suporte’” (ELIADE, 2000: 190). Eis o valor simbólico do mantra, cuja ‘fórmula performática’ reencontramos em diferentes graus nas sagas da poesiaocidental, seja nas vozes de aedos, bardos ou menestréis.

É justamente a partir dessa imagem que percebemos com maior rigor aquilo que Valente perseguiu como palabra total ou palabra inicial: uma escritura ao mesmo tempo locução, acção e representação de uma origem. Palavra-átomo, se assim preferirmos, cujo logos seminal enraíza-se na ideia da escritura poética como u-topos gnóstico. Ao fim e ao cabo, Valente requereu para o seu essencialismo metafísico o mesmo estatuto que séculos antes os calígrafos chineses e os poetas zen-budistas do haiku japonês requereram para as suas escrituras: um método de ascese para o conhecimento.

A presente comunicação, portanto, discutirá um dos pontos mais fibrosos na sua razão poética – a relação entre palavra e memória –, cujas questões nos suscitam necessárias reflexões sobre os vínculos entre arte e antropologia. Num mundo pós-Auschwitz cuja criticidade histórica parece rarefeita, pensar sobre os vínculos que a arte estabeleceu com as sociedades em seus códigos éticos, filosóficos e gnósticos – sobretudo a partir da obra de um de seus grandes entusiastas – talvez ajude-nos a construir uma imagem válida para o homem de nosso século.

Nota biográfica

Doutor pelo Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura / Universidade de Coimbra com financiamento pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal (FCT). Desenvolve investigações sobre teoria estética pós-­Auschwitz, poesia metafísica e literatura contemporânea portuguesa. Em sua tese doutoral, investigou a razão poética do poeta metafísico José Ángel Valente à luz de reflexões sobre arte e antropologia, estética e gestualidade, acto de escritura e técnicas de inscrição, palavra poética e as suas arquiteturas (matriz geradora, logos seminal, logos espermático, palabra inicial, resto cantable). Possui Mestrado em Literatura Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense (2012) com dissertação sobre a escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol sob uma perspectiva deleuziana e espinoziana.

VOX LIT – episódio 1

12/06/2021

A Genial Estupidez das Máquinas

09/06/2021

© Cartaz de Patrícia Reina.

Segunda videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 9 de junho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Bruno MinistroA Genial Estupidez das MáquinasConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

Embora com maior ou menor intensidade ao longo dos tempos, em nenhum momento da modernidade se deixou de pensar sobre o conceito de original. Com o advento e massificação da computação digital, aquele conceito tem sido revisitado de forma frequente, assim como o têm sido noções da sua “família largada” — o genuíno, único, singular, autêntico, genial, entre outras. Esta apresentação pretende refletir sobre o modo como a noção de originalidade se interliga com as próprias tecnologias de inscrição, nomeadamente quando as máquinas de reprodução revelam a sua natureza produtiva. Fazem-no porque são geniais? Ou porque são estúpidas? Com parca originalidade, o paradoxo do título foi copiado de Vilém Flusser, que, por seu turno, o copiara de Abraham Moles. Pretende-se que esse mesmo paradoxo sobre genialidade e estupidez entre, nesta apresentação, numa nova oposição paradoxal. Mais do que resolvê-la, interessa pensá-la e repensá-la.

Nota biográfica

Bruno Ministro é doutorado em Materialidades da Literatura (U. Coimbra) com a tese Todas as Cópias são Originais: eletrografia e copy art em Portugal. É investigador do Instituto de Literatura Comparada (U. Porto), coeditor do Arquivo Digital da PO.EX (U. Fernando Pessoa) e tem colaborado com projetos nas áreas da literatura e cultura (U. Algarve, U. Bergen, U. Vigo). A sua investigação tem sido dedicada sobretudo aos estudos da intermedialidade, testando teorias e metodologias de intersecção entre os estudos literários, a teoria dos meios e os estudos culturais. [hackingthetext.net]

Patrícia Reina recebe Bolsa Fulbright para Investigação com o apoio da FCT

08/06/2021

Patrícia Reina, estudante do 4º ano do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura e bolseira FCT (PD/BD/142770/2018), foi selecionada como Bolseira Fulbright para desenvolver investigação durante um semestre no Rochester Institute of Technology (RIT), sob a orientação da Profª Anne Royston. Dos 25 estudantes de doutoramento de instituições portuguesas selecionados como Fulbrighters para o ano académico 2021-2022, é a única da área da literatura. Trata-se de uma distinção que contribui também para reforçar a internacionalização do Doutoramento em Materialidades da Literatura e desenvolver a nossa colaboração com o RIT.

Esta estada, durante o primeiro semestre do ano letivo 2021-2022, integra-se no plano de investigação da sua tese doutoramento, que se intitula “Espaço para fazer sentido: a multidimensionalidade da expressão tipográfica nas obras de Johanna Drucker”. Patrícia Reina terá assim oportunidade de analisar as obras da autora que se encontram em algumas das mais importantes coleções de livros de artista nos EUA, designadamente na Cary Graphic Arts Collection do RIT, na Haas Family Arts Library e Beinecke Rare Book & Manuscript Library da Universidade de Yale e também no Getty Research Institute.

O Programa felicita a bolseira Fulbright e faz votos para que seja uma estada feliz e produtiva.

Lunguage, or How I Learned to Stop Worrying and Love the Zang Tumb Tumb

02/06/2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

Primeira videoconferência (via Zoom) do ciclo “Conferências MATLIT 2021”, 2 de junho de 2021, 18h00 (hora de Lisboa, GMT+1): Nuno Miguel Neves, Lunguage, or How I Learned to Stop Worrying and Love the Zang Tumb TumbConferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

Sinopse

No processo de busca pela especificidade da poesia sonora na contemporaneidade, onde se incluiu também uma perspetiva histórica sobre o fenómeno, e no ensaio de vários caminhos descritivos da utilização da linguagem nas poéticas experimentais orais e sonoras, acabei por tropeçar neste conceito – lunguage – que me surgiu, confesso, quase como que uma epifania. Dediquei-me então, estabelecida e aceite a sua dissemelhança em relação à language (a evidência da oposição entre os dois termos só se manifesta plenamente em língua inglesa), a explorar o seu alcance, escutando, devidamente amparado pela Différance derridiana, os sentidos possíveis, nomeando pontos e nós do rizoma que pode constituir, mas também as diferentes possibilidades descritivas que a expressão encerra.

Nota biográfica

Nuno Miguel Neves é Doutorado em Materialidades da Literatura com uma tese dedicada à releitura da poesia sonora na contemporaneidade. Tem desenvolvido ampla atividade no domínio das atividades de extensão universitária e, entre 2017 e 2020, dirigiu e apresentou diversos programas na Rádio Universidade de Coimbra (Hipoglote, On the RUC, Panamericana, De fio a pavio). Atualmente é Leitor do Instituto Camões na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, onde leciona Literatura Portuguesa e Teoria da Literatura no programa de Mestrado em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa.

Conferências MATLIT 2021

20/05/2021
CicloConferencias2021
© Cartaz de Patrícia Reina.

O que são as Materialidades da Literatura? Com esta pergunta teve início em 2010-2011 o Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura. As Conferências MATLIT pretendem mostrar a investigação levada a cabo no âmbito do Programa. Autores/as de teses de doutoramento em Materialidades da Literatura recém-concluídas são convidados/as a apresentar os seus contributos originais para o conhecimento. Através desta iniciativa damos a conhecer quer a noção expandida de literatura que praticamos, quer a construção de objetos teóricos e de abordagens metodológicas centradas nos processos mediais de inscrição e comunicação literária. Todas as quartas-feiras, às 18h00, entre 2 de junho e 21 de julho de 2021, via Zoom. Evento gratuito, de inscrição obrigatória, através do e-mail: matlitlab@gmail.com A inscrição é válida para todas as sessões. Conferências MATLIT 2021 (Programa Completo). Organização: MATLIT LAB – Laboratório de Humanidades, Doutoramento em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa.

  • 2 de junho, 18h00: Nuno Miguel Neves, Lunguage, or How I Learned to Stop Worrying and Love the Zang Tumb Tumb
  • 9 de junho, 18h00: Bruno Ministro, A Genial Estupidez das Máquinas
  • 16 de junho, 18h00: Caio Di Palma, Da Inscrição à Questão Antropológica na Arte: Memória e Origem no Essencialismo Poético de José Ángel Valente
  • 23 de junho, 18h00: Sofia Madalena G. Escourido, A Tentação Visual da Página
  • 30 de junho, 18h00: Ana Sabino, Tipografia e Produção de Sentido [NOTA: Adiada para 28 de julho, 18h00]
  • 7 de julho, 18h00: Fábio Waki, A Crítica Criativa nas Materialidades da Literatura
  • 14 de julho, 18h00: Ana Rita Sousa, Arqueologia da Figura Llansoliana ou a Arte de Descascar Conceitos [NOTA: Adiada para data a anunciar]
  • 21 de julho, 18h00: Júlia Zuza, As Lições da Materialidade ao Álbum Ilustrado

VOX LIT – episódio 0

04/05/2021
Vox Lit é uma iniciativa Vox Media com participação ativa de outros estudantes e doutorados do Programa Doutoral FCT em Materialidades da Literatura.

SIM, ESTA SOU EU, BERNARDO SOARES

18/04/2021

“Sim, esta sou eu, Bernardo Soares” é um projeto desenvolvido em parceria internacional entre o projeto Fragmentos em Prática, em Coimbra e o Grupo teatral estudantil Baile Verde, em Salamanca. O resultado desse encontro resulta em 48 vídeo-fragmentos postados em ordem sequencial no perfil de Instagram, sim_esta_sou_eu_bs. Vídeo a vídeo, busca-se construir uma narrativa feminista em resposta à explícita misoginia de Bernardo Soares.

Mais do que uma performance videográfica, este projeto é bonito processo criativo marcado por (re)leituras e (re)escritas dos textos do Livro do Desassossego enquanto prática de descobrimento literário e também de sororidade. É por isso que, independente do mérito artístico de um elenco predominantemente feminino e falante nativo do espanhol – as Chicas do Desassossego –, faz-se essencial destacar o pano de fundo de um projeto marcado por muitos inícios:

  • de introdução e imersão no universo do Livro do Desassossego por meio do Arquivo LdoD;
  • do processo de seleção, leitura, e edição dos fragmentos, resultando em edição virtual anotada;
  • de roteirização e criação das moiras soarianas;
  • da personificação e (subversão) do texto em performance realizada exclusivamente na pátria de Pessoa, a língua portuguesa;
  • do registro e materialização dessa performance em contexto pandêmico.

“Sim, esta sou eu, Bernardo Soares” estréia online no dia 05 de maio, dia da língua Portuguesa, com exclusiva publicação no Instagram.

Sinopse: Das entrelinhas do Livro do Desassossego emergem as moiras: três vozes femininas que despertam a partir dos “conselhos às mal-casadas”, de Bernardo Soares. Reativa, poética e inquieta, essas diferentes personificações discursivas são guiadas por um fim específico: confrontar, por meio dos seus próprios fragmentos, a misoginia do semi-heterônimo. Afinal, são elas também, Soares.

Este projeto tem o apoio institucional do Grado en Estudios Portugueses y Brasileños, da Área de Filología Gallega y Portuguesa, da Cátedra de Estudios Portugueses IC/USAL, afiliados à Universidade de Salamanca; do Centro de Literatura Portuguesa, do programa doutoral Materialidades da Literatura, do Laboratório de Humanidades MatLit Lab, do Arquivo do Livro do Desassossego, afiliados à Universidade de Coimbra, e da FCT e Instituto Camões.

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