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Chamada para novo número de MATLIT

31/07/2026

Acaba de ser divulgada a Chamada para o próximo número da MATLIT, revista de Materialidades da Literatura. Organizado pelos Professores Fabio Akcelrud Durão (UNICAMP, Brasil) e Tim Lanzendörfer (Universidade de Frankfurt), o número é dedicado ao tema “The ‘Forms’ of Academic Work” (“As ‘formas’ do trabalho académico”). A Chamada pode ser lida aqui: https://impactum-journals.uc.pt/matlit/announcement/view/359

A página inclui todas as informações necessárias, incluindo o calendário.

A MATLIT é agora dirigida por Osvaldo Manuel Silvestre e por Daniela Côrtes Maduro, nas funções de Diretora Executiva, transitando da anterior direção. O Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura agradece ao Professor Paulo Silva Pereira o trabalho realizado entre 2021 e 2026 à frente da revista.

Chamamos a atenção também para o facto de que a revista atualizou a sua Comissão Científica, como se poderá verificar na página dedicada à Equipa Editorial: https://impactum-journals.uc.pt/matlit/about/editorialTeam

Convidamos todos os membros da comunidade académica a participar neste número, cujos tema e tópicos percorrem uma série de questões e práticas institucionais fundamentais para a definição dos estudos literários e das humanidades hoje.

Ecos da Leitura: Práticas e Experiências de Receção Literária

06/07/2026

Doutoramento Nº 31

19/06/2026

Realizam-se no próximo dia 20 de julho de 2026, pelas 14h15, na Sala José Anastácio da Cunha do Edifício da Matemática da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Mafalda Lalanda, candidata da décima edição do Programa, que teve início em 2020-2021. A candidata apresenta a tese «A Escuta como Leitura Aural: A Medialidade Literária do Audiolivro» (2026), orientada por Clara Keating (Universidade de Coimbra) e Manuel Portela (Universidade de Coimbra). A investigação foi financiada com a bolsa de doutoramento FCT UI/BD/150856/2021.

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O júri, nomeado por despacho reitoral de 25 de maio de 2026, tem a seguinte constituição:

Presidente:

Osvaldo Manuel Silvestre (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Vogais:

Pedro Serra (Professor Catedrático, Universidade de Salamanca)

Madalena Oliveira (Professora Associada, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho)

Maria Sequeira Mendes (Professora Auxiliar com Agregação, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Clara Keating (Professora Associada, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Ricardo Namora (Professor Auxiliar Convidado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a trigésima primeira do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se na linha de investigação dedicada ao estudo das relações entre vocalidade, auralidade e literatura (Vox Media: A Voz na Literatura). Mafalda Lalanda investiga possibilidade de concebermos a escuta como um modo de leitura, contextualizando-a na história dos média aurais e nas práticas contemporâneas de escuta de audiolivros. 

Resumo 

Apesar de recém-chegado aos estudos literários, o audiolivro não é uma novidade. Contudo, este artefacto de comunicação literária também já não é o mesmo. De facto, as metamorfoses do audiolivro (analógico e/ou digital) estão intimamente entrelaçadas com a história das tecnologias de mediação e reprodução do som e, em particular, da voz, desde o fonógrafo até ao streaming. Há, portanto, uma permanente mutação medial que torna o audiolivro num operador crítico particularmente produtivo para uma reflexão maior sobre as transformações do livro, mas também sobre a validade da escuta enquanto leitura literária. É neste enquadramento que a tese articula uma abordagem simultaneamente teórica e empírica, estruturada em três eixos fundamentais. O primeiro, centrado nos enigmas da auralidade, propõe a reformulação do conceito de leitura, explorando os modos como a escuta se inscreve na literatura, seja pela via dos olhos ou pela via dos ouvidos. O segundo, a partir do conceito de «acusmática» – escuta sem fonte visível –, atenta na especificidade das vozes sem corpo, isto é, vozes humanas e não-humanas que são tecnologicamente mediadas, assim como nota no modo como cada materialidade acusmática afeta e transforma a relação espaciotemporal do leitor que escuta (os casos da portabilidade e da navegação). Por fim, a partir de uma coleta de dados, o terceiro eixo desta investigação analisa o panorama nacional do mercado editorial do audiolivro procedendo a um levantamento de projetos acústico-editoriais digitais (1993-2023) e, ainda, apresentando o resultado de um estudo de campo exploratório, aplicado através de questionário, sobre práticas de leitura de audiolivros. Estes contributos permitem a articulação da dimensão empírica com as noções teóricas anteriormente desenvolvidas e exploradas.

Seminário sobre Inteligência Artificial e Retórica

06/04/2026

O Seminário Permanente em Materialidades da Literatura realizará a sua próxima sessão no próximo dia 8 de abril, quarta-feira, entre as 16h e as 18h, na sala do Centro de Literatura Portuguesa. A sessão estará a cargo de Manuel Portela (FLUC, CLP) e Ana Marques (CLP) e terá como título “Ai, a IA, a IA! Retórica e Poética da Artificialidade da Inteligência”. Eis o resumo da sessão:

“As novas técnicas de análise, processamento e geração de texto, imagem, áudio e vídeo manifestam-se quer pela proliferação de discursos sobre inteligência artificial, quer pela multiplicação dos usos desses dispositivos algorítmicos. Através de amostras de discursos, por um lado, e de apropriações criativas de ferramentas, por outro, esta conferência observa a artificialidade da inteligência enquanto retórica e enquanto poética.”

O Doutoramento em Materialidades da Literatura terá todo o gosto em contar com a vossa presença. 

Seminário Permanente: Materialidades da Literatura 2025-2026 (semestre 2)

07/03/2026

Doutoramento Nº 30

24/02/2026

Realizam-se no próximo dia 14 de abril de 2026, pelas 10h00, na Sala José Anastácio da Cunha do Edifício da Matemática da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Jaqueline Conte, candidata da décima edição do Programa, que teve início em 2020-2021. A candidata apresenta a tese «Tear Poético: a remediação digital na poesia portuguesa e brasileira para crianças» (2025), orientada por Ana Maria Machado (Universidade de Coimbra) e Edgar Roberto Kirchof (Universidade de Caxias do Sul). A investigação foi financiada com a bolsa de doutoramento FCT 2021.08183.BD.

O júri, nomeado por despacho reitoral de 27 de janeiro de 2026, tem a seguinte constituição:

Presidente:

Osvaldo Manuel Silvestre (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Vogais:

Aline Frederico (Professora Catedrática, Escola de Comunicações e Artes (ECA), Universidade de São Paulo)

Rui Torres (Professor Catedrático, Universidade Fernando Pessoa)

Sara Reis da Silva (Professora Auxiliar, Instituto de Educação da Universidade do Minho)

Manuel Portela (Professor Catedrático, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Ana Maria Machado (Professora Associada, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a trigésima do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se na linha de investigação dedicada ao estudo das formas históricas e contemporâneas do livro, incluindo as suas recodificações e remediações técnicas e artísticas (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). A tese investiga as possibilidades de remediação da poesia para crianças portuguesa e brasileira em meio digital. Estas ideias são testadas numa antologia que recria digitalmente 42 poemas de poetas brasileiros e portugueses. 

Resumo [excerto]

Este é um trabalho teórico e empírico, formado por duas componentes – a tese e o site http://www.tearpoetico.net –, que discute a prática da remediação na poesia para a infância a partir da transformação (do conceito) de antologia impressa para antologia digital – multimodal, hipermediática e interativa. Na componente teórica estudam-se os conceitos de remediação, literatura eletrônica, antologia e curadoria à luz de autores como Bolter e Grusin (2000), Guillory (2010), Hayles (2008), Funkhouser (2008, 2012), Jhave (2011), Rettberg (2019), Torres, R. (2024), Mavrodin (2001), Torres, R. (2016), Ramos (2012) e Motta (2021).

Na parte experimental desenvolve-se e publica-se o site Tear Poético, uma antologia digital pensada prioritariamente para crianças de 6 a 12 anos e para mediadores de leitura, que apresenta 42 poemas escritos por autores portugueses e brasileiros, originalmente editados a partir dos anos 50 do século XX. Estes textos são, eles próprios, remediados individualmente, incorporando diferentes linguagens verbo-voco-visuais que os enriquecem, dando-lhes novas camadas de leitura. Metodologicamente, utilizou-se no trabalho as pesquisas bibliográfica e documental, estudos comparativos entre antologias brasileiras e portuguesas e aplicação de questionários a amostras qualificadas de respondentes, com questões abertas e fechadas na fase exploratória e na fase de pré-testes do site. As perguntas de investigação que mobilizaram o trabalho foram: Como desenvolver um projeto de remediação de poemas para a infância, agregando características e potencialidades do meio digital, para estimular uma experiência de leitura multimodal diversa, buscando ao mesmo tempo assegurar amplo acesso aos leitores? Como construir uma antologia digital multimodal de forma a contribuir para divulgar e promover o intercâmbio da produção poética infantil de autores portugueses e brasileiros, canônicos e não canônicos?

Seminário Permanente: Materialidades da Literatura 2025-2026

13/01/2026

O Seminário Permanente em Materialidades da Literatura terá no próximo dia 19 de janeiro uma jornada dedicada à questão do arquivo, abordada já em duas sessões dedicadas ao LdoD e a ferramentas de trabalho em humanidades digitais por Diego Giménez em outubro passado. Com o título Produtividade do Arquivo: Jornada de Trabalho, a sessão abre com três comunicações por estudantes do Programa (Henrique Júlio Vieira, Raquel Gonçalves e Giorgia Casara) sobre a forma como o seu trabalho se cruza com a questão do arquivo. Segue-se, da parte da tarde, um debate sobre o estádio atual da concetualização do Arquivo Carlos de Oliveira no Museu do Neo-Realismo, debate para o qual foram convidados especialistas na obra do escritor (Rosa Maria Martelo, Ida Alves, António Pedro Pita). 

A jornada, que tem lugar na sala do Instituto de Estudos Brasileiros, abre às 9:30 da parte da manhã e, após a pausa para almoço, é retomada pelas 15:00. O acesso é livre e serão facultados certificados de presença a quem os solicitar.

Esta jornada do Seminário Permanente em Materialidades da Literatura conta com o apoio do Centro de Literatura Portuguesa e da Direção da FLUC.

Doutoramento Nº 29

02/01/2026

Realizam-se no próximo dia 16 de janeiro de 2026, pelas 14h30, na Sala José Anastácio da Cunha do Edifício da Matemática da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Joana Gonçalves Rua, candidata da nona edição do Programa, que teve início em 2018-2019. A candidata apresenta a tese «Ler de Longe e Ler de Perto: Análise de padrões na obra completa de Jane Austen e deformação visual do livro Pride and Prejudice» (2025), orientada por Manuel Portela (Universidade de Coimbra) e João Bicker (Universidade de Coimbra).

O júri, nomeado por despacho reitoral de 29 de outubro de 2025, tem a seguinte constituição:

Presidente:

Albano Figueiredo (Professor Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Vogais:

Maria de Fátima Vieira (Professora Catedrática, Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Jorge dos Reis (Professor Associado com Agregação, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa)

António Rito Silva (Professor Associado, Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa)

Ana Boavida (Professora Auxiliar, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra)

Manuel Portela (Professor Catedrático, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a vigésima nona do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se na linha de investigação dedicada ao estudo das formas históricas e contemporâneas do livro, incluindo as suas recodificações e remediações técnicas e artísticas (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). A tese investiga as possibilidades de se redesenhar a interface do livro digital de modo integrar leitura próxima e leitura distante. Estas ideias são testadas num protótipo para a obra Orgulho e Preconceito de Jane Austen. 

Resumo [excerto]

Este trabalho tem como propósito aplicar métodos computacionais de leitura distante na análise de um corpus de obras literárias e, simultaneamente, pensar a dicotomia forma/função do livro, analisando o processo de leitura digital e explorando métodos de visualização através de uma deformação do texto que conduza o leitor na obra e lhe dê informações novas e distintas das que habitualmente recebe.

Toma-se como corpus de análise a obra integral da escritora britânica Jane Austen que será explorada pormenorizadamente com recurso a técnicas de distant reading para encontrar e definir padrões. Além disso, seleciona-se a obra Pride and Prejudice (1813) para criar alterações drásticas a nível dos seus aspectos formais — introduzem-se visualizações dos padrões encontrados e exploram-se graficamente alguns aspectos do texto que permitam dar maior informação ao leitor, nomeadamente sobre as características da escrita de Austen, verificando de que forma é que essas alterações se reflectem no processo de leitura. A deformação visual da obra referida acontece sob a forma de um e-book e inclui o texto integral em versão original.

Poesia e Performance IV

01/12/2025

Desautoritarismos e Indisciplinaridades

22 a 24 de Abril de 2026 | FLUP e Casa Comum – Universidade do Porto

Chamada para Trabalhos
Partindo da base comum às três edições anteriores – a investigação das relações entre poesia e performance nas suas dimensões críticas, estéticas e políticas –, este quarto encontro, Poesia e Performance IV desloca agora o foco para a poesia enquanto campo de desautoritarismo estético, indisciplina formal e provocação política. Se nas edições passadas se procurou afirmar a vitalidade experimental e crítica desta intersecção, nesta nova convocatória propõe-se aprofundar essa perspectiva, reunindo artistas, investigadores e poetas que trabalhem a partir de poéticas da irreverência e da ruptura simbólica com os pactos de legitimidade que regulam a linguagem, o corpo e a autoria.
Assim, este encontro procura ensaiar as formas indisciplinares de escrita e performance que colocam em causa os modos de autoridade do discurso poético. Interessa-nos sobretudo pensar a poesia como gesto performativo, crítica encarnada, experimentação intermedial e linguagem de confronto com os dispositivos normativos da cultura e da política.

Serão bem-vindas propostas que abordem, entre outros, os seguintes tópicos:
● Noções filosófico-políticas do performativo (Butler, Agamben) e da política da arte (Rancière) como ferramentas críticas no campo poético;
● Relações entre marginalidade, periferia e experimentalismo literário nas cenas poéticas contemporâneas (Portugal, Brasil e outros contextos);
● Paródia, pastiche e sabotagem dos discursos de ódio e das linguagens hegemónicas;
● Desaprendizagem e recusa da habilidade como gesto literário (Pimenta, O’Neill, Cesariny, Adília Lopes, entre outros);
● Poéticas que problematizam ou reconfiguram a tríade fascista “Deus, Pátria, Família” em articulação com o preconceito linguístico, a racialização, a violência policial, o feminicídio, políticas de imigração e outros regimes de opressão;
● O “desautoritarismo” como dispositivo estético: apagamento da autoria, derrisão da poesia, expansão do poético para além da linguagem verbal;
● Arquivos, materialidades e circulação da poesia performativa “desautoritária” em múltiplos suportes e contextos;
● Fronteiras e intersecções entre poesia, performance, artes visuais, som, cinema e artivismo e hacktivismo, entre outros;
● Formas poéticas que assumem o cliché, o ruído ou o excesso como crítica à linguagem da autoridade.

Mantendo a tradição das edições anteriores, Poesia e Performance IV incluirá uma série de atividades dedicadas à obra de uma figura cuja prática poética tenha marcado, de forma singular, o cruzamento entre poesia, performance e experimentação estética em Portugal. Este ano, o autor homenageado será Alberto Pimenta.

Poeta, ensaísta e performer, Alberto Pimenta construiu uma obra que transita entre géneros, estilos e dispositivos expressivos – da poesia ao ensaio, da performance à vídeo-arte –, desafiando sistematicamente as fronteiras da linguagem e da autoridade. Esta homenagem celebrará a vitalidade crítica e criativa de um dos grandes vivos poetas contemporâneos, tornando-se oportunidade de confrontar a sua obra com outras experiências poéticas em torno dos conceitos de desautoritarismo e indisciplinaridades.

Conferencistas principais confirmados
– J. R. Carpenter (University of Leeds)
– Nuno Miguel Neves (Univ. Belgrado)
– Gustavo Silveira (Univ. Federal de Minas Gerais)

Mais informações: https://ilcml.com/poesia-e-performance-iv/

Colóquio Internacional “Materialidades da Escrita”

10/11/2025

Colóquio Internacional Materialidades da Escrita: projetos, rascunhos, ruínas nas
literaturas ibéricas dos séculos XX e XXI

Local: Universidade do Minho, Braga, Portugal
Datas: 7-8 de maio de 2026

Ao longo dos séculos XX e XXI, numerosos autores, tanto da tradição literária hispânica
como da lusófona, têm evocado a incompletude da obra através da utilização de diversas
estratégias de ordem retórica, formal e temática. Assim, importa avaliar as obras em que
a materialidade da escrita é utilizada como estratégia para criar uma literatura
autorreferencial e em constante movimento, sugerindo uma obra em perpétuo devir:
através da exibição do seu próprio processo de escrita; de uma escrita deliberadamente
fragmentária; da inserção de materiais e recursos de outros meios, principalmente
tecnológicos (materialidade digital, fotografia, cinema, televisão, publicidade); de
escritas ilegíveis, assémicas e algorítmicas, etc.
Linhas de investigação:

  1. Obras em que a materialidade da escrita é utilizada como estratégia para criar uma
    literatura autorreferencial e em constante movimento.
  2. Obras em que se produz uma reivindicação estética do rascunho (antetexto),
    ficcionalizando o próprio processo de escrita e a sua receção (história da génese e
    história textual).
  3. Obras em ruínas ou inacabadas, permanecendo como projetos inconclusos nos
    arquivos dos autores.
    Colaboradores:
  • Proyecto “NON FINITO. Figuraciones de lo inacabado en la literatura hispánica
    contemporánea” (PID2024-155902NB-I00).
    Grupo de Investigação em Identidade(s) e Intermedialidade(s) da Universidade do Minho
  • CEHUM, Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho.
  • GIRLEC, Grupo de Investigación Reconocido de Literatura Española Contemporánea,
    Universidad de Valladolid.
    Direção: María Martínez Deyros (Universidade de Valladolid) e Xaquín Núñez Sabarís
    (Universidade do Minho)

Mais informação aqui.

Breaking the Code: Hacktivating Non-Normative Algorithms

07/11/2025

CALL FOR PAPERS

Breaking the Code: Hacktivating Non-Normative Algorithms
International Conference – 18–19 June 2026
Theme 2026: Error 403 – Critical Refusals

Porto, Faculty of Arts and Humanities (FLUP) + online
An output of the BRKCODE Project

What does it mean to err – to glitch, to refuse efficiency, to disobey system logics?

The inaugural conference of Breaking the Code: Hacktivating Non-Normative Algorithms adopts the theme Error 403 – Critical Refusals, inviting scholars, artists, and those working across research and artistic practice to treat error as a critical condition, to read glitch as resistant gesture, and to approach refusal and deviation as an opening to new epistemologies and creative forms.

We proceed from the recognition that algorithms, often presented as neutral and universal, operate as normative structures that shape and constrain identities. They codify and reproduce biases linked to gender, race, class, and sexuality while masking these operations through appeals to efficiency and objectivity. To address these dynamics, we draw on Judith Butler’s performativity, Kimberlé Crenshaw’s intersectionality, and Donna Haraway’s situated knowledges, in dialogue with Critical Code Studies (Marino, 2020; Montfort et al. 2013) and Creative Digital Humanities (Rettberg and Saum-Pascual 2020). 

Within this frame, error becomes method. Glitch practices, acts of critical hacking, and algorithmic disruptions, such as livecoded improvisations, are not accidents to correct but practices that surface and expose what systems obscure. As Legacy Russell notes in the Glitch Feminism Manifesto (2020), “to glitch is to embrace malfunction, and to embrace malfunction is in and of itself an expression that starts with ‘no’.” Crucially, “malfunction” here does not denote total breakdown but deviation from normative scripts: a “nonperformance” and a “refusal” that resists the demand for seamless operability. In that spirit, the conference foregrounds artistic and scholarly interventions that make visible algorithmic exclusions, challenge normative frameworks, and reimagine alternative futures for digital culture.

In doing so, Error 403 – Critical Refusals seeks to establish a critical platform linking intersectional research with creative disobedience, while advancing explorations of algorithmic glitch aesthetics and pedagogies. Through this platform, the conference positions itself at the crossroads of theory and practice, inviting dialogue across critical analysis and experimental making.

Further information: https://coda.letras.up.pt/brkcode/conference/

Experimentalismo e reinvenção digital na literatura portuguesa

22/10/2025

Materialidades da Literatura 2025-2026

11/10/2025

FonoVoz | PhonoVoice (2ª edição)

02/10/2025

10 e 11 de outubro de 2025 decorre em Lisboa, no espaço O’culto da Ajuda, a 2ª edição dos encontros de poesia sonora FonoVoz | PhonoVoice, com performances de Fernando Aguiar (Portugal, 1956), Alessandra Eramo (Itália, 1982), Dirk Hülstrunk (Alemanha, 1964) e Sara Belo (Portugal, 1975). Programa completo aqui: https://www.misomusic.me/fonovoz-phonovoice

FONOVOZ 2025 – Dissonância Dissidência

O encontro FONOVOZ de 2025 foi concebido a partir da articulação do par de palavras “dissonância” e “dissidência”. A modulação sonora que associa os dois conceitos parte destas duas perguntas: como evocar o momento político presente através da poesia sonora? O que pode a voz contra a linguagem violenta do poder? Os quatro autores foram convidados a preparar as suas performances a partir desta ideia, incluindo a criação de uma peça original. O mesmo princípio foi usado na curadoria dos vídeos, selecionados do arquivo histórico e contemporâneo, com base na premissa de que o poema sonoro pode ser produzido e escutado como um exercício de política da linguagem.


Manuel Portela e Rui Torres (curadores)

Paola Resende no IEB – Projetos em Curso

25/09/2025

O Instituto de Estudos Brasileiros acolhe, na próxima segunda-feira, 29 de setembro, Paola Resende, para uma conferência na sala do IEB, pelas 14h. Trata-se de uma iniciativa conjunta do IEB e do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, que acolhe jovens que realizam pesquisa de doutoramento sobre matéria brasileira, dentro do paradigma das materialidades da comunicação. A iniciativa tem como título Works in Progress / Projetos em Curso e acolheu já investigadores do Brasil, Canadá e Portugal.

A conferência de Paola Resende terá como título, “Interlúdio entre o canto e a máquina: Mário de Andrade, Murilo Mendes e a música.


Paola Resende possui graduação em Letras pela UFMG (2018). É mestre em Estudos Literários – área de concentração Literatura Brasileira – pela Faculdade de Letras da UFMG (2019-2021). É doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria e História Literária (IEL/Unicamp) e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Desenvolve pesquisa sobre as obras poéticas e ensaísticas de Mário de Andrade e de Murilo Mendes. Dedica-se, sobretudo, à pesquisa de poesia brasileira do século XX.

A palestra propõe uma leitura das obras de Mário de Andrade e Murilo Mendes a partir da relação entre poesia e música, escuta e tecnologia. O ponto de partida é a proeminência musical na obra de ambos (tanto em poesia como em prosa) e o modo como eles pensaram e se relacionaram com as novidades mediáticas. Tenciona-se demonstrar como foram formados circuitos entre poesia e música fundados a partir de uma perceção auditiva, oral e aural, em proximidade, sobretudo, com os novos meios de reprodução musical. A proposta é ler poemas e considerações em prosa dos dois autores a respeito de três eixos: 

  1. Ler a letra analfabeta: o problema da cultura auditiva e as dicções poética e em prosa modernistas;
  2. O ouvido/ouvinte comum: a formação das discotecas;
  3. O conceito de música no esquema high-fidelity.

Doutoramento Nº 28

25/09/2025

Realizam-se no próximo dia 10 de outubro de 2025, pelas 10h15, na Sala José Anastácio da Cunha do Edifício da Matemática da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Elizama Almeida de Oliveira, candidata da décima edição do Programa, que teve início em 2020-2021. A candidata apresenta a tese «Um sopro de vida em “desedição”: pedaços, avessos e outros personagens nos manuscritos de Clarice Lispector» (2025), orientada por Manuel Portela (Universidade de Coimbra) e Carlos Mendes de Sousa (Universidade do Minho).

O júri, nomeado por despacho reitoral de 28 de julho de 2025, tem a seguinte constituição:

Presidente:

Albano Figueiredo (Professor Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Vogais:

João Dionísio (Professor Catedrático, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Joana Matos Frias (Professora Catedrática, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Clara Rowland (Professora Catedrática, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa)

Manuel Portela (Professor Catedrático, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Osvaldo Manuel Silvestre (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a vigésima oitava do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se na linha de investigação dedicada ao estudo das formas históricas e contemporâneas do livro, incluindo as suas recodificações e remediações técnicas e artísticas (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). A tese investiga a história e as possibilidades de edição dos manuscritos de Um sopro de vida, obra fragmentária e inacabada de Clarice Lispector.

Resumo

A pesquisa propõe uma abordagem de perspectiva arqueológica e fragmentária dos manuscritos que compõem o conjunto documental referente a Um sopro de vida, romance póstumo de Clarice Lispector. No entanto, em vez de buscar uma forma construtiva, reconstrutiva ou comparativa entre o publicado e os originais, valoriza-se a materialidade dos fólios — tipos de papel, caligrafia, marcas e suportes etc. — para interrogar o próprio processo de micro e macrocomposição do texto, além das possibilidades de edição e desedição nesse contexto. Valendo-se do aparato crítico textual e biográfico, a pesquisa combina aspectos da arquivística, da arqueologia e das humanidades digitais. O objetivo é observar o comportamento e a transmissão dos fragmentos, colocando-os em relação entre si, seja de conflito ou acordo, para agitar o suave tédio da ordem, tanto do arquivo institucionalizado quanto do livro publicado, dando a ver, também, o estilo tardio em Lispector, assim como a convivência entre anotações literárias e cotidianas situadas, sobretudo, nos seus últimos dois anos de vida. Por fim, a partir do conceito de interfaces generosas e da visualidade enquanto um meio de edição, apresenta-se uma proposta digital que dá ênfase à multiplicidade dos fragmentos e convida a especular sobre a obra inacabada e fragmentária.

MATLIT 12.1 está em linha

08/08/2025

PT

Foi publicado o Volume 12.1 (2025) da revista MATLIT: Materialidades da Literatura. Este número, organizado por Daniela Côrtes Maduro (Universidade de Coimbra) e Paulo Silva Pereira (Universidade de Coimbra), intitula-se Spreading the word: preserving and analysing electronic literature. Além da introdução dos editores, a secção temática publica textos de Paolo Patelli, Jussi Parikka, May Ee Wong; Rui Torres, Kathi Inman Berens, Mia Zamora, R. Lyle Skains, John T. Murray; Emmanuelle Lescouet, Alexandra Saemmer, Nolwenn Tréhondart; Amélie Vallières, Pierre Gabriel Dumoulin, Emmanuelle Lescouet; Tessa Oliveira; David Thomas Henry Wright; Cyrus Khalatbari; e Jaqueline Conte, Ana Maria Silva Machado, Ana Sofia Albuquerque e Aguilar.

Todos os textos se encontram disponíveis em formato pdf. A MATLIT adota uma política de acesso aberto integral. O acesso pode ser feito a partir do índice geral.


EN

Volume 12.1 (2025) of MATLIT: Materialities of Literature has been published. This issue, edited by Daniela Côrtes Maduro (University of Coimbra) and Paulo Silva Pereira (University of Coimbra), is titled Spreading the word: preserving and analysing electronic literatureBesides the introduction by the editors, the thematic section includes texts by Paolo Patelli, Jussi Parikka, May Ee Wong; Rui Torres, Kathi Inman Berens, Mia Zamora, R. Lyle Skains, John T. Murray; Emmanuelle Lescouet, Alexandra Saemmer, Nolwenn Tréhondart; Amélie Vallières, Pierre Gabriel Dumoulin, Emmanuelle Lescouet; Tessa Oliveira; David Thomas Henry Wright; Cyrus Khalatbari; and Jaqueline Conte, Ana Maria Silva Machado, Ana Sofia Albuquerque e Aguilar.

All texts are available in pdf format. MATLIT has a policy of full open access to all texts. Access can be made from the contents page.


ES

Se ha publicado el volumen 12.1 (2025) de MATLIT: Materialidades de la Literatura. Este número, editado por Daniela Côrtes Maduro (Universidad de Coimbra) y Paulo Silva Pereira (Universidad de Coimbra), se titula Spreading the word: preserving and analysing electronic literature. La sección temática incluye textos de Paolo Patelli, Jussi Parikka, May Ee Wong; Rui Torres, Kathi Inman Berens, Mia Zamora, R. Lyle Skains, John T. Murray; Emmanuelle Lescouet, Alexandra Saemmer, Nolwenn Tréhondart; Amélie Vallières, Pierre Gabriel Dumoulin, Emmanuelle Lescouet; Tessa Oliveira; David Thomas Henry Wright; Cyrus Khalatbari; y Jaqueline Conte, Ana Maria Silva Machado, Ana Sofia Albuquerque e Aguilar.

Todos los textos están disponibles en formato pdf. MATLIT tiene una política de acceso abierto a todos los textos. El acceso se puede hacer desde la tabla de contenidos.

Doutoramento Nº 27

07/07/2025

Realizam-se no próximo dia 8 de julho de 2025, pelas 14h30, na Sala 2.3, Edifício da Matemática da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Bruno Fontes, candidato da quinta edição do Programa, que teve início em 2014-2015. O candidato apresenta a tese «Entre Escritas – Relações intermediais entre a escrita e a imagem fílmica em João Botelho e Peter Greenaway» (2025), orientada por Osvaldo Manuel Silvestre (Universidade de Coimbra) e Ricardo Namora (Centro de Literatura Portuguesa).

O júri, nomeado por despacho reitoral de 29 de abril de 2025, tem a seguinte constituição:

Presidente:

Manuel Portela (Professor Catedrático, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Vogais:

Joana Matos Frias (Professora Catedrática, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Clara Rowland (Professora Associada com Agregação, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa)

José Bértolo (Professor Adjunto Convidado, Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, Instituto Politécnico de Leiria)

Sérgio Dias Branco (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Osvaldo Manuel Silvestre (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a vigésima sétima do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se na linha de investigação dedicada ao estudo das formas, práticas e processos literários como sistema de inscrições de base tecnológica e medial (Ex Machina: Inscrição e Literatura, subtema “Ex Machina: intermedialidade e inscrição”). A tese investiga as relações intermediais entre a escrita e a imagem fílmica nas obras de João Botelho e de Peter Greenaway.

Resumo [excerto]

A tese investiga as relações intermediais entre a escrita e a imagem fílmica através da análise de filmes de João Botelho e de Peter Greenaway. O seu foco incide na forma como os seus filmes integram e representam a escrita, analisando como esses elementos refletem a própria materialidade da escrita e do cinema enquanto dispositivo. 

O estudo parte da premissa de que a teoria cinematográfica tem frequentemente recorrido a noções da literatura e da linguística para descrever a imagem fílmica. No entanto, tais abordagens podem secundarizar a dimensão pictórica do cinema. Propõe-se, assim, uma investigação sobre as interseções e interações entre o cinema e a literatura, ultrapassando desse modo modelos clássicos, como os dos estudos da adaptação, e centrando o foco em processos intermediais. 

As obras fílmicas analisadas como estudos de caso são Conversa Acabada (João Botelho, 1981), que explora a correspondência entre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, destacando a materialidade da escrita e o seu impacto na construção da linguagem cinematográfica, e Prospero’s Books (Peter Greenaway, 1991), uma adaptação de The Tempest, de William Shakespeare, que apresenta uma abordagem experimental da escrita no cinema através do uso de técnicas digitais que permitem a sobreposição de imagens. 

A tese estrutura-se em três eixos principais: 1) a relação entre escrita e cinema, observando o filme enquanto escrita e a escrita no filme; 2) a consideração das tecnologias e materialidades do cinema, incluindo o vídeo e os media digitais; e 3) a forma como certos usos experimentais do dispositivo fílmico se relacionam com a legitimação do cânone literário. 

Coleção Cibertextualidades, Volume 5

01/07/2025
A.G.Z. pequenas explosões

Acaba de ser publicado o Volume 5 da coleção “Cibertextualidades”: Manuel Portela, Rui Torres, Teresa Albuquerque e José Luís Ferreira, orgs. (2025), A.G.Z. pequenas explosões: leitura mista e escrita composta, Porto: Publicações Fundação Fernando Pessoa. ISBN 978-989-643-193-8. ISSN: 1646-4435. O livro circula gratuitamente como eBook, depositado no Repositório Institucional da UFP: http://hdl.handle.net/10284/14385

Este volume reúne os resultados da experiência de escrita e leitura coletiva a partir da obra de Alvaro García de Zúñiga (1958-2014) apresentada originalmente a 31 de outubro de 2024 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A obra está dividida em seis secções: «Antes da explosão», com textos de Teresa Albuquerque, José Luís Ferreira e Pedro Braga Falcão; «Explodir o livro», com textos de Alvaro García de Zúñiga, Rui Silva e Ana Sabino; «Explodir a língua», com textos de Alvaro García de Zúñiga, Diogo Marques e Ana Marques; «Explodir a escrita», com textos de Alvaro García de Zúñiga, Patrícia Reina e Bruno Ministro; «Explodir a forma», com textos de Alvaro García de Zúñiga, Rui Torres e Sandra Guerreiro Dias; e «A.G.Z. mix & jam», com textos de Alvaro García de Zúñiga, em tradução e montagem de Manuel Portela.

O procedimento criativo que deu origem a este jogo com a obra de A.G.Z. é descrito deste modo na introdução:


Leitura mista e escrita composta propõe exercícios de criação de sentido distintos das práticas interpretativas  dominantes, que consistem geralmente em ler sobre os textos para escrever sobre os textos. Dessa prática analítica e hermenêutica – que designo como escrita sobre escrita – resulta quer a objetificação que distancia o texto interpretante do texto interpretado, quer a premissa de que a linguagem que interpreta o texto não se confunde com a linguagem do texto. As suas naturezas seriam imiscíveis e a função da escrita sobre a escrita seria reforçar a identidade e as fronteiras que distinguem uma escrita de outra escrita. Este modelo de produção de sentido pressupõe que o exercício de análise e interpretação tem de ocorrer através de uma metalinguagem que reenquadra concetualmente o texto lido num quadro de referências e de relações desse texto consigo próprio e com outros textos. 

No entanto, é possível pensar na relação entre leitura e escrita de outro modo. Por exemplo: o que acontece se lermos um texto como uma certa articulação de possibilidades de dizer e se imaginarmos que nessas possibilidades estão contidas outras possibilidades? Nesse caso, o texto não seria apenas a instanciação de uma unidade semântico-formal fechada em si mesma, mas antes uma ferramenta para explorar a dizibilidade que se instancia no próprio texto. Ora, o dispositivo “leitura mista e escrita composta” parte precisamente do pressuposto de que é possível escrever com em vez de escrever sobre. E não apenas da noção de que esse com significa escrever com um texto anterior. Parte também da ideia de que é possível escrever com outros escritores, isto é, a escrita pode ser desautonomizada da singularidade enunciativa individual. As duas noções parecem estar ligadas: se transformo um texto num instrumento ou num programa de escrita, é menos importante a singularidade das vozes que nele se instanciam do que a sua mistura dentro do campo de linguagem que se abre diante de leitores e escritores. A escrita pode ser experimentada como a continuação coletiva da potencialidade de um texto. 

MP

Encuentro sobre Fernando Pessoa y Ramón Gómez de la Serna

27/05/2025

Encuentro sobre Fernando Pessoa y Ramón Gómez de la Serna
10 de Julio de 2025 | 17h00 online
Este encuentro sobre Fernando Pessoa y Ramón Gómez de la Serna pretende establecer un diálogo comparativo entre dos figuras esenciales del modernismo en la Península Ibérica a partir de la problematización del “libro” como eje que aúna, por un lado, la experiencia performativa en el caso del autor de Pombo y, por otro, la escritura de la sensación en el autor del Libro del desasosiego.
Organizado por el Centro de Literatura Portuguesa de la Universidad de Coimbra, el MatlitLab y el Madrid Institute for Advanced Study (Casa de Velázquez-UAM).
Modera: Santiago Pérez Isasi
Participan: Paula Pérez-Rodríguez y Diego Giménez

El Álbum de Pombo (1915-1936): un libro no literario
Partiendo de sus «mandamientos» y de una cuidada regulación de la experiencia del «estar juntos», la tertulia de Pombo, que Ramón Gómez de la Serna lideró durante más de veinte años en un café de la ciudad de Madrid, se propuso funcionar como un espacio antagónico al networking literario. En ella, el libro y la escritura se despliegan de forma expandida y performativa, ocupando mesas, papeles y conversaciones que quedarían parcialmente documentados en Pombo (1918) y La sagrada cripta de Pombo (1923). Esta comunicación aborda los usos y las materialidades del Álbum de Pombo, un objeto contraliterario en torno del cual la tertulia urdió su «nosotros».

Paula Pérez-Rodríguez es doctora en estudios culturales y literarios por la Universidad de Princeton, con una tesis titulada Verboexorbitancias. El paso de la literatura a las artes verbales en España, 1909-1936. Actualmente, es investigadora postdoctoral “Marcel Bataillon” en el Madrid Institute for Advanced Study (Casa de Velázquez-Universidad Autónoma de Madrid). Ha desarrollado un proyecto de investigación en el Centro de Producción e Investigación Artística Hangar (IX Beca de Investigación Artística Fundación Banco Sabadell-Hangar, 2024) en torno a escritura, memoria y tecnodependencias digitales. Forma parte del Grupo de Investigación sobre Cultura, Edición y Literatura en el Ámbito Hispánico (siglos XIX-XXI) del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (Ministerio de Ciencia e Innovación, España) y del Grupo de Investigación en Técnica y Humanidades Ecológicas de la Universidad Carlos III de Madrid.

El Libro del desasosiego, galería de sensaciones
En esta comunicación se abordará la obra de Fernando Pessoa y la escritura de la sensación, a través de algunos de los tópicos que articulan el Libro del desasosiego, con especial atención a las representaciones del café, agrupadas en una de las ediciones virtuales del archivo digital.

Diego Giménez obtuvo un doctorado en Construcción y Representación de Identidades Culturales en la Universidad de Barcelona, con una tesis sobre el Libro del desasosiego. Trabajó como redactor de La Vanguardia. Fue becario de la Fundación Calouste Gulbenkian e investigador en el proyecto «Nenhum Problema Tem Solução: Um Arquivo Digital do Livro do Desassossego» en la Universidad de Coimbra. También fue investigador posdoctoral en la Universidad Estatal de Londrina. Desde 2018, es miembro del Centro de Literatura Portuguesa de la Universidad de Coimbra.

Santiago Pérez Isasi es Profesor Auxiliar en la Facultad de Letras de la Universidad de Lisboa. Sus principales áreas de investigación incluyen los Estudios Ibéricos, la Historia Literaria y las Humanidades Digitales. Es coautor (junto con Antonio Sáez Delgado) de De espaldas abiertas. Relaciones literarias y culturales entre España y Portugal (1870-1930), y coeditor de Perspetivas críticas sobre os Estudos Ibéricos (con Cristina Martínez Tejero) y Looking at Iberia. A Comparative European Perspective (con Ângela Fernandes). Entre 2018 y 2020 fue investigador principal del proyecto Mapa Digital das relações literárias ibéricas (1870-1930), y actualmente es coinvestigador principal del proyecto IstReS – Iberian Studies Reference Site, junto con Esther Gimeno Ugalde.

Doutoramento Nº 26

22/05/2025

Realizam-se no próximo dia 25 de junho de 2025, pelas 10h30, na Sala José Anastácio da Cunha (Departamento de Matemática), as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Francisco Silveira, candidato da nona edição do Programa, que teve início em 2017-2018. O candidato apresenta a tese «O Complexo da Lagosta Revisitado: uma fábula ensaística» (2025), orientada por Manuel Portela (Universidade de Coimbra).

O júri, nomeado por despacho reitoral de 24 de março de 2025, tem a seguinte constituição:

Presidente:

Albano Figueiredo (Professor Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Vogais:

Maria Sequeira Mendes (Professora Auxiliar c/Agregação, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Maria de Lurdes Sampaio (Professora Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Rui Zink (Professor Auxiliar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)

Manuel Portela (Professor Catedrático, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Sérgio Dias Branco (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a vigésima sexta do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se na linha de investigação dedicada ao estudo das formas, práticas e processos literários como sistema de inscrições de base tecnológica e medial (Ex Machina: Inscrição e Literatura, subtema “Ex Machina: intermedialidade e inscrição”). Através da combinação de ficção e teoria, a tese usa o conceito “complexo da lagosta” para simular narrativamente a lógica discursiva e institucional de reprodução do poder e de socialização do indivíduo.

Resumo [excerto]

Partindo de um conjunto de características biológicas e artístico-culturais do animal titular, procura-se aqui revisitar e ressignificar a ideia de um “complexo da lagosta” conforme a psicanalista Françoise Dolto o definiu na sua bibliografia tardia. Para tal, traço primeiro um estado da arte dessas representações do crustáceo – recorrências temáticas –, propondo, ademais, uma certa diacronia logo sob questionamento. Este enquadramento fecha com a explicação metodológica de uma “fábula ensaística”.
O âmago imbricado deste trabalho consiste numa metanarrativa intitulada “Roman À Clef (A Condição) Roman À Chef (À Condição)”. Metanarrativa, quer no sentido filosófico de uma narrativa que se propõe a explicar um “todo”, quer na acepção literária de um texto que vai pensando a sua própria produção. Numa diegese situada no corpo metafórico e metamórfico de uma “lagosta” tabu, não se trata de a ficção ilustrar a teoria ou de as cruzar. Tal como o enquadramento e o âmago desta tese se sobrepõem qual escadaria de Escher, ficção e teoria coexistem aqui à nascença.

MATLIT 11.1 está em linha

29/04/2025

PT

Foi publicado o Volume 11.1 (2024) da revista MATLIT: Materialidades da Literatura. Este número, organizado por Daniela Côrtes Maduro (Universidade de Coimbra) e Paulo Silva Pereira (Universidade de Coimbra), intitula-se Interweaving voices: creating and sharing electronic literature. Além da introdução dos editores, a secção temática publica textos de Amira Hanafi; Tina Escaja; Terhi Marttila; Jolene Armstrong, Monique Tschofen, Izabella Pruska-Oldenhof, Kari Maaren y Angela Joose; Craig Saper y Lynn Tomlinson; Isabelle Cross, Serge Bouchardon, Erika Fülöp y Simon Renaud; Alinta Krauth; Natalia Fedorova; Judy Malloy; Celeste Pedro y Terhi Marttila. São publicadas ainda três recensões críticas a novos livros.

Todos os textos se encontram disponíveis em formato pdf. A MATLIT adota uma política de acesso aberto integral. O acesso pode ser feito a partir do índice geral.


EN

Volume 11.1 (2024) of MATLIT: Materialities of Literature has been published. This issue, edited by Daniela Côrtes Maduro (University of Coimbra) and Paulo Silva Pereira (University of Coimbra), is titled Interweaving voices: creating and sharing electronic literatureBesides the introduction by the editors, the thematic section includes texts by Amira Hanafi; Tina Escaja; Terhi Marttila; Jolene Armstrong, Monique Tschofen, Izabella Pruska-Oldenhof, Kari Maaren y Angela Joose; Craig Saper y Lynn Tomlinson; Isabelle Cross, Serge Bouchardon, Erika Fülöp y Simon Renaud; Alinta Krauth; Natalia Fedorova; Judy Malloy; Celeste Pedro y Terhi Marttila. In the review section, readers will find three reviews of new books.

All texts are available in pdf format. MATLIT has a policy of full open access to all texts. Access can be made from the contents page.


ES

Se ha publicado el volumen 11.1 (2024) de MATLIT: Materialidades de la Literatura. Este número, editado por Daniela Côrtes Maduro (Universidad de Coimbra) e Paulo Silva Pereira (Universidad de Coimbra), se titula Interweaving voices: creating and sharing electronic literature”. La sección temática incluye textos de Amira Hanafi; Tina Escaja; Terhi Marttila;Jolene Armstrong, Monique Tschofen, Izabella Pruska-Oldenhof, Kari Maaren y Angela Joose; Craig Saper y Lynn Tomlinson; Isabelle Cross, Serge Bouchardon, Erika Fülöp y Simon Renaud; Alinta Krauth; Natalia Fedorova; Judy Malloy; Celeste Pedro y Terhi Marttila. Finalmente, se publican tres reseñas de nuevas publicaciones.

Todos los textos están disponibles en formato pdf. MATLIT tiene una política de acceso abierto a todos los textos. El acceso se puede hacer desde la tabla de contenidos.

Bob Stein, The Tapestry Project

10/04/2025

No próximo dia 30 de abril de 2025, às 16h00, terá lugar a videoconferência “The Tapestry Project” por Bob Stein (Institute for the Future of the Book). Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura, MATLIT LAB: Laboratório de Humanidades, Centro de Literatura Portuguesa, Doutoramento em Design de Media Computacionais e Mestrado em Design e Multimédia. Ligação: https://videoconf-colibri.zoom.us/my/manuelportela?pwd=ZGVsQnJ3NytDUkcwSTBpeXBlUDZSUT09&omn=94814313459

The Tapestry Project

Although we are 75 years into the digital era, our knowledge containers are still informed by the customs of print . . . endless scrolls or multiple pages — which inevitably hide the component parts from each other, thus robbing the “reader” of valuable context. The tapestry project aims to enable the creation of non-linear presentations more in synch with the way our re-wired brains are beginning to understand the world — as a multi-faceted assemblage of related ideas.

To make a tapestry you simply drag, drop and resize any number of media objects onto a single zoomable visual field. The arrangement of objects is 100% up to the maker.

Bob Stein

I got bit by the electronic publishing bug in 1979 and haven’t looked back since.  For the first 15 years i worked on expanding the notion of the page to include rich media. The two companies i founded, Criterion and Voyager, managed a lot of firsts — the first films with commentary tracks and supplementary sections; what is widely regarded as the first commercially viable cd-rom, The CD Companion to Beethoven’s Ninth Symphony, referenced in Edward Tufte’s Visual Explanations and referred to by Alan Kay as “the first piece of digital “content” worth criticizing”; and the first electronic books — Douglas Adams’ Hitchhikers Trilogy and Martin Gardner’s Annotated Alice in 1992.  After that there were a bunch of years spent on tool making and in 2004 the MacArthur Foundation gave me a five-year grant to explore the evolution of publishing in the digital era. With that grant i started the Institute for the Future of the Book where my colleagues and I started investigating what happens when you place text in a browser with a dynamic margin. The upshot of this work was SocialBook, Inc. a company focused on the  evolution of “reading” from a solitary to a social experience. Currently I’m leading The Tapestry Project — an ambitious effort to develop a non-linear presentation environment — think HyperCard thirty years on — in conjunction with Stanford (where my archives are) and the Internet Archive.

Escrever, escavar, escutar, esculpir: nova publicação do MATLIT LAB

02/04/2025
© Design gráfico de Ana Sabino.

Acaba de ser publicado o livro digital Escrever, escavar, escutar, esculpir: a escrita como prática e método de investigação, organizado por Manuel Portela e Ana Sabino. PDF em acesso livre aqui.

Esta publicação coletiva do MATLIT LAB reúne os textos apresentados originalmente num ciclo de nove oficinas em linha realizado semanalmente entre 3 de março e 5 de maio de 2021. Concebidos como testemunhos e reflexões sobre o processo de escrita de uma tese de doutoramento, os textos situam esse processo de um modo simultaneamente teórico e autoetnográfico. Ao decomporem a pergunta “como se escreve uma tese de doutoramento” num conjunto delimitado de perguntas circunscritas, os ensaios tornam-se demonstrações da sua metodologia de retroação entre escrita e pensamento. Trata-se de tentar descrever modos de negociar as múltiplas dimensões do ato de escrita na investigação avançada a partir de uma aproximação à escrita como forma particular de trabalho corporal, mental e cultural. Enquanto projeto colaborativo, Escrever, escavar, escutar, esculpir evidencia quer a natureza social da investigação, quer a possibilidade de transformarmos os nossos modelos e práticas de produção e validação de conhecimento.

Autores: Ana Marques, Ana Rita Sousa, Ana Sabino, Bruno Ministro, Daniela Côrtes Maduro, Diego Giménez, Diogo Marques, Fábio Waki, Manaíra Aires Athayde, Manuel Portela, Nuno Miguel Neves, Patrícia Reina, Priscila Monteiro, Raquel Gonçalves, Sofia Escourido, Tiago Santos.

Publicação financiada por fundos nacionais através da FCT — Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UIDB/00759/2020.

Coimbra: MATLIT LAB, 2025.

When Simulation gets Critical (and Creative)

26/03/2025

No próximo dia 24 de abril de 2025, às 11h00, tem lugar no Centro de Literatura Portuguesa (7º piso FLUC), a conferência “When Simulation gets Critical (and Creative)” por David Ciccoricco (Universidade de Otago, Nova Zelândia). Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura, MATLIT LAB: Laboratório de Humanidades, Mestrado em Escrita Criativa, Centro de Literatura Portuguesa e Secção de Estudos Anglo-Americanos..

“When Simulation gets Critical (and Creative)”

This talk by visiting Professor David Ciccoricco (University of Otago, New Zealand) first considers some of the latest thinking and theorizing around simulation as a critical, epistemological, and aesthetic mode. It will then illustrate the nature of what Ciccoricco describes as simulation’s “temporal paradox,” with reference to his artistic collaboration (with Mez Breeze and Jacob Cone): BabyHex. The BabyHex system is a developmental language learning simulator embodied in a virtual toddler – or rather, it’s a story masquerading as all that.

David Ciccoricco is Professor of English and Linguistics at the University of Otago in Dunedin, New Zealand. His research draws on cognitive science and philosophy of mind to establish how fictional minds help explain actual ones. His teaching and research on digital fiction and literary games offers hope for the future of the literary imagination in a digital culture. He is the author of Reading Network Fiction (2007), a book on pre-Web and Web-based digital fiction, and Refiguring Minds in Narrative Media (2015), which is focused on cognitive approaches to narrative and literary theory in print novels, digital narratives, and story-driven videogames. 

Telescopic Text: Creative Writing Workshop

26/03/2025
Cartaz

No próximo dia 24 de abril de 2025, às 14h30, tem lugar lugar no Instituto de Estudos Alemães (6º piso FLUC) a oficina “Telescopic Text: Creative Writing Workshop” por David Ciccoricco (Universidade de Otago, Nova Zelândia). Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura, MATLIT LAB: Laboratório de Humanidades, Mestrado em Escrita Criativa, Centro de Literatura Portuguesa e Secção de Estudos Anglo-Americanos.

Telescopic Text: Creative Writing Workshop

This creative writing workshop will be led by visiting Professor David Ciccoricco (University of Otago, New Zealand). Inspired by the heteronymic imagination of Fernando Pessoa and universities named after literary figures, this workshop will first imagine into existence a fictional university. Then we will create fictional assessments for each other, some of which are possible, others impossible, all of which must be completed. A constraint of the exercise will be the use of “telescopic text,” a digital writing platform that allows you to fold words inside other words – and test the possibilities of writing itself in turn.

David Ciccoricco is Professor of English and Linguistics at the University of Otago in Dunedin, New Zealand. His research draws on cognitive science and philosophy of mind to establish how fictional minds help explain actual ones. His teaching and research on digital fiction and literary games offers hope for the future of the literary imagination in a digital culture. He is the author of Reading Network Fiction (2007), a book on pre-Web and Web-based digital fiction, and Refiguring Minds in Narrative Media (2015), which is focused on cognitive approaches to narrative and literary theory in print novels, digital narratives, and story-driven videogames. 

Print and Digital Literary Experimentations

17/02/2025

No próximo dia 27 de fevereiro, às 14h30, tem lugar no Instituto de Estudos Alemães (6º piso FLUC) o seminário Print and Digital Literary Experimentations” por Tatiani Rapatzikou (Universidade Aristóteles de Salónica). Serão abordadas as obras Nox (2010) de Anne Carson e Inanimate Alice (episódio 5; 2014) e Breathe (2018) de Kate Pullinger. Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura, MATLIT LAB: Laboratório de Humanidades, Mestrado em Escrita Criativa, Centro de Literatura Portuguesa e Secção de Estudos Anglo-Americanos.

Tatiani Rapatzikou é professora catedrática no Departamento de Literatura e Cultura Americana, Faculdade de Inglês, da Universidade Aristóteles de Salónica. É mestre (1996) em Estudos Literários Contemporâneos pela Universidade de Lancaster e doutorada em Literatura Americana Contemporânea (2001) pela Universidade de East Anglia, Norwich, Inglaterra. No verão de 2009, foi bolseira visitante Fulbright Programa de Estudos Comparativos dos Media no M.I.T. Na primavera de 2012, foi investigadora visitante no Programa de Literatura da Universidade de Duke. No inverno de 2016, foi investigadora visitante na Universidade de Iorque, Toronto, Canadá. Em 2020, recebeu uma bolsa do Eccles Center for American Studies (atribuído pela Biblioteca Britânica). Dá aulas sobre literatura e cultura americana dos séculos XX e XXI. Os seus interesses de investigação são Literatura Americana Contemporânea e Novos Média, Ficção e Poesia Pós-modernas, Tecnologia e Cibercultura/Cyberpunk (com ênfase em William Gibson).

É codiretora do American Studies Resource Portal e coeditora da ECHOES, uma revista em linha de escrita criativa da Faculdade de Inglês da Universidade Aristóteles de Salónica. É também uma das diretoras de Ex-Centric Narratives: Journal of Literature, Culture, and Media, uma revista de acesso aberto da Universidade Aristóteles de Salónica, e membro da Rede de Estudos Digitais da Associação Europeia de Estudos Americanos (EAAS).

Book Materialities and Displaced Identities

17/02/2025

No próximo dia 25 de fevereiro, às 11h00, tem lugar no Centro de Literatura Portuguesa (7º piso FLUC), a conferência “Book Materialities & Displaced Identities” por Tatiani Rapatzikou (Universidade Aristóteles de Salónica). Serão abordadas as obras Zong! (2008) de M. NourbeSe Philip e Nishga (2021) de Jordan Abel . Organização: Doutoramento em Materialidades da Literatura, MATLIT LAB: Laboratório de Humanidades, Mestrado em Escrita Criativa, Centro de Literatura Portuguesa e Secção de Estudos Anglo-Americanos.

Tatiani Rapatzikou is Professor at the department of American Literature and Culture, School of English, Aristotle University of Thessaloniki. She holds an M.A. (1996) from Lancaster University in Contemporary Literary Studies and a Ph.D. (2001) in Contemporary American Literature from the University of East Anglia, Norwich, England. In summer 2009, she was a Fulbright Visiting Scholar at the M.I.T. Comparative Media Studies program. In Spring 2012, she was a Visiting Research Scholar at Duke University Program in Literature. Ιn Winter 2016, she was a Visiting Research Scholar at York University, Toronto, Canada, for her research in urban digital narratives. In 2020, she was awarded a Fellowship by the Eccles Center for American Studies (British Library U.K.). She teaches courses on 20th and 21st century American literature and culture. Her research interests are in Contemporary American Literature and the New Media, Postmodern Fiction and Poetry, the Technological Uncanny, and Cyberculture/Cyberpunk (with emphasis on William Gibson).

She is the co-director of the American Studies Resource Portal and the co-editor of ECHOES the online creative writing magazine of School of English, Aristotle University of Thessaloniki. She is also one of the chief editors of Ex-Centric Narratives: Journal of Literature, Culture, and Media, an open access journal of Aristotle University of Thessaloniki, and a member of the Digital Studies Network of the European Association for American Studies (EAAS).

Seminário sobre Humanidades Digitais

17/02/2025

Na segunda feira, 17 de fevereiro, terá lugar, às 15h00, na Sala do CLP (7.º piso) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o Seminário sobre Humanidades Digitais, organizado pelo MATLIT LAB e o Centro de Literatura Portuguesa. O encontro contará com a participação de Jorge Uribe, Ana Marques, Daniela Maduro, Diego Giménez e Luís Lucas Pereira. O seminário tem como objetivo apresentar projetos em desenvolvimento, bem como metodologias e ferramentas relacionadas com a vasta área das Humanidades Digitais. As apresentações pretendem estabelecer um diálogo interdisciplinar e estimular a colaboração entre diferentes centros de investigação.

Programa:

Jorge Uribe, Escola de Artes e Humanidades da Universidad EAFIT (Colômbia): “Arte, ciência e tecnologia na esfera pública: a contribuição das humanidades digitais à análise dos discursos da esfera pública na Colômbia”;

Ana Marques, Centro de Literatura Portuguesa da FLUC: “LdoD Leitura Crítica: ver as formas da leitura”;

Diego Giménez, Centro de Literatura Portuguesa da FLUC: “Leitura distante e Fernando Pessoa”;

Daniela Maduro, Centro de Literatura Portuguesa da FLUC: “Formas de preservação e disseminação de literatura electrónica”;

Luís Lucas Pereira, Centro de Informática e Sistemas da UC: “Fluidez entre meios — uma perspectiva pós-computacional”.

Reimaginar a Escrita Académica

15/01/2025

Realizou-se a 17 de dezembro o último seminário online da série «Reimaginar a Escrita Académica», organizada pelo MATLIT LAB: Laboratório de Humanidades (https://matlitlab.uc.pt/), do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Os encontros procuraram incentivar o debate sobre a escrita académica, convidando os palestrantes a pensar a objetividade e a subjetividade da escrita e a refletir sobre a diversidade dos processos de produção do conhecimento no campo das Humanidades.

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