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Bird-Watching: FOLIO 2016

29/09/2016

The Cinema is Dead, Long Live the Cinema – Conferência de Peter Greenaway

27/09/2016

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Texto e fotos de Bruno Fontes

Decorreu no passado dia 2 de julho, no Teatro Municipal São Luiz em Lisboa, a conferência The Cinema is Dead, Long Live the Cinema, apresentada pelo cineasta britânico Peter Greenaway por ocasião da VI Lisbon Summer School for the Study of Culture. Greenaway foi o orador principal da última edição deste certame anual que tem sido organizado pelo Lisbon Consortium, programa internacional de estudos avançados da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica de Lisboa, com a intenção de reunir, durante uma semana, estudantes de doutoramento e investigadores portugueses e estrangeiros em sessões de estudo e de partilha de saberes, bem como em masterclasses e exibições de filmes. O tema escolhido para este ano foi a transvisualidade, encarada enquanto forma como os diferentes regimes de imagem circulam no panorama medial contemporâneo, com o objetivo de propor reflexões sobre a crescente importância do visual na atualidade e o seu impacto nas questões sociais, políticas e nas perceções do real.

Peter Greenaway tem vindo a exercer uma persistente atividade de debate teórico em contexto académico sobre as novas linguagens visuais do cinema, como se pode comprovar pela sua presença cada vez mais assídua em eventos desta natureza, ou através do texto que publicou em 2001 na Zoetrope Magazine, onde, de forma provocatória, defende que até hoje ainda não se viu nenhum cinema, mas sim, e apenas, texto ilustrado.

Os argumentos expostos na sua conferência, com a duração de cerca de 120 minutos, são análogos aos desse texto, e resultam de duas inquietações principais: em primeiro lugar, questionou Greenaway, quantas das pessoas que assistem a películas cinematográficas estão realmente educadas para lidar com imagens? Interpelando de forma direta o público para averiguar quais dos presentes tinham algum tipo de formação visual ou artística, o realizador afirmou que apenas os (poucos) que levantaram o braço se encontram capacitados para, de facto, ver filmes, já que o cinema é, antes de mais, uma arte da imagem – e por esse motivo, também, um meio privilegiado para promover a literacia visual. E é desta posição que decorre a segunda inquietação, pois o realizador entende que as obras mais notáveis da História do cinema são precisamente as que privilegiam a imagem, e não a narrativa. Nesse sentido, foi proposto à assistência o seguinte exercício: sobre o que é o filme Casablanca? Recordamos o seu enredo, ou antes uma experiência pessoal que diz respeito à sua atmosfera, ambiência, estilo ou atitude emocional durante o visionamento, condições essas que não respondem, necessariamente, à sua história? Na realidade, ninguém contestará que a experiência cinemática depende de muito mais do que apenas da narrativa fílmica; se ainda perdura essa “tirania”, tal deve-se a D. W. Griffith, que, afirma Greenaway, conduziu o cinema para uma contiguidade narrativa com o romance realista do século XIX, ainda adotada por cineastas contemporâneos como Martin Scorcese ou Quentin Tarantino. Então, há que atentar novamente nas lições pioneiras de, por exemplo, Dziga Vertov, no sentido em que é porventura aí que reside o futuro de uma arte que tem vindo a perder terreno em relação a outras experiências que, muitas vezes partindo de premissas cinematográficas, se têm demonstrado mais interessantes e inovadoras: as que são proporcionadas pelos novos media, porque o cinema tal como o conhecemos é limitado e tem os dias contados.

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Perante isto, mas também convicto de que o atual momento de crise possibilita o surgimento de um pensamento ontológico a partir do qual se poderá superar este estado de coisas, Greenaway exibiu o seu argumento principal, e ao mesmo tempo mais desafiante: os quatro “inimigos” do cinema são o texto, o frame, os atores e a câmara.

Apesar de se poder pressentir nesta afirmação um esvaziamento das conceções mais comuns do dispositivo do cinema, na verdade o objetivo de Greenaway é encontrar formas para que este seja repensado. Assim, ao debruçar-se sobre o primeiro “inimigo”, o texto, lamentou que o cinema (pelo menos o hegemónico) se tenha convertido numa arte em que a palavra tem sempre a primeira palavra. De facto, qualquer projeto fílmico que seja produzido dentro dos ditames da “indústria” – mesmo um documentário, cujo processo de produção é muito distinto do de um filme de ficção – tem sempre por base um texto (o argumento ou guião) que recorre, em maior ou menor grau, aos modelos da narratologia. Porém, Greenaway compreende que o cinema não deve ser uma mera conversão de um texto em imagens que, dessa forma, estarão sempre num patamar inevitavelmente inferior em relação às potencialidades da arte literária. Além disso, recordou que, ao contrário do que refere a Bíblia, no princípio não era o verbo, mas sim a imagem, pois esta preexiste sempre a sua noção. O problema, afirmou o realizador, é que o cinema tem vindo a contrariar essa evidência; logo, estando refém do texto, precisa de lutar pela “liberdade” da imagem, que é onde reside o verdadeiro poder da sétima arte, e isso só poderá ser conseguido com o advento de um cinema de pintores (em vez de um cinema de argumentistas) onde, parafraseando Jacques Derrida, a imagem venha a ter sempre a última palavra.

Esta linha de pensamento conduziu ao segundo “inimigo”, o frame (ou enquadramento), que, afirma o realizador, é uma construção artificial (tal como a narrativa) que não reproduz a perspetiva ótica humana, e isto, pelo menos, por dois motivos: em primeiro lugar porque o nosso campo de visão nunca é estático, e em segundo porque as nossas expetativas de visionamento das imagens em movimento mudaram de paradigma pelo menos desde a introdução do comando à distância, e deixaram de se conformar com a “inércia” do enquadramento. Mas Greenaway declarou que já estão disponíveis ferramentas de criação e de exibição cinematográfica que permitem ir no sentido que ele elege como o correto: as digitais, a partir das quais se podem produzir imagens não apenas sobre o que vemos, e muito menos sobre o que lemos, mas antes sobre o que pensamos. Como exemplo, apresentou um excerto do seu filme Atomic Bombs on Planet Earth (2011), onde o enquadramento é dividido em vários ecrãs que mostram (de forma nem sempre sequencial) as explosões das 2201 bombas atómicas detonadas entre 1945 e 1996. Enquanto forma de superação do frame, este filme encontra-se, no entanto, muito aquém do projeto que foi apresentado de seguida: uma combinação de sete ecrãs de larga escala e com formatos diferentes, concebidos como uma espécie de cinema expandido avant la lettre. A conjugação dos vários ecrãs permite converte o espetador de cinema num flanêur, ao mesmo tempo que desafia a noção de sala de cinema enquanto “templo” (agora corrompido) desta mesma arte; além disso este aparato pulveriza as conceções de cinema enquanto “past-tense medium”, isto é, enquanto forma fixada no tempo e no espaço. Dadas as suas exigências logísticas e financeiras, este projeto (ainda) é apenas um esquema, mas é curioso que, ao apresentá-lo enquanto superação de um regime de visualização que é caraterístico da televisão, Greenaway não tenha referido um outro espaço onde a imagem em movimento já penetrou com gestos idênticos: o museu.

Em relação aos dois restantes “inimigos”, os atores e a câmara, não foram expostas considerações com o mesmo desenvolvimento, talvez porque, volvida a primeira hora de palestra, a apresentação de excertos de filmes tendeu a tornar-se o principal instrumento argumentativo. E foi através de vários momentos de, por exemplo, M is for Man, Music and Mozart (1991), que se pôde perceber que Greenaway se vem filiando cada vez mais num cinema de manipulação da imagem, onde os efeitos residem numa composição mais devedora dos meios digitais do que da analogia da câmara de filmar, e onde os atores “de carne e osso” (que ele entende serem essencialmente “pessoas que foram treinadas para agir como se não estivessem a ser observadas”) são dispensados. O último exemplo apresentado, extraído do seu filme The Wedding at Cana (2010), é uma perfeita ilustração do afirmado: por meio de uma sequência de modificações pictóricas da pintura a óleo de Paolo Veronese com o mesmo título, este filme dispensa completamente a presença de atores e opta por atribuir uma personalidade, uma consciência e uma voz a cada um dos (muitos) convivas que estão retratados na referida cena bíblica.

The Cinema is Dead, Long Live the Cinema é uma conferência estimulante e uma oportunidade para conhecer alguns dos fundamentos teóricos do trabalho de um realizador que não se conforma com as noções mais comuns do cinema, e que por isso tem vindo a conceber formas de interação com o dispositivo fílmico cada vez mais desafiantes e inovadoras. Fica patente, ao longo da apresentação, que Greenaway favorece a forma e a estrutura cinemáticas em detrimento do conteúdo, numa recusa (ou, pelo menos, num desafio) dos efeitos que procuram a transparência cinematográfica, e que o estabelecem como herdeiro do bordão de McLuhan, “the medium is the message” – questão, aliás, confessada pelo próprio cineasta. Embora seja possível assumir que a sua visão do presente e do futuro próximo do cinema é, de certo modo, apocalíptica, na verdade Greenaway propõe antes um abalo nas suas fundações, que talvez seja um processo eficiente para que se avivem os debates sobre a sua ontologia – em suma, para recuperar a famosa questão baziniana, “o que é o cinema?”.

Em todo o caso, e tendo em conta que é o realizador de filmes como Prospero’s Books (1991) e The Pillow Book (1995), seria importante ter efetuado uma reflexão mais ampla sobre as relações entre filme e texto, que não se esgotam, obviamente, nas questões do argumento – mais ainda quando The Wedding at Cana apresenta, no fundo, uma faceta bastante literária. Da mesma forma, a questão do frame merecia ter sido considerada através de outras perspetivas, já que a relação entre enquadramento e superfície, aliás trabalhada de forma bastante competente pelo próprio Greenaway naqueles filmes, poderia ter tido um maior espaço nestas reflexões. Porque se é verdade que faz falta uma reflexão profunda sobre o presente e o futuro da imagem em movimento, a mesma não deve condenar, em princípio, o cinema de transparência, como parece ser convicção do cineasta britânico. Mas as suas reflexões teóricas e práticas sobre as novas vias (potenciais) desta arte que está claramente a passar por mudanças que irão influenciar o seu futuro possibilitam um olhar renovado sobre o passado e o presente da mesma – e, opiniões à parte, esta talvez seja, afinal, a grande lição das palavras de Peter Greenaway.

Conferência Internacional em Ilustração e Animação 2016

01/09/2016

Confia2016

A quarta edição da Conferência Internacional em Ilustração e Animação de 2016 foi organizada por Paula Tavares, Pedro Mota Teixeira, Marta Madureira, Jorge T. Marques e Manuel Albino, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e teve lugar em Barcelos entre 10 e 12 de junho.

Com foco na pesquisa nas áreas da ilustração e da animação, as comunicações da CONFIA 2016 reflectiram sobre as mudanças que decorrem nestas áreas por via do contacto com novas tecnologias e novas formas de expressão. O programa contou com uma palestra principal no início de cada um dos dias da conferência. Estas palestras estiveram a cargo de Sophie Van Der Linden (autora/editora/investigadora na área da literatura infantil, “album/art/graphisme: the bridge of arts: how picturebook has developed in connection with art and graphic design history”), Esther Leslie (Birbeck College – University of London, “Atom Bomb, Ice Cream, Data Bomb, i-Screen”) e Nilton Gamba Júnior (PUC Rio de Janeiro, “Design and stories”).

O programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura fez-se representar pela doutoranda Carolina Martins, com a comunicação “Liberdade Condicional: a performance do leitor em Building Stories, de Chris Ware”. Do mesmo painel fizeram parte as comunicações “Banhos com história(s): contributos para uma caracterização do livro de banho”, de Diana Martins e Sara Reis da Silva e “O livro-jogo na literatura para a infância: brincar às/com as histórias”, de Sara Reis Silva. Todas as comunicações do painel se centraram na relação entre a materialidade do objecto e o seu manuseamento e leitura.

Ao longo dos três dias da conferência foram ainda tratadas questões relacionadas com estratégias para arquivos digitais de artes gráficas (Alan Young, Auckland University of Technology, “Digital Archiving Issues For The Graphic Arts Field”), com a relação entre artista, obra e público através de meios como as plataformas de crowdfunding (Stefan KK Messam, Zayed University, “Revisiting Tactility: Developing a Connection with an Audience”) ou de formas de ilustração e narrativa interactiva propostas por mundos virtuais (Joel Lardner e Paul Roberts, The Arts University Bournemouth, “The Queen of Spades Project: Illustration and Interactive Storytelling”).

A publicação das comunicações da conferência encontra-se disponível em Academia.edu.

ELO’17: Affiliations, Communities, Translations

12/08/2016
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Electronic Literature Organization (logo).

Acabam de ser publicadas a Call for Papers e a Call for Works relativas aos próximos colóquio e festival da Electronic Literature Organization, que decorrerão na Universidade Fernando Pessoa e na cidade do Porto, entre 19 e 22 de julho de 2017. Subordinado ao tema geral “Affiliations, Communities, Translations”, o encontro de 2017 conta com a colaboração do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, designadamente através da participação de membros do Programa na curadoria das três exposições programadas (Culturgest e Mosteiro de São Bento da Vitória). Este encontro tem a coordenação geral de Rui Torres. As informações sobre a apresentação de propostas (a decorrer entre 15 de agosto e 5 de dezembro de 2016) encontram-se em: https://conference.eliterature.org/2017/submission-guidelines

ELO’17 – Electronic Literature > Affiliations, Communities, Translations

Hosted by UFP – University Fernando Pessoa, Porto, Portugal, July 19 – 22, 2017

The ELO (Electronic Literature Organization) is pleased to announce its 2017 Conference and Festival, to be held from July 19-22. The Conference is hosted by University Fernando Pessoa, Porto, and the Festival and Exhibits will be held in the center of the historic city of Porto, Portugal.

Titled «Electronic Literature: Affiliations, Communities, Translations», the Conference and Festival welcome dialogues and untold histories of electronic literature, providing a space for discussion about what exchanges, negotiations, and movements we can track in the field of electronic literature. These three threads will weave through the conference, structuring dialogue, debate, performances, presentations, and exhibits. The threads are meant as provocations, enabling constraints, and aim at forming a diagram of electronic literature today and expanding awareness of the history and diversity of the field.

The goal of this International Conference is to contribute to displacing and re-situating accepted views and histories of electronic literature, in order to construct a larger and more expansive field, to map discontinuous textual relations across histories and forms, and to create productive and poetic apparatuses from unexpected combinations. Each of the three strands – Affiliations, Communities, Translations – is described in detail below. Participants can apply to the Conference and Festival by locating their work within a strand. In all cases, we are open to experimental proposals that integrate theory and practice, and proposals that challenge presentation formats.

Affiliations

Electronic literature is trans-temporal. It has an untold history.

Conference: to be held at University Fernando Pessoa, July 19-22. We welcome submissions of Papers, Lightning talks, Posters, Panels, Roundtables, and Workshops for peer-review evaluation, disclosing multiple diachronic and genealogical perspectives on electronic literature, providing room for comparative studies, and exploring untold archeologies and commerces between electronic literature and other expressive and material practices. Topics include, but are not limited to: intermedia and ergodicity in Baroque poetry, futurism and dada; concretism, videopoetry and Fluxus; early experiments in generative and combinatory literature; videoart and soundart; and how these expressive forms are recreated and transcoded in digital forms of literature.

Festival: to be held at Culturgest, July 19. Proposals for performances, installations and screenings will be evaluated by the Artistic Committee. Evaluation criteria will include the works’ mapping of the aesthetic and material antecedents of electronic literature, and attention to remixing/re-coding of previous materials from the avant-gardes.

Exhibit: July 18-22, curated by Álvaro Seiça and Daniela Côrtes Maduro.

Communities

Electronic literature is global. It creates a forum where subjects in the global network act out and struggle over their location and situation.

Conference: to be held at University Fernando Pessoa, July 19-22. We welcome submissions of Papers, Lightning talks, Posters, Panels, Roundtables, and Workshops for peer-review evaluation that expand our understanding of electronic literature communities and how literature is accounted for within diverse communities of practice. Papers may include case studies of individual communities as well as broader engagement with how communities form and develop, and how they interact with and create affinities with other communities. Topics for comparative case studies include but are not limited to artists’ books, Augmented and Virtual Reality; Perl poetry; Sound-video practitioners; ASCII art and Net.Art; Hacktivism/Activism; Memes and Fan Fiction cultures; Minecraft, Twine, Bots and Indie Gaming; kids’ e-lit; and how these practices are connected to electronic literature.

Festival: to be held at Mosteiro de São Bento da Vitória, July 20. Proposals for performances, installations and screenings will be evaluated by peers. Evaluation criteria will include the work’s engagement with the diversity of practices in electronic literature and affiliated communities, as well as their critical awareness of network aesthetics.

Exhibit: July 18-22, curated by Bruno Ministro and Sandra Guerreiro Dias.

Translations

Electronic literature is an exchange between language and code. It contains many voices.

Conference: to be held at University Fernando Pessoa, July 19-22. We welcome submissions of Papers, Lightning talks, Posters, Panels, Roundtables, and Workshops for peer-review evaluation that understand electronic literature as translation in the broadest possible sense. Beyond interlinguistic translation, we will accept papers on emulations, virtualizations, re-readings, and interpretations. We particularly welcome papers that address the limits and specifics of the programmability of natural languages as a means of literary expression. Topics include but are not limited to plagiotropy; linguistic, intermedial and intersemiotic translation; code and text translation; generative literature; emulations of historic electronic literature; re-readings and interpretations of previous works; and how these activities expand our understanding of literature and textuality.

Festival: to be held at Mosteiro de São Bento da Vitória, July 21. Proposals for performances, installations and screenings will be evaluated by peers. Evaluation criteria will include the works’ linguistic reflexivity and their engagement with translation, broadly understood, i.e., as a transcoding mechanism involving exchange in and across media, languages and cultures.

Exhibit: July 18-22, curated by Ana Marques da Silva and Diogo Marques.

Materialidades da Literatura na Universidade de Verão da UC

20/07/2016

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© 2016. Gabinete de Comunicação e Imagem – FLUC.

Teve início, no passado dia 18 de Julho, mais uma edição da Universidade de Verão da Universidade de Coimbra. A iniciativa, destinada a alunos do secundário do ensino português e internacional, pretende dar a conhecer o que é a Universidade de Coimbra e o que esta instituição tem para oferecer. O programa desenvolve-se em torno de atividades orientadas para as mais diversas áreas do saber e atividades lúdicas, culturais e desportivas. Na terça-feira, dia 19 de Julho, foi a vez do Programa de Doutoramento “Estudos Avançados em Materialidades da Literatura” ser representado por dois dos seus alunos: Bruno Ministro e Nuno Miguel Neves.

Ao longo de cerca de 45 minutos, pretendeu-se dar a conhecer alguns dos tópicos e trabalhos abrangidos por um programa doutoral desta natureza. A intervenção foi acompanhada por uma roleta digital gentilmente cedida por Rui Torres, docente da Universidade Fernando Pessoa, objeto por ele programado em colaboração com Nuno F. Ferreira e Luís Aly. Este recurso interativo, adaptado pelos dinamizadores aos propósitos da sessão, serviu para apresentar, aos cerca de 40 alunos que preencheram a sala 6, diversos trabalhos de Literatura Electrónica, Composição Texto-Som, Poesia Visual e Concreta, Performance, entre outros temas que a roleta aleatoriamente se encarregou de escolher.

MATLIT 4.2 está em linha

11/07/2016

MatLit_4.2 (2016)_Capa

Foi publicado a 11 de julho de 2016 o Volume 4.2 (2016) da revista MATLIT: Materialidades da Literatura. Este número, organizado por Manuel Portela e António Rito Silva, tem como título ‘Estudos Literários Digitais 2’. É o segundo de dois números com origem no colóquio “Estudos Literários Digitais | Digital Literary Studies“, realizado a 14 e 15 de maio de 2015.

São publicados artigos de Fahad Khan, Silvia Arrigoni, Federico Boschetti e Francesca Frontini; Iris Gemeinböck; Francesca Frontini, Carmen Brando, Marine Riguet, Clémence Jacquot e Vincent Jolivet; Dániel Levente Pál e Bálint Daróczy;  María Goicoechea e Laura Sánchez; Piotr Marecki; Gruppo Giada; Pedro Andrade; Isabel Pinto; Ana Sofia Ferreira; e Alamir Aquino Corrêa. Este número contém ainda entrevistas a Jerome McGann e a Matthew Kirschenbaum, e oito recensões críticas a novas publicações.

Todos os textos se encontram disponíveis em formato html e pdf. A revista adota uma política de acesso integral livre, podendo todos os textos ser lidos em linha ou transferidos para uso pessoal. O acesso pode ser feito a partir do índice geral.

 


Volume 4.2 (2016) of MATLIT: Materialities of Literature was published on July 11, 2016. The title of this issue, edited by Manuel Portela and António Rito Silva, is ‘Digital Literary Studies 2’. It is the second of two issues based on the conference “Estudos Literários Digitais | Digital Literary Studies“, held on May 14-15, 2015.

This issue publishes articles by Fahad Khan, Silvia Arrigoni, Federico Boschetti and Francesca Frontini; Iris Gemeinböck; Francesca Frontini, Carmen Brando, Marine Riguet, Clémence Jacquot and Vincent Jolivet; Dániel Levente Pál and Bálint Daróczy; María Goicoechea and Laura Sánchez; Piotr Marecki; Gruppo Giada; Pedro Andrade; Isabel Pinto; Ana Sofia Ferreira; and Alamir Aquino Corrêa. It also includes interviews with Jerome McGann and Matthew Kirschenbaum, and eight reviews of new books.

All texts are available in html and pdf formats. Our journal has a policy of free full-access to all texts, which can be read online or downloaded for personal use. Access can be made from the contents page.

Estado da Arte 7

11/07/2016
Estado da Arte. 8 de julho de 2016.

Estado da Arte. 8 de julho de 2016.

Tal como previsto no plano anual de atividades do Programa, realizou-se no passado dia 8 de julho de 2016, sexta-feira, na Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC), a sétima sessão do ‘Estado da Arte’. Estas sessões, que se realizam uma vez por semestre, destinam-se à apresentação do trabalho em curso pelas autoras e autores dos diferentes projetos de doutoramento.

Trata-se de fazer uma descrição sucinta do estado atual e do progresso da investigação. As apresentações centraram-se no trabalho realizado durante o último semestre, mostrando como esse trabalho se refletiu diretamente no desenvolvimento da tese (número de páginas escritas e capítulos concluídos ou revistos; eventuais alterações da estrutura de capítulos e secções tal como estava definida em fases anteriores do projeto; desvio do cronograma inicial; dilemas e dificuldades; previsão de conclusão).

A sessão ‘Estado da Arte 7’ organizou-se em 4 blocos, que agruparam respetivamente as/os estudantes do 4º, 3º, 2º e 1º anos. As/Os estudantes do 1º ano descreveram o estado atual de concetualização dos seus projetos preliminares, explicando qual a sua pergunta de investigação, qual o corpus de análise e de que modo o estado atual do projeto se encontra informado pelos trabalhos e leituras feitas ao longo do ano curricular.

Esta iniciativa periódica destina-se a reforçar a cultura de debate interno e a acompanhar de perto a elaboração das teses de doutoramento.