Skip to content

Concursos para a atribuição de duas bolsas de investigação

08/05/2018

Encontram-se abertos concursos para a atribuição de duas bolsas de investigação, no âmbito do projeto UID/ELT/00759/2013 – “Centro de Literatura Portuguesa”, em que a Universidade de Coimbra é a Instituição Proponente, com o apoio financeiro da FCT/MCTES através de fundos nacionais (PIDDAC). Os concursos decorrem de 14-05-2018 a 25-05-2018.

Aceda ao texto integral dos Editais: Bolsa de Investigação 1 [PDF] e Bolsa de Investigação 2 [PDF].

Anúncios

Concurso para a atribuição de uma bolsa de gestão de ciência e tecnologia

08/05/2018

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de uma bolsa de gestão de ciência e tecnologia, no âmbito do projeto UID/ELT/00759/2013 – “Centro de Literatura Portuguesa”, em que a Universidadede Coimbra é a Instituição Proponente, com o apoio financeiro da FCT/MCTES através de fundos nacionais (PIDDAC). O concurso decorre de 03-05-2018 a 16-05-2018.

Aceda ao texto integral do Edital [PDF].

Materialidades da Literatura: Summer School 6

02/05/2018

A 6ª Summer School em Materialidades da Literatura tem por título «Oficina de Processing» e consiste numa iniciação à linguagem de programação Processing. O curso decorre entre 16 e 19 de julho de 2018 no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (Polo II).

O curso visa introduzir a linguagem e ambiente de programação Processing, uma plataforma destinada a simplificar a escrita de programas de contexto maioritariamente visual e com larga aplicação nas artes visuais, new media e design. Neste curso serão apresentados os conceitos fundamentais da programação, assim como as funcionalidades mais relevantes da linguagem Processing. O curso tem a duração de 20 horas, sendo composto por cinco módulos iniciais de natureza teórico-prática e três módulos práticos, nos quais os participantes terão a possibilidade de desenvolver programas de tema livre. A formação será assegurada por docentes do Departamento de Engenharia Informática (DEI) com experiência no ensino de disciplinas de programação e design. Para a frequência do curso não se requer qualquer conhecimento prévio de linguagens de programação. No final do curso é emitido um certificado de frequência. PDF com o Programa do Curso.

As inscrições realizam-se até 15 de junho de 2018, através de uma mensagem de correio eletrónico para Tiago Santos, tiago.santos@uc.pt (indicar no campo do assunto: “Inscrição Processing”). O curso tem o custo de 60€ (geral) ou 40€ (estudantes do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura). O pagamento é feito por transferência bancária para o NIB: PT50 001000001573769010639 (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) até 15 de junho de 2018. Para emissão do recibo deve ser indicado nome, morada e n.º de contribuinte do participante ou da entidade que paga a participação. Número máximo de inscrições: 20. Número mínimo de inscrições: 8. Na eventualidade de este Curso não se realizar, será devolvido o montante pago pela inscrição. Todos os inscritos serão notificados até 22 de junho de 2018.

Alice Inanimada no Plano Nacional de Leitura

23/04/2018

Hoje, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, foi anunciada, no Museu Machado de Castro, em Coimbra, a integração da obra Alice Inanimada no Plano Nacional de Leitura (PNL). O anúncio foi feito pela Professora Doutora Cristina Robalo Cordeiro, representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no PNL 2027, no âmbito da apresentação do projeto Ler+ Ciência.

IMG_4666

Apresentação do projeto Ler+ Ciência | PNL 2027 – Museu Machado de Castro

A tradução portuguesa da obra foi realizada no âmbito do projeto Inanimate Alice: Tradução de Literatura Digital em Contexto Educativo, integrado no Grupo de Investigação Mediação Digital e Materialidades da Literatura, do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra. A equipa, coordenada pela Professora Doutora Ana Maria Machado, é constituída por Ian Harper (produtor de Inanimate Alice), Ana Albuquerque e Aguilar (estudante de Doutoramento em Materialidades da Literatura), Alice Atsuko Matsuda (estudante de Pós-Doutoramento) e António Oliveira (Estudos de Tradução), sendo Kate Pullinger e Chris Joseph consultores do projeto (escritora e artista digital, respetivamente, ambos criadores de alguns dos episódios da série).

Além da tradução dos diferentes episódios da obra, a equipa tem-se dedicado à tradução e à criação de recursos pedagógicos que permitirão a sua didatização e aplicação em contexto educativo, nos ensinos básico e secundário. Cumprindo esta finalidade, está já em curso uma experiência-piloto, em escolas de Anadia e de Coimbra, que visa avaliar a receção dos primeiro e segundo episódios da série por parte de alunos de 6.º e 8.º anos, assim como pelos seus professores.

Alice Inanimada é a primeira obra literária digital a integrar a lista de recomendações do PNL bem como a ser lecionada nas escolas portuguesas.

 

Curso breve por Paulo Franchetti

17/04/2018

© Cartaz de Ana Sabino.

No próximo dia 16 de maio de 2018, entre as 10h00 e as 18h00, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Paulo Franchetti leciona o curso breve “Papéis perdidos – a publicação e a docência universitária”. Esta iniciativa é organizada pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura. Entrada livre, com inscrição prévia. Acesso à ficha de inscrição: http://www.ieb.uc.pt/?tribe_events=curso-breve-por-paulo-franchetti-papeis-perdidos-a-publicacao-e-a-docencia-universitaria

Módulo I – Editoras universitárias: para que servem? O caso brasileiro: história e crítica da edição universitária no Brasil.

Este módulo inicia com a apresentação de um panorama histórico da edição universitária no Brasil, com especial atenção para as duas últimas décadas, quando destacadas casas editoras de grandes universidades ocuparam importante lugar no mercado de livros acadêmicos, receberam dezenas de prêmios e testaram várias combinações de três modelos básicos de financiamento e de gestão.

Na sequência, o foco da análise recai sobre a função e/ou justificativa da edição universitária, bem como sobre as aporias trazidas ao seu modo de funcionamento por conta não só da prevalência das formas eletrônicas de publicação (o caso dos clássicos digitalizados, bem como da difusão ilegal de cópias eletrônicas de livros e capítulos de livros), mas também por conta das diretrizes das agências de financiamento e dos gestores universitários quanto às formas de avaliar a produção de professores e estudantes de ensino superior.

Por fim, apresentam-se algumas considerações sobre o sentido geral da publicação de livros universitários, por meio da apresentação do volume “Inimigos da esperança – publicar, perecer e o eclipse da erudição” (2004), de Lindsay Waters. Nesse pequeno, porém muito instrutivo texto, o editor da Harvard University Press reflete sobre os impasses desse segmento editorial. Essa reflexão tem especial interesse para o caso brasileiro porque a forma de organização e avaliação da produção universitária americana tem sido no Brasil gradualmente adotada ou imposta, com consequências que constituirão o tema do segundo módulo deste seminário.

Módulo II – A questão do mérito nas ciências humanas (e não só)

Neste módulo são três as questões básicas a desenvolver. A primeira, mais relevante e não exclusiva das ciências humanas, é a transformação no escopo, no método e no alcance da reflexão e da escrita acadêmica trazida pelas formas objetivas e quantitativas de avaliação da produção universitária. A segunda, que é um corolário da primeira, é a gradativa alteração no papel do acadêmico, derivada também das formas de avaliação da “produção”, e da valorização direta ou indireta que elas acarretam para a função de “pesquisador” (mesmo em áreas nas quais “pesquisa” parece um termo muito pouco adequado para representar o trabalho efetivo de construção do conhecimento), em detrimento do papel tradicional do acadêmico sênior, que era o de “professor”. A terceira, por fim, é uma reflexão sobre a erosão da auctoritas na área das Humanidades.

Um ponto a destacar, de grande relevância para a discussão seja do sentido da publicação acadêmica, seja da atuação didática, e com fortes implicações na questão da avaliação, é a diferença radical entre a forma de organização tradicional e de produção de conhecimento entre as ciências aplicadas e as ciências humanas. Um dos principais pontos discutidos neste tópico é a forma como se processa a seleção, revisão por pares e atualização da bibliografia numa área como a da crítica literária ou a sociologia, por um lado, e como a da Química ou da Medicina, por outro.

Paulo Franchetti nasceu em Matão (SP) em 1954. Desde 1986 foi professor de Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutorou-se pela Universidade de São Paulo em 1992. Ainda na UNICAMP, obteve por concurso público o título de Livre-Docente (1999) e, posteriormente, o de Professor Titular (2004). Aposentou-se, em 2015, continuando, porém, vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem como professor e orientador de pós-graduação. Integra a Comissão de Acompanhamento Externa (CAE) do programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, da FLUC. Publicou, no Brasil, entre outros livros, os ensaios Alguns aspectos da teoria da poesia concreta (1989 – 4ª Ed. 2012), Nostalgia, exílio e melancolia – leituras de Camilo Pessanha (2001), Estudos de literatura brasileira e portuguesa (2007) e, com Elza Taeko Doi, o volume Haikai – antologia e história (1990 – 4ª ed. 2012). Preparou, também no Brasil, para a Ateliê Editorial, edições comentadas (precedidas de ensaio sobre a estrutura e características de cada obra, bem como de análise estendida da tradição interpretativa) de O Primo Basílio (1998), Coração, cabeça e estômago (2003), Iracema (2007), A cidade e as serras (2007), Dom Casmurro (2008), Clepsidra (2009), O cortiço (2011). Em Portugal, publicou a edição crítica da Clepsydra, de Camilo Pessanha (1995); a antologia As aves que aqui gorjeiam – a poesia do Romantismo ao Simbolismo (2005) e o ensaio O essencial sobre Camilo Pessanha (2008). É também autor da novela O sangue dos dias transparentes (2003), da coletânea de haicais Oeste/Nishi (2008), do livro de sátiras Escarnho (2009) e dos livros de poemas Memória futura (2010) e Deste lugar (2012).

De maio de 2002 a maio de 2013, dirigiu a Editora da Unicamp e presidiu ao seu conselho editorial. Durante esse período, após completa reformulação acadêmica, administrativa e comercial, a Editora da Unicamp foi premiada 7 vezes com o PrÉmio Jabuti e, em pesquisa realizada junto à comunidade artística e acadêmica por um suplemento cultural de jornal de grande circulação, foi considerada a quarta mais importante editora do Brasil, no segmento público ou privado, no que toca ao interesse universitário do catálogo.

Apresentação de Em Minúsculas de Herberto Helder

03/04/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 26 de abril de 2018, pelas 16h00, na Sala Ferreira Lima (6º piso) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, será apresentada a obra Em Minúsculas, de Herberto Helder (Porto Editora, 2018). A obra será apresentada por Diana Pimentel (Universidade da Madeira) e Raquel Gonçalves (Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura), responsáveis pela edição.

Uma faceta menos conhecida de Herberto Helder, a de repórter em Angola, no semanário Notícia, motiva a obra Em Minúsculas, que reúne crónicas e reportagens realizadas pelo poeta. Este livro resulta da investigação, transcrição, revisão e selecção de textos por Daniel Oliveira, filho do escritor, Diana Pimentel e Raquel Gonçalves, e reúne o trabalho jornalístico de Herberto Helder (1930-2015), realizado em Angola entre Abril de 1971 e Junho de 1972, que assinou como Herberto Helder e Luís Bernardo.

Diana Pimentel é professora na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. Colaborou nos volumes coletivos Metodologias, Avanços em Literatura e Cultura Portuguesas (Santiago de Compostela-Faro, Através Editora, 2012), Poesia Experimental Portuguesa: Contextos, Ensaios, Entrevistas (UFP, 2014), Literatura Explicativa: Ensaios sobre Ruy Belo (Assírio & Alvim, 2015), Literatura, Cinema, Banda Desenhada (Edições Húmus, 2015) e HH: Se eu quisesse, enlouquecia (Rio de Janeiro, Oficina Raquel, 2015). Organizou, entre outras, a antologia Pontos Luminosos. Açores – Madeira: Antologia de poesia do século XX (Campo das Letras, 2007). É autora de Ver a Voz, Ler o Rosto: uma polaróide de Herberto Helder (Campo das Letras, 2007) e aerogramas (Edições Guilhotina, 2014). Organizou, com Luis Maffei, o livro de ensaios Até que. Herberto (Lisboa, Edições Guilhotina, 2016) e é autora de ca-ir.ao/centro. sobre herberto helder (Lisboa, Edições Guilhotina, 2016).

Raquel Gonçalves é licenciada em Ciências da Cultura pela Universidade da Madeira e mestre em Estudos Linguísticos e Culturais na mesma Universidade, com a dissertação Desenhar Palavras e Escrever Imagens: Uma Cartografia da Linguagem – Estudo sobre Gonçalo M. Tavares (2014). É jornalista,  integrou os quadros do Diário de Notícias do Funchal, foi colaboradora da RTP – Madeira e cronista do JM – Madeira.  Doutoranda no Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a sua investigação está centrada nas obras de Herberto Helder e Gonçalo M. Tavares.

Apresentação de Digital Media and Textuality

03/04/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 26 de abril de 2018, pelas 14h30, na Sala Ferreira Lima (6º piso) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, será apresentada a obra Digital Media and Textuality: From Creation to Archiving (transcript verlag, 2017), organizada por Daniela Côrtes Maduro. A obra é apresentada por Rui Torres (Universidade Fernando Pessoa) e Daniela Côrtes Maduro (Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra).

Rui Torres é Professor Associado com Agregação na Universidade Fernando Pessoa, onde leciona no campo da comunicação, semiótica, literatura e hipermédia. É o coordenador do Arquivo Digital da PO.EX: Poesia Experimental Portuguesa. Fundou e dirige a revista Cibertextualidades (8 volumes publicados desde 2006). É membro da direção da Electronic Literature Organization, tendo coordenado o encontro e festival da ELO realizado em 2017 na cidade do Porto: “Electronic Literature: Affiliations, Communities, Translations“. Além de inúmeros ensaios sobre poesia experimental portuguesa, é autor de uma significativa obra de literatura digital produzida ao longo de duas décadas, a maior parte da qual está disponível no seu sítio web: telepoesis. Destacam-se Poemas no meio do caminho: Poesia combinatória animada por computador (CD-ROM com programa interactivo + livro; 2012), Herberto Helder Leitor de Raul Brandão (Livro com CD-ROM multimédia Húmus Poema Contínuo; 2010) e Amor de Clarice: Poema Hipermédia (CD-ROM multimédia, CD audio e livro; 2005).

Publicado em finais de 2017, o livro Digital Media and Textuality: From Creation to Archiving resulta do colóquio internacional «Digital Media and Textuality», realizado entre 2 e 4 de novembro de 2016 na Universidade de Bremen. O colóquio, a exposição que lhe esteve associada e o livro integraram o projeto de pós-doutoramento “Shapeshifting Texts: keeping track of electronic literature” de Daniela Côrtes Maduro, realizado na Universidade de Bremen entre 2015 e 2017 com o apoio de uma bolsa do Marie Skłodowska-Curie Actions Research Fellowship Programme. Daniela Côrtes Maduro é doutorada em Materialidades da Literatura, tendo-se especializado em teoria e análise de literatura eletrónica. Além da publicação de vários artigos e da curadoria de exposições, tem colaborado com o Arquivo Digital da PO.EX e com o Electronic Literature Directory, e tem sido editora das revistas MATLIT (na qual tem sido responsável pela secção de recensões) e ebr-electronic book review. Intregou também a equipa do projeto Arquivo LdoD: Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego.

Due to computers’ ability to combine different semiotic modes, texts are no longer exclusively comprised of static images and mute words. How have digital media changed the way we write and read? What methods of textual and data analysis have emerged? How do we rescue digital artifacts from obsolescence? And how can digital media be used or taught inside classrooms?

These and other questions are addressed in this volume that assembles contributions by artists, writers, scholars and editors such as Dene Grigar, Sandy Baldwin, Carlos Reis, and Frieder Nake. They offer a multiperspectival view on the way digital media have changed our notion of textuality.

Text sample: Table of Contents + Preface + First Chapter.