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(DES)CONEXÃO: instalação ciberpoética

12/07/2018

No próximo dia 23 de julho de 2018, é inaugurada no Atelier Concorde, em Lisboa, a instalação “(DES)CONEXÃO)”, uma obra da autoria de wreading digits, que resultou de uma residência artística promovida pelo Laboratório INVITROgerador (da Universidade Aberta de Lisboa).

(DES)CONEXÃO é uma instalação ciberpoética, que combina técnicas de escrita experimental e vídeoarte, sendo o mote para uma reflexão sobre o(s) desafio(s) do imediatismo, na experiência de realidade, de nós próprios e do outro.

Numa experiência interactiva, o leitor será chamado a fazer parte da descodificação da obra, escolhendo, accionando e combinando, em tempo real, os diferentes conteúdos que a compõem e, deste modo, traçando um caminho interpretativo potencialmente único, a cada acesso.

Em exposição, durante os dias 23 a 29 de julhono Atelier Concorde (Rua Leite Vasconcelos, 43A, Lisboa).

A obra foi produzida no âmbito da residência INVITRO-Gerador “REALTIME RUNTIME PEOPLE”, da Universidade Aberta de Lisboa.

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VisoVox: Poesia Visual e Sonora

12/07/2018

No próximo dia 14 de julho de 2018, às 18h00, na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, é inaugurada a exposição «VisoVox: Poesia Visual e Sonora», com curadoria de Manuel Portela, Américo Rodrigues e José Alberto Ferreira. A exposição decorre até 30 de setembro de 2018. O programa de atividades paralelas à exposição conta com a colaboração do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, através da participação de Nuno Miguel Neves e Tiago Schwäbl (25 de julho) e de Bruno Ministro (15 de agosto).

De 14 de julho a 30 de setembro de 2018

A partir de um conjunto de obras de poesia visual e sonora em múltiplos meios – analógicos e digitais –, esta exposição interroga as relações entre som, voz, linguagem, escrita e imagem. Através de uma seleção de trabalhos produzidos nos últimos 50 anos, percorrendo a obra de artistas de referência nacional e internacional, a exposição VisoVox interroga a tensão entre som e escrita como constituintes de espaços poéticos de perceção aural, verbal e visual.

Obras de Ana Hatherly, António Aragão, Bartolomé Ferrando, Christine Wilks, David Jhave Johnston, E. M. de Melo e Castro, Enzo Minarelli, Fernando Aguiar, Franklin Valverde, Jaap Blonk, Jim Andrews, Johanna Drucker, Jörg Piringer, Jorge dos Reis, Julien Blaine, Luísa Faria, María Mencía, Miguel Azguime, Patrik Dubost, Salette Tavares, Steve McCaffery, entre outros.

Doutoramento Nº 6

29/06/2018

Realizam-se no próximo dia 12 de julho de 2018, pelas 15h00, na Sala Carlos Ribeiro, situada no Colégio de Jesus, Galeria de Geologia e Mineralogia, Largo Marquês de Pombal, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Sandra Bettencourt, candidata da quarta edição edição do Programa, que teve início em 2013-2014. A candidata apresenta a tese «Processos de retroação digital na página impressa: Intensificação e transformação da experiência do livro».

O júri, nomeado por despacho reitoral de 24 de abril de 2018, tem a seguinte constituição:
Presidente:
Ana Paula Arnaut (Professora Auxiliar com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Vogais:
Abel Barros Baptista (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Clara Rowland (Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Pedro Reis (Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa)
António Sousa Ribeiro (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Manuel Portela (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a sexta do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se numa das linhas de investigação do Programa, dedicada à análise das relações entre formas do livro e formas literárias (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). Sandra Bettencourt analisa a retroação entre digital e impresso na forma literária e bibliográfica de um conjunto de romances experimentais publicados na última década (Steve Tomasula, Salvador Plascencia, Nick Montfort e Talan Memmott).

Resumo

A presente tese de doutoramento resulta da investigação acerca de exercícios autorais e editoriais no sentido de uma reconfiguração experimental do romance impresso na cultura digital. Estes exercícios são entendidos como processos de intensificação bibliográfica, e não de uma redefinição ontológica do livro impresso. A partir do estudo de romances impressos contemporâneos, argumento que esta reconfiguração assenta em três eixos que se interrelacionam: i) Retroação: exploração e produção de metáforas da materialidade bibliográfica analógica que revelam a digitalidade implícita do livro impresso; ii) Transação: processos de transição do romance de um meio e interface para outro, segundo os quais o romance nasce digital eletrónico e se reconfigura em digital impresso, através da transcodificação das especificidades da narrativa eletrónica (programação, geração, multimédia) para as especificidades da narrativa impressa (fixação do texto na página); iii) Publicação: experimentação com a forma e com a materialidade do romance como estratégia de produção editorial, através de processos de transmediação da publicação, promoção e distribuição como estratégia da intensificação editorial.

Estes modelos processuais de escrita, publicação e leitura não estão separados das dinâmicas sociais, culturais e cognitivas da digitalidade em que se inscrevem. Neste sentido, defendo que estas retroações entre modalidades e mediações nos romances analisados devem ser entendidas como uma intensificação da experiência do livro, que envolve uma experiência crítica com os processos de mediação e remediação na construção do sentido literário.

ReCodex: Formas e Transformações do Livro

28/06/2018

© Cartaz de Rui Silva.

Nos próximos dias 11 e 12 de julho de 2018, na Sala do Instituto de Estudos Brasileiros (FLUC, 5º piso), decorre o Colóquio “ReCodex: Formas e Transformações do Livro”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e pelo Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, com o apoio do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas. João Bicker (Universidade de Coimbra) e Jorge dos Reis (Universidade de Lisboa) farão, respetivamente, as conferências de abertura e de encerramento. Este colóquio constitui uma amostra da investigação realizada no âmbito do Programa sobre as relações entre formas literárias e formas bibliográficas, em meio analógico e em meio digital.

Sinopse do Projeto

O Projeto “ReCodex: Formas e Transformações do Livro” é um dos projetos de investigação do Grupo “Mediação Digital e Materialidades da Literatura” do Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra. O seu objetivo é investigar a performatividade do livro como máquina literária, considerando quer as formas impressas, quer as formas digitais. O prefixo “Re” remete para a dinâmica retroativa de construção do objeto, isto é, uma construção que recorre ao digital para descrever o analógico, por um lado, e recorre ao analógico para descrever o digital, por outro. Assim, a relação entre digital e analógico não toma a figura de uma transição teleológica mas de um processo de intermediação que implica a copresença e coimplicação de regimes de inscrição. Esta consciência dos processos remediadores no momento atual e ao longo da história dos média manifesta-se no desenvolvimento de metodologias de análise intermédia, que tanto se aplicam a livros digitais como a livros impressos. Podemos por isso resumir os objetivos deste projeto em três perguntas de investigação: o que é um livro do ponto vista concetual e material? O que nos dizem os processos, formas e práticas literárias sobre o livro como dispositivo e como medium? Como participam as formas e transformações do livro nos processos de significação literária?  http://www.uc.pt/fluc/clp/inv/proj/meddig/recod

Conferência de Carlos Pittella

13/06/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 22 de junho de 2018, pelas 11h30, na Sala Ferreira Lima ( FLUC, 6º piso), Carlos Pittella (Universidade de Brown) fará a conferência “O corpo rizomático do Fausto pessoano”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e pelo Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra.

O Fausto de Pessoa é um signo que resiste a apenas uma definição (o que é depende da premissa por trás da pergunta), podendo ser entendido de maneiras diversas:

  1. como livro, é pelo menos quatro edições diferentes, com ambições distintas;
  2. como obra de valor artístico, é uma obra-prima ou um fracasso, dependendo dos parâmetros de avaliação;
  3. como peça de teatro, é um drama inacabado em cinco atos ou uma obra inacabável e a-linear, dependendo de como se entendam as instruções deixadas pelo autor;
  4. como arquivo material, é uma coleção de quase trezentos documentos que podem ser organizados de maneiras distintas, dependendo dos critérios de atribuição e de ordenação, e que incluem poemas, fragmentos, planos, listas, notas e outras referências a uma ou mais obras com o título «Fausto» ou uma de suas variações.

Os documentos atribuíveis ao Fausto deixados por Fernando Pessoa já foram agrupados de diversas maneiras, não só pelos quatro editores que trabalharam o corpus em projetos editoriais distintos, mas também pelos inventariantes do espólio pessoano. Muitos documentos chegam a exibir quatro numerações, cada uma delas possibilitando uma reconstrução particular e, com isso, uma visão diferenciada deste labirinto dramático. Frequentemente, um papel apresenta: uma série de algarismos romanos e indo-arábicos a lápis vermelho; algarismos indo-arábicos diferentes a lápis cinza; outra série de números carimbados a tinta vermelha; e uma quarta numeração, indicativa de páginas, num outro lápis cinza.

Apenas uma dessas numerações (o segundo lápis cinza) representa uma ordenação editorial concretizada, a saber, a da edição princeps do Fausto na antologia proposta por Eduardo Freitas da Costa. Como entender as demais cotas? Em que se teriam baseado as edições de Duílio Colombini e de Teresa Sobral Cunha em suas tentativas de recriar em 1986 e 1988, respetivamente, um drama supostamente em cinco atos?

Na edição crítica do Fausto (2018), buscou-se pela primeira vez apresentar os documentos atribuíveis a essa obra em ordem tentativamente cronológica. Assim, deparamo-nos com uma experiência de leitura bastante diferente, a qual nos desafia a questionar conceções de linearidade e de unidade. Entre outras coisas, a ordenação cronológica permite-nos acompanhar o processo de escrita em espiral do drama: entre 1907 e 1933, Pessoa rascunha, revê e muitas vezes recria cenas e poemas inteiros, por vezes de modo aparentemente incompatível com desenvolvimentos anteriores – como se existissem Faustos dentro de Faustos, num rizoma a crescer em direções diversas, labiríntica e irredutivelmente.

Carlos Pittella é poeta, educador, viajante e investigador. Licenciado em Jornalismo, fez o seu mestrado e doutoramento sobre Fernando Pessoa na PUC-Rio. Foi professor titular do Global Citizenship Experience em Chicago, onde trabalhou de 2010 a 2014. É autor de civilizações volume dois (2005, Palimage), co-autor de Como Fernando Pessoa Pode Mudar a Sua Vida (2017, Tinta-da-china), editor do Fausto pessoano (2018, Tinta-da-china) e da biografia de Pessoa escrita por Hubert Jennings, The Poet with Many Faces (2018, Gávea-Brown). É membro do conselho editorial da revista Pessoa Plural, tendo organizado o n.º 8, que foi dedicado ao arquivo Jennings e lançado como o livro People of the Archive (2016, Gávea-Brown). Pittella trabalha como investigador na Brown University (Dept. de Estudos Portugueses e Brasileiros), integrando também o Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa.

Conferência de Enéias Tavares

01/06/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 15 de junho de 2018, pelas 11h00, na Sala Ferreira Lima ( FLUC, 6º piso), Enéias Tavares (Universidade Federal de Santa Maria) fará a conferência “Literatura Fantástica em Suportes Físicos e Digitais: Universos Expandidos em Narrativas Transmídia”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e pelo Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra.

A partir da análise de três casos específicos – dos brasileiros Eduardo Spohr e Felipe Castilho e do norte-americano Christopher Kastensmidt – refletiremos sobre o aspecto material da produção literária e sua recepção, com especial atenção à narrativa transmídia, definida aqui como o fracionamento de partes de uma única história em diferentes suportes e mídias. Tais autores têm produzido universos ficcionais complexos que partem da literatura e espraiam-se para jogos analógicos e digitais, audiodramas, histórias em quadrinhos, guias ilustrados e portais virtuais. Tais ações criativas e editoriais têm resultado em universos ficcionais expandidos e em uma positiva ampliação da concepção atual de termos como literatura, cultura e narratividade, além da importante função de formar jovens e apaixonados leitores.  A presente atividade objetiva discutir os problemas teóricos e críticos norteadores da pesquisa de pós-doutoramento executado pelo pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (Brasil) na Universidade de Coimbra.

Enéias Tavares é Professor Adjunto 3 na Universidade Federal de Santa Maria (Brasil), onde ensina Literatura Clássica e Escrita de Ficção, orientando trabalhos sobre os Livros Iluminados de William Blake, Narrativa Transmídia e Literatura Fantástica Brasileira. Além disso, é escritor, tradutor e produtor cultural, sendo o criador das séries literárias Brasiliana Steampunk (www.brasilianasteampunk.com.br) e Guanabara Real.

Pessoa lê o Algoritmo

01/06/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 13 de junho de 2018, pelas 16h00, no Anfiteatro V (FLUC, 6º piso), Nuno Meireles apresenta «Pessoa lê o Algoritmo: Performance de leitura por Pessoa ele-mesmo de 130 fragmentos do Arquivo LdoD selecionados maquinicamente». Esta leitura assinala os 130 anos de Fernando Pessoa (nascido a 13 de junho de 1888) e os 180 dias do Arquivo LdoD: Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego (publicado a 14 de dezembro de 2017). Organização do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra.

Nuno Meireles é licenciado em Estudos Teatrais pela ESMAE-IP, docente no Curso de Teatro da ESAP e no Curso de Animação e Produção Artística da ESE-IPB. Estreou-se como ator na Expo 98 com o Teatro de Marionetas do Porto. Desde então, colaborou como ator com A Escola da Noite, Seiva Trupe e Teatro Maizum, entre outros. Estudou Biomecânica Teatral de Meyerhold com Gennadi Bogdanov e dirige o Teatro do Filósofo com o Parvo atado ao pé, de exploração de textos de Gil Vicente. Tem desenvolvido atividades de poesia dita, em especial de Fernando Pessoa, de quem encenou e recitou múltiplos textos, de “Tabacaria” à “Mensagem”. Destaca-se “125 poemas nos 125 anos de Fernando Pessoa”, maratona poética nas livrarias da cidade do Porto. Atualmente é estudante do Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura da FLUC, procurando investigar a intermedialidade em Gil Vicente.