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Summer School 6

28/07/2018

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Decorreu entre 16 e 19 de julho de 2018 no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (Polo II) a 6ª Summer School em Materialidades da Literatura, que teve por título «Oficina de Processing». O curso introduziu a linguagem e ambiente de programação Processing, uma plataforma destinada a simplificar a escrita de programas de contexto maioritariamente visual e com larga aplicação nas artes visuais, new media e design. A formação foi coordenada pelo Professor Pedro Martins e assegurada igualmente pelo Professor Hugo Gonçalo Oliveira e por João Cunha, do Departamento de Engenharia Informática (DEI) com experiência no ensino de disciplinas de programação e design.

Os nove participantes na oficina puderam aplicar os princípios básicos da programação em Processing (noções gerais de programação como funções e variáveis, estruturas de repetição e decisão, e operadores) na construção de trabalhos de textualidades digitais, animação, som e interação. Exploraram-se assim os usos literários dos meios digitais, conforme abordados no Programa DML, e os cruzamentos disciplinares com diferentes áreas da computação do DEI. Os participantes ficaram ainda a conhecer diversos projetos desenvolvidos no âmbito do CDV Lab (Computer Design and Visualization Lab): Emojinating, Mobiliário Sonoro, Photogrowth: Ant Painting, Graphic Narratives, Data Book Covers, entre outros.

Esta Summer School constituiu-se como mais uma iniciativa de colaboração do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura com o DEI, que tem consistido numa crescente colaboração em projetos de investigação e em projetos de mestrado e doutoramento, em particular em áreas como design multimédia, design de jogos, visualização e processamento de linguagem natural. Refiram-se os seguintes projetos em curso: visualizações de “Canções do Exílio” de Joshua Enslen; “Máquinas do Desassossego”, de Luís Lucas Pereira; e ainda o projeto de doutoramento “Linguagem e criatividade em sistemas de geração automática de narrativas”, de Mariana Ferreira.

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Christopher Kastensmidt e a série A Bandeira do Elefante e da Arara

16/07/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 24 de julho de 2018, pelas 11h30, na Sala do Instituto de Estudos Brasileiros (FLUC, 5º piso), Enéias Tavares (Universidade Federal de Santa Maria) fará a conferência “Um Brasil Colonial Fantástico e Transmídia: Christopher Kastensmidt e a série A Bandeira do Elefante e da Arara”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e pelo Instituto de Estudos Brasileiros.

Quais os efeitos de se comunicar a jovens leitores o passado de um país através de um modo narrativo fantástico que recria folclore, história e geografia usando recursos literários, gameficados e digitais? O objetivo desta conferência é analisar a série transmídia A Bandeira do Elefante e da Arara, criada pelo estadunidense radicado brasileiro Christopher Kastensmidt. Através de livros, quadrinhos e jogos, entre outras ações que já ganharam países como Estados Unidos, Espanha e China, Kastensmidt tem reimaginado o Brasil Colonial através de uma perspectiva fantástica, conquistando audiências de variadas faixas etárias. Nesta conferência, que integra a investigação de pós-doutoramento “Séries Literárias & Narrativas Transmídia: Universos Expandidos em Suportes Físicos e Digitais”, veremos como literatura, banda desenhada, RPG, sites e redes sociais podem ser usados para criar e expandir um universo ficcional transmidiático.

Enéias Tavares é Professor Adjunto 3 na Universidade Federal de Santa Maria (Brasil), onde ensina Literatura Clássica e Escrita de Ficção, orientando trabalhos sobre os Livros Iluminados de William Blake, Narrativa Transmídia e Literatura Fantástica Brasileira. Além disso, é escritor, tradutor e produtor cultural, sendo o criador das séries literárias Brasiliana Steampunk (www.brasilianasteampunk.com.br) e Guanabara Real.

Arquivo LdoD no “90 segundos de ciência”

16/07/2018

Na Universidade de Coimbra, um grupo de investigadores desenvolve um projecto que pretende ser uma espécie de arquivo infinito do Livro do Desassossego, permitindo aos leitores criar a sua própria edição deste livro, assinado por Bernardo Soares, um semi-heterónimo de Fernando Pessoa. (Programa da série “90 segundos de ciência”, emitido pela Antena 1, a 13 de julho de 2018. Disponível em Podcast em http://www.rtp.pt//play).

(DES)CONEXÃO: instalação ciberpoética

12/07/2018

No próximo dia 23 de julho de 2018, é inaugurada no Atelier Concorde, em Lisboa, a instalação “(DES)CONEXÃO)”, uma obra da autoria de wreading digits, que resultou de uma residência artística promovida pelo Laboratório INVITROgerador (da Universidade Aberta de Lisboa).

(DES)CONEXÃO é uma instalação ciberpoética, que combina técnicas de escrita experimental e vídeoarte, sendo o mote para uma reflexão sobre o(s) desafio(s) do imediatismo, na experiência de realidade, de nós próprios e do outro.

Numa experiência interactiva, o leitor será chamado a fazer parte da descodificação da obra, escolhendo, accionando e combinando, em tempo real, os diferentes conteúdos que a compõem e, deste modo, traçando um caminho interpretativo potencialmente único, a cada acesso.

Em exposição, durante os dias 23 a 29 de julhono Atelier Concorde (Rua Leite Vasconcelos, 43A, Lisboa).

A obra foi produzida no âmbito da residência INVITRO-Gerador “REALTIME RUNTIME PEOPLE”, da Universidade Aberta de Lisboa.

VisoVox: Poesia Visual e Sonora

12/07/2018

No próximo dia 14 de julho de 2018, às 18h00, na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, é inaugurada a exposição «VisoVox: Poesia Visual e Sonora», com curadoria de Manuel Portela, Américo Rodrigues e José Alberto Ferreira. A exposição decorre até 30 de setembro de 2018. O programa de atividades paralelas à exposição conta com a colaboração do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, através da participação de Nuno Miguel Neves e Tiago Schwäbl (25 de julho) e de Bruno Ministro (15 de agosto).

De 14 de julho a 30 de setembro de 2018

A partir de um conjunto de obras de poesia visual e sonora em múltiplos meios – analógicos e digitais –, esta exposição interroga as relações entre som, voz, linguagem, escrita e imagem. Através de uma seleção de trabalhos produzidos nos últimos 50 anos, percorrendo a obra de artistas de referência nacional e internacional, a exposição VisoVox interroga a tensão entre som e escrita como constituintes de espaços poéticos de perceção aural, verbal e visual.

Obras de Ana Hatherly, António Aragão, Bartolomé Ferrando, Christine Wilks, David Jhave Johnston, E. M. de Melo e Castro, Enzo Minarelli, Fernando Aguiar, Franklin Valverde, Jaap Blonk, Jim Andrews, Johanna Drucker, Jörg Piringer, Jorge dos Reis, Julien Blaine, Luísa Faria, María Mencía, Miguel Azguime, Patrik Dubost, Salette Tavares, Steve McCaffery, entre outros.

Doutoramento Nº 6

29/06/2018

Realizam-se no próximo dia 12 de julho de 2018, pelas 15h00, na Sala Carlos Ribeiro, situada no Colégio de Jesus, Galeria de Geologia e Mineralogia, Largo Marquês de Pombal, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Sandra Bettencourt, candidata da quarta edição edição do Programa, que teve início em 2013-2014. A candidata apresenta a tese «Processos de retroação digital na página impressa: Intensificação e transformação da experiência do livro».

O júri, nomeado por despacho reitoral de 24 de abril de 2018, tem a seguinte constituição:
Presidente:
Ana Paula Arnaut (Professora Auxiliar com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Vogais:
Abel Barros Baptista (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Clara Rowland (Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Pedro Reis (Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa)
António Sousa Ribeiro (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Manuel Portela (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a sexta do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se numa das linhas de investigação do Programa, dedicada à análise das relações entre formas do livro e formas literárias (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). Sandra Bettencourt analisa a retroação entre digital e impresso na forma literária e bibliográfica de um conjunto de romances experimentais publicados na última década (Steve Tomasula, Salvador Plascencia, Nick Montfort e Talan Memmott).

Resumo

A presente tese de doutoramento resulta da investigação acerca de exercícios autorais e editoriais no sentido de uma reconfiguração experimental do romance impresso na cultura digital. Estes exercícios são entendidos como processos de intensificação bibliográfica, e não de uma redefinição ontológica do livro impresso. A partir do estudo de romances impressos contemporâneos, argumento que esta reconfiguração assenta em três eixos que se interrelacionam: i) Retroação: exploração e produção de metáforas da materialidade bibliográfica analógica que revelam a digitalidade implícita do livro impresso; ii) Transação: processos de transição do romance de um meio e interface para outro, segundo os quais o romance nasce digital eletrónico e se reconfigura em digital impresso, através da transcodificação das especificidades da narrativa eletrónica (programação, geração, multimédia) para as especificidades da narrativa impressa (fixação do texto na página); iii) Publicação: experimentação com a forma e com a materialidade do romance como estratégia de produção editorial, através de processos de transmediação da publicação, promoção e distribuição como estratégia da intensificação editorial.

Estes modelos processuais de escrita, publicação e leitura não estão separados das dinâmicas sociais, culturais e cognitivas da digitalidade em que se inscrevem. Neste sentido, defendo que estas retroações entre modalidades e mediações nos romances analisados devem ser entendidas como uma intensificação da experiência do livro, que envolve uma experiência crítica com os processos de mediação e remediação na construção do sentido literário.

ReCodex: Formas e Transformações do Livro

28/06/2018

© Cartaz de Rui Silva.

Nos próximos dias 11 e 12 de julho de 2018, na Sala do Instituto de Estudos Brasileiros (FLUC, 5º piso), decorre o Colóquio “ReCodex: Formas e Transformações do Livro”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e pelo Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, com o apoio do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas. João Bicker (Universidade de Coimbra) e Jorge dos Reis (Universidade de Lisboa) farão, respetivamente, as conferências de abertura e de encerramento. Este colóquio constitui uma amostra da investigação realizada no âmbito do Programa sobre as relações entre formas literárias e formas bibliográficas, em meio analógico e em meio digital.

Sinopse do Projeto

O Projeto “ReCodex: Formas e Transformações do Livro” é um dos projetos de investigação do Grupo “Mediação Digital e Materialidades da Literatura” do Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra. O seu objetivo é investigar a performatividade do livro como máquina literária, considerando quer as formas impressas, quer as formas digitais. O prefixo “Re” remete para a dinâmica retroativa de construção do objeto, isto é, uma construção que recorre ao digital para descrever o analógico, por um lado, e recorre ao analógico para descrever o digital, por outro. Assim, a relação entre digital e analógico não toma a figura de uma transição teleológica mas de um processo de intermediação que implica a copresença e coimplicação de regimes de inscrição. Esta consciência dos processos remediadores no momento atual e ao longo da história dos média manifesta-se no desenvolvimento de metodologias de análise intermédia, que tanto se aplicam a livros digitais como a livros impressos. Podemos por isso resumir os objetivos deste projeto em três perguntas de investigação: o que é um livro do ponto vista concetual e material? O que nos dizem os processos, formas e práticas literárias sobre o livro como dispositivo e como medium? Como participam as formas e transformações do livro nos processos de significação literária?  http://www.uc.pt/fluc/clp/inv/proj/meddig/recod