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Coleção Cibertextualidades, Volume 1

29/07/2019

Fobias, Fonias, Fagias (2019).

As Publicações Universidade Fernando Pessoa acabam de lançar o Volume 1 da nova coleção de livros “Cibertextualidades”: Torres, Rui & Kozak, Claudia, orgs. (2019). Fobias – Fonias – Fagias. Escritas Experimentais e Eletrónicas Ibero-Afro-Latinoamericanas. Coleção Cibertextualidades, Vol. 1. Porto: Publicações Universidade Fernando Pessoa. ISBN: 978-989-643-155-6. ISSN: 1646-4435. O livro circula gratuitamente como eBook, depositado no Repositório Institucional da UFP:
Sinopse:
Reunindo artigos, ensaios visuais e poemas de 28 autores, “Fobias-Fonias-Fagias”, organizado por Rui Torres e Claudia Kozak, aborda escritas experimentais e eletrónicas Ibero-Afro-Latinoamericanas. Três ângulos evocam ressonâncias múltiplas transitadas pela experimentação poética em espanhol e português, contra as hegemonias do sentido comum da cultura digital: o medo (Fobias), a voz (Fonias) e o diálogo (Fagias), condições de sobrevivência num tempo marcado pela dúvida, mas também por novos agenciamentos e resistências.
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Ensino da Literatura Digital – Teaching Digital Literature

13/07/2019

Nos próximos dias 25 e 26 de julho de 2019, entre as 9h00 e as 18h00, decorrerá na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra o colóquio internacional “Ensino da Literatura Digital – Teaching Digital Literature“. Trata-se de uma iniciativa organizada pelo Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, Centro de Literatura Portuguesa e Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Coimbra, sob a coordenação de Ana Maria Machado. A sessão inaugural conta com a presença de João Costa (Secretário de Estado da Educação), Teresa Calçada (Comissária do Plano Nacional de Leitura) e Carlos Reis (Coordenador do Centro de Literatura Portuguesa). As conferências de abertura e encerramento serão proferidas, respetivamente, por Roberto Simanowski (Universidade de Basileia) e Scott Rettberg (Universidade de Bergen). O colóquio inclui também, na manhã do dia 26 de julho, uma oficina dedicada ao uso do Arquivo LdoD em sala de aula: “Arquivo LdoD em Prática: dinâmicas digitais de leitura, edição e escrita do Livro do Desassossego“. O programa integral do colóquio está disponível nesta ligação.

Dois projetos de investigação, desenvolvidos no âmbito do Grupo «Mediação Digital e Materialidades da Literatura», estão diretamente ligados ao tema deste colóquio: Inanimate Alice: Tradução de Literatura Digital em Contexto Educativo (2016-2018) e Murais e Literatura: A Criação Digital em Contexto Educativo (2018-2020). Refiram-se ainda os projetos de tese de doutoramento de Ana Albuquerque e Aguilar (PD/BD/128027/2016), «Educação Literária na Era Digital: O Contributo da Literatura Eletrónica» (2018-2020) e de Thales Estefani Pereira (PD/BD/142772/2018), «Atravessando a floresta entre o mundo imaginário e o real: Capuchinho Vermelho em transformação transmedial» (2019-2021). Destaque-se também a  integração da tradução portuguesa da obra Alice Inanimada (realizada no âmbito do projeto referido acima) no Plano Nacional de Leitura (Ler +), em abril de 2018.

Com este colóquio, o Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura dá continuidade à investigação sobre questões de mediação e literacia digitais, expressa em várias atividades anteriores: ACTAMEDIA – Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital (18-19 de novembro de 2014, em colaboração com a Universidade de São Paulo); Digital Literary Studies (14-15 de maio de 2015); Language and the Interface (14-15 de maio de 2015); Humanidades Digitais em Portugal: Construir pontes e quebrar barreiras na era digital (8-9 de outubro de 2015, organização do IHC e FCSH-Universidade Nova de Lisboa, CLUL-Universidade de Lisboa, CLP-Universidade de Coimbra e CIDEHUS-Universidade de Évora); colaboração no colóquio internacional Digital Media and Textuality (2-5 de novembro de 2016, organização do Bremer Institut für transmediale Textualitätsforschung – BITT); colaboração no congresso internacional Electronic Literature: Affiliations, Communities, Translations (18-22 de julho de 2017, organização da Universidade Fernando Pessoa). Vejam-se ainda os seguintes números da revista MATLIT: Volume 3.1 (2015), Volume 4.1 e 4.2 (2016), Volume 6.1, 6.2 e 6.3 (2018).

No último quarto de século, a discrepância entre o volume da investigação em literatura eletrónica e a que diz respeito ao seu ensino tem sido superada pela emergência de algumas abordagens importantes para a sua lecionação, especialmente no campo das humanidades digitais, mas também na sua introdução na educação formal, da educação infantil e do ensino básico aos ensinos secundário e superior. A atual investigação sobre o ensino da literatura eletrónica consiste em trazer estas obras para a sala de aula e proporcionar experiências de leitura literária digital aos estudantes. No entanto, estas práticas têm ainda pouca expressão nos diferentes níveis de ensino, talvez porque os responsáveis são os denominados imigrantes digitais, e não os nativos e, por consequência, à exceção de algumas universidades, as escolas refletem escassamente os desafios educativos da literatura eletrónica.

Uma das razões invocadas para justificar a situação atual prende-se com a natureza híbrida e transdisciplinar da literatura eletrónica e com a consequente necessidade de juntar diferentes áreas de conhecimento para compreender a sua peculiaridade estética.

Com o estudo da literatura eletrónica não se pretende de forma alguma negar ou substituir a tradicional literatura impressa. Pelo contrário, esta área de estudos pretende abrir novos horizontes literários, através da leitura e utilização de outros tipos de texto, como, por exemplo, hipertexto, texto multimodal, texto não‑linear ou texto generativo, por forma a desenvolver as competências literárias dos estudantes, melhorando, em última análise, a competência de leitura literária em meio impresso. Com efeito, o potencial da literatura eletrónica é imenso, pois ela promove a criatividade, desenvolve a sensibilidade estética em ambiente digital, questiona a figura autoral, colocando os leitores e utilizadores numa situação mais dinâmica, participativa, interativa e imersiva.

Do ponto de vista da investigação, têm sido feitos esforços para expandir a análise e a terminologia dos estudos literários e para criar uma e-literacia, ou seja, uma forma de olhar que vá além do modelo da literacia impressa. Estes esforços responderam a algumas das questões levantadas pela migração do impresso para o digital, mais especificamente para preencher a lacuna de modelos críticos para a interpretação deste tipo de obras e de terminologia específica para analisar e ensinar literatura eletrónica. Assim, foi feito um trabalho considerável para perceber a figuração e o estranhamento perante um conjunto de elementos navegativos, interativos, visuais, sonoros e performativos na interação com o texto, no processo ergódico, proporcionado pela literatura eletrónica, que requer uma ação exploratória física por parte do seu destinatário. Além de exigir familiaridade com estas características, a literatura digital também levanta a questão de saber se professores e alunos deveriam ter conhecimentos de programação ou mesmo se é possível ensinar e compreender obras digitais, em profundidade, sem este conhecimento específico. Cumpre, pois, discutir questões como: deveria o contexto educativo atual aproveitar o currículo oculto dos nativos digitais, explorando criticamente as possibilidades criativas, lúdicas e estéticas proporcionadas pelos objetos digitais? Poderão professores, bibliotecários, mediadores de leitura ou outros agentes educativos e literários ignorar a literatura digital infantil e juvenil, dado que ela propicia a participação lúdica dos jovens leitores e expande as suas competências criativas, imaginativas e críticas? Quão relevantes são estes artefactos, bem como a suas dimensões estética e expressiva para o desenvolvimento de uma literacia digital crítica?

Projetos de tese 2019

01/07/2019

A oitava edição do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura teve início no 2º semestre do ano letivo 2017-2018. Tal como previsto pelo plano de estudos (https://matlit.wordpress.com/programa/), no final do terceiro semestre realiza-se uma prova de qualificação, que consiste na defesa pública do projeto de tese de doutoramento. As provas de qualificação da oitava edição do Programa têm lugar nos dias 10 e 11 de julho 2019, de acordo com o horário indicado a seguir:

10 de julho de 2019
Projeto: Thales Estefani Pereira (PD/BD/142772/2018), «Atravessando a floresta entre o mundo imaginário e o real: Capuchinho Vermelho em transformação transmedial»
Hora: 10h00, Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC)
Júri
Ana Maria Machado (UC, pres.)
Sara Reis da Silva (Universidade do Minho, arguente)
Paulo Pereira (UC, orient.)

Projeto: Nuno Miguel Santos Meireles (PD/BD/142766/2018), «A voz que reescreve: farsas, comédias e moralidades de Gil Vicente lidas com o ouvido em mediação videográfica. Preliminares para um arquivo digital performativo do teatro vicentino»
Hora: 11h30, Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC)
Júri
Paulo Pereira (UC, pres.)
José Camões (FLUL, arguente)
José Augusto Bernardes (UC, orient.)

Projeto: Patrícia Rodrigues Esteves Reina (PD/BD/142770/2018), «Espaço para fazer sentido: a multidimensionalidade da expressão tipográfica nas obras de Johanna Drucker»
Hora: 14h30, Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC)
Júri
Clara Keating (UC, pres.)
Sofia Leal Rodrigues (FBAUL, arguente)
Manuel Portela (UC, orient.)

Projeto: Pedro José Sá Gonçalves Valentim (PD/BD/142769/2018), «A Malanderer, a Badlander & a Thief — Nick Cave e a Figura do Poeta Maldito»
Hora: 16h00, Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC)
Júri
Manuel Portela (UC, pres.)
Armando Nascimento Rosa (Escola Superior de Teatro e Cinema, IPL, arguente)
Osvaldo Manuel Silvestre (orient.)*
*Paulo Pereira (UC, vogal [em substituição do orientador])

11 de julho de 2019
Projeto:  Francisco Ricardo Cipriano Silveira (PD/BD/142771/2018), «O Sublime Ecfrástico dos Vídeos Musicais: um travelling literário a partir da letra»
Hora: 11h00, Sala Ferreira Lima (6º piso, FLUC)
Júri
Clara Keating (UC, pres.)
Sérgio Dias Branco (FLUC, arguente)
Manuel Portela (UC, orient.)

 

As provas relativas aos nove projetos de tese da sétima edição do Programa realizaram-se a 18, 19 e 26 de janeiro de 2018, e a 10 de julho de 2018.

As provas relativas aos nove projetos de tese da sexta edição do Programa realizaram-se a 18, 19 e 20 de janeiro de 2017.

As provas relativas aos oito projetos de tese da quinta edição do Programa realizaram-se a 29 de janeiro e 3 de fevereiro de 2016.

As provas relativas aos cinco projetos de tese da quarta edição do Programa realizaram-se a 23 de janeiro de 2015.

As provas relativas aos cinco projetos de tese da terceira edição do Programa realizaram-se a 24 de janeiro de 2014.

As provas relativas aos três projetos de tese da segunda edição do Programa realizaram-se a 1 de fevereiro de 2013.

As provas relativas aos quatro projetos de tese da primeira edição do Programa realizaram-se a 27 de janeiro de 2012.

MATLIT-RIT Summer School (2ª edição)

30/06/2019

Texto de Ana Sabino, Rui Silva, Ana Albuquerque e Aguilar, Mariana Chinellato Ferreira e Tiago Schwäbl.

MATLIT-RIT Summer School 2019, 4 de junho de 2019. Foto de Trent Hergenrader.

No primeiro módulo, baseado na linha de investigação ReCodex – Formas e transformações do livro, os doutorandos Ana Sabino e Rui Silva apresentaram aos alunos a obra A Reinvenção da Leitura, de Ana Hatherly, composta por um ensaio e seguida por dezanove textos visuais. No ensaio, a autora traça uma breve história do poema visual, ou imagem/texto, começando por relembrar que a escrita é a pintura de palavras, e prossegue para uma fundamentação da sua própria experimentação prática, ela mesma situada entre a pintura e a escrita. A aula pretendeu dar a conhecer a história da poesia visual tal como ela é descrita por Hatherly, e dar a experimentar aos alunos as fronteiras entre o desenho e a escrita, o verbal e o visual, o semântico e o assémico. Durante a manhã a aula foi teórica, fundamentando as experiências materiais que se seguiram, na parte da tarde, quando os alunos foram levados a fazer uma série de exercícios práticos. Estes foram concebidos para questionar as diferenças entre o desenho e a escrita ao nível do gesto, da postura da mão e do corpo, da escala, ou da modularidade do traço, permitindo também aos alunos refletir sobre as suas opções, e, finalmente, sobre a possibilidade de levar as questões levantadas para o meio digital.

ReCodex: MATLIT-RIT-Módulo 1. Sala 6, FLUC, 4 de junho de 2019. Foto de Ana Albuquerque e Aguilar.

No início do módulo 2 (Ex Machina 1), fez-se uma breve introdução à literatura eletrónica, partindo de teorização de Katherine Hayles (2008) e Scott Rettberg (2018), abordando-se conceitos fundamentais que permitissem aos alunos apreciar, analisar e discutir teoricamente as obras propostas. Do mesmo modo, com base em conceitos e postulações de Italo Calvino, Gérard Genette, Ted Nelson, Roland Barthes, Jay David Bolter, Richard Grusin e Manuel Portela, debateu-se a relação da literatura eletrónica com o cânone, tendo os alunos explorado, individualmente e em grupo, diversos poemas de Rui Torres, obras de Serge Bouchardon, os primeiros episódios de Inanimate Alice, bem como Spot, Lil’ Red, Salt Immortal Sea, 80 Days, A Duck Has an Adventure e Little Red Riding Hood (Nosy Crow). Assim, na segunda parte da sessão, os alunos conceptualizaram uma obra de literatura eletrónica, apresentando e discutindo as ideias e os esboços com os colegas e com a doutoranda Ana Albuquerque e Aguilar, responsável pelo módulo.

O terceiro módulo, Ex Machina 2, utilizou-se dos cinco elementos propostos por Espen Aarseth para ler e interpretar Literatura Digital: dados, processos, interações, superfícies e contexto. Na primeira parte da aula, a doutoranda Mariana Chinellato Ferreira propôs a análise de obras generativas desenvolvidas com RiTa Toolkit para a linguagem Processing do ponto de vista dos “cinco elementos”. As obras fazem parte do acervo da galeria virtual de obras desenvolvidas com a biblioteca RiTa e os alunos tiveram liberdade para escolher e explorar as obras que mais lhes agradassem. Em seguida, foi proposto que os alunos expusessem aos colegas suas escolhas, apontando os cinco elementos encontrados nas obras. Na segunda parte da aula, os alunos os alunos trabalharam, também, a noção da escrita constrangida, enquanto utilizavam o Processing e a biblioteca RiTa para criar seus próprios sistemas generativos, com base nos modelos da própria biblioteca, nos códigos disponibilizados pelos criadores na galeria virtual, ou criando seu próprio código. Os alunos empenharam-se bastante e apresentaram resultados extremamente criativos.

Ex Machina 3: MATLIT-RIT-Módulo 3. Sala 6, FLUC, 6 de junho de 2019. Foto de Mariana Chinellato Ferreira.

O módulo 4 do curso de verão das Materialidades da Literatura ministrado ao grupo de nove alunos do Rochester Institute of Technology (RIT) – NY/ EUA – esteve a cargo do departamento VOX MEDIA, que tem como propósito representa[r] uma área de pesquisa unificada pelo estudo das materialidades sonoras da comunicação na literatura e no diálogo desta com áreas limítrofes (performance, tecnologias de gravação e reprodução, intermedialidade, remediação, etc.).

Propunha-se para este módulo escutar tentativas de (re)colocação da voz (humana) através de diferentes organismos – laringe, instrumentos musicais, e outros aparelhos de difusão, gravação, imitação e recuperação de som. Para tal, impôs-se uma playlist, em torno da qual gravitavam os conceitos teóricos – e respetiva discussão, a várias vozes (sintéticas, gravadas, vivas) – que o som provocava. Os exemplos sonoros distribuíam-se nas seguintes categorias: 1. próteses e samplificação (por exemplo: Elizabeth Veldon, Erin Gee ou Stine Janvin), em registos de voz sintetizada (ou comportando-se como tal), máquinas analógicas imitando a síntese ou instrumentos elétricos imitando sístole/ respiração. 2. pássaros amplificados (por ex.: Phil Minton, Ute Wassermann ou Isabelle Duthoit), vozes humanas que rasam os limites aviários. 3. rádio (Gregory Whitehead, Hipoglote, Fernando Munizaga), construções sonoras que refletem não só sobre a linguagem como refletem os discursos do mundo. 4. avant-garde (Hugo Ball, Kurt Schwitters, Alessandra Eramo), exemplos de recuperação e remediação de textos e descrições do início do século XX. 5. Velhos aparelhos (Wolfgang von Kempelen, Scott de Martinville), as primeiras investigações e concretizações sonoras e respetiva contextualização histórica.

Vox Media: MATLIT-RIT-Módulo 4. RUC (Rádio Universidade de Coimbra), 7 de junho de 2019. Foto de Diego Gimenez.

A ênfase pesou sobre o elemento técnico – pouco se falou de poesia sonora –, mas o estranhamento foi o mesmo. No final da exposição abriu-se espaço para perguntas, e a reflexão foi levada pelos próprios alunos aos lugares da linguagem e suas fronteiras. Seguiu-se a preparação das tarefas vespertinas. Por um acaso feliz, o módulo Vox Media coincidiu com o dia de emissão semanal do HIPOGLOTE, programa de poesia sonora da Rádio Universidade de Coimbra (RUC). Coube aos alunos apresentar em direto as suas explorações vocais – o resultado foi surpreendente, pela sua variedade, entusiasmo e libertação!

Quanto ao curso em geral: este formato de workshop (teoria + prática) funciona muito bem e deveria ser levado a outras Universidades (nacionais e internacionais), bem como – talvez mais importante ainda – cá dentro, à própria Universidade de Coimbra. A hipótese de gestão e lecionamento providenciada aos estudantes de doutoramento devia ser uma necessidade evidente nas universidades, permitindo uma clarificação das ideias e argumentos desenvolvidos no decurso da investigação, o respetivo confronto com o exterior, e preparação de valências para futuros certamente incertos. Num segundo passo, seria talvez desejável adicionar o intercâmbio a todo este processo, de forma a que as trocas passassem a ser bilaterais. De resto, no campo cultural e social, a semana foi uma aprendizagem de parte a parte: perceção de sistemas de ensino radicalmente diferentes; visita ao património nacional, contacto entre estudantes e professores, troca gastronómica: loquats, entre outros.

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Visita de estudo ao Museu e Ruínas de Conimbriga. Visita guiada pelo Doutor Virgílio Correia. Almoço no Castelo da Lousã, seguido de caminhada na Serra da Lousã e visita à aldeia de xisto Talasnal. Caminhada e visita guiadas por Hugo Francisco, 8 de junho de 2019.

MATLIT-RIT Summer School 2017 (1ª edição)

Ana Hatherly: Programabilidade e Criação

27/06/2019

A Conferência “Ana Hatherly: Programabilidade e Criação” tem lugar no próximo dia 29 de junho de 2019, das 10h00 às 18h00, no Auditório do Centro Cultural de Cascais. Trata-se de uma iniciativa coordenada por Ana Marques com o apoio da Cátedra Cascais Interartes, da Fundação D. Luís I. Programa da Conferência “Ana Hatherly: Programabilidade e Criação”

O tema “Programabilidade e Criação” pretende interrogar o conceito de ‘programa’ através da reflexão sobre a importância de restrições na produção de objectos artísticos. O conceito de programa, explorado em termos teóricos e práticos na obra literária e plástica de Ana Hatherly, permite averiguar a produtividade dos mecanismos criativos associados à exploração de constrangimentos que operam como ferramentas de composição, sendo a sua descoberta parte integrante do jogo artístico. As experiências estéticas associadas à programabilidade centram-se, por isso, mais nos próprios processos de produção do que nas formas produzidas. Das experiências visuais barrocas às estéticas algorítmicas, passando por OuLiPo ou pelo concretismo, a obra de arte, fruto de um programa criativo produtor e aberto, torna-se uma máquina geradora de novos objectos. Nesta conferência pretende-se explorar a aplicabilidade do conceito de programa a diferentes linguagens artísticas, problematizando a definição de restrições e o lugar da processualidade no acto criativo e na experiência estética.

Projeto “Fragmentos em Prática” Comemora o Aniversário de Pessoa com Oficina Interativa

18/06/2019

Foi realizada a 1ª oficina presencial Fragmentos em Prática: uma introdução dinâmica ao Arquivo LdoD, no dia treze de junho de 2019, em comemoração dos 131 anos de Fernando Pessoa. A oficina foi ministrada por Cecília Magalhães com a consultoria do próprio autor, na pele de Nuno Meireles.

Imagem 1: Pessoa explora o Arquivo LdoD. Créditos: Fábio Waki.

A oficina foi composta por uma apresentação teórica a respeito da peculiaridade do Livro do Desassossego – projeto inacabado de Pessoa – que inspira a proposição do Arquivo LdoD enquanto simulador literário e potencial espaço de produção criativa. O projeto Fragmentos em Prática busca, nesse sentido, entender como tal caráter experimental do Arquivo LdoD capacita seus utilizadores por meio das funcionalidades de leitura comparada, no acesso aos documentos originais e às quatro edições críticas transcritas na plataforma assim como na própria prática de pesquisa dos conteúdos textuais e na criação de novas edições virtuais anotadas. Nesse caso, a apropriação da plataforma e dos fragmentos por parte dos utilizadores interessa não enquanto fim, mas como meio aberto à proposição de novas soluções no âmbito da literatura, mas também das artes, da educação e da investigação. Além da apresentação teórica do projeto avançamos na apresentação dinâmica e dialogada das funcionalidades Leitura, Documentos, Edições, Pesquisa e Edições Virtuais, com um pequeno debate sobre as possibilidades de utilização do Arquivo LdoD a partir das diferentes perspectivas dos participantes.

Imagens 2/3: Oficina Fragmentos em Prática ministrada por Cecília Magalhães. Créditos: Fábio Waki.

Muito além da análise das práticas criativas na plataforma, as atividades do projeto Fragmentos em Prática buscam divulgar o potencial de trabalho do Arquivo LdoD e engajar os utilizadores na formação de uma comunidade colaborativa, falante da Língua Portuguesa, no desenvolvimento e discussão de projetos nos diversos segmentos  da educação, da investigação, das práticas culturais e artísticas. Em outros termos, a ideia de apropriação das ferramentas estende-se do utilizador individual aos grupos de interesse na formação e discussão em torno da obra fragmentária de Fernando Pessoa.

Imagem 4: Ecologia de práticas criativas em torno do Arquivo LdoD. Créditos: Cecília Magalhães.

Além das oficinas presenciais para a apresentação do Arquivo LdoD e do projeto Fragmentos em Prática também estão sendo desenvolvidas oficinas online para o aprofundamento teórico e experimental nas práticas da plataforma. Essas atividades têm como enfoque a discussão e o desenvolvimento de novos projetos criativos conforme as diferentes intenções e perspectivas dos utilizadores na plataforma. Nesse caso, ainda temos como suporte didático dez vídeo-tutoriais que apresentam com detalhes as funcionalidades do Arquivo, guião e roteiro de trabalhos. Para participar do nosso projeto entre em contacto por meio dos nossos canais de comunicação via Facebook e email: <https://www.facebook.com/fragmentos.pratica/> <fragmentos.em.pratica@gmail.com>

PhD Programme in Materialities of Literature 2019-2020: applications are now open

16/06/2019

DML Guia do Programa | DML Programme Handbook

Applications for the PhD Programme in Materialities of Literature (FCT PhD Programme) for the edition beginning in 2019-2020 are now open. The applications calendar is organized into three phases: 6 places in the 1st phase, February 4 to March 29, 2019; 3 places in the 2nd phase, April 1 to July 15, 2019; 1 place in phase 3, August 19 to September 6, 2019. The announcement regarding this call can be found here.

Frequently asked questions:

A) What are the eligibility criteria for the Programme application?
The ranking of the candidates for the Programme will be made according to the following criteria:

1) Grades obtained in the previous academic degrees – BA and MA (30%);

2) Scientific merit of the candidate’s preliminary project (30%) – this preliminary project should fit into one of the Programme’s three research lines: “Ex Machina: Inscription and Literature” (cf. http://www.uc.pt/fluc/clp/inv/proj/meddig/exmach); “Vox Media: Sound in Literature” (cf. http://www.uc.pt/fluc/clp/inv/proj/meddig/voxmed); or “ReCodex: Forms and Transformations of the Book” (cf. http://www.uc.pt/fluc/clp/inv/proj/meddig/recod);

3) Specific qualifications relevant to the scientific area of the Programme (10%);

4) Scientific curriculum (10%);

5) Professional curriculum (10%);

6) Interview (10%).

B) Are there PhD Fellowships to be awarded by the Programme?
In the 2019-2020 edition there are no PhD Fellowships to be awarded by the Programme. The availability of scholarships by the Programme in the near future will depend on the result of the ongoing national evaluation of the Research & Development Units. Once admitted into the Programme, candidates may apply for the individual annual FCT grant competition.

C) How is the application made?
Applications are made through the information system of the University of Coimbra. Instructions for the online application process can be found here: http://www.uc.pt/en/candidatos/online

D) What is the annual programme fee?
The annual programme fee is currently 1,417.00€, to be payed in installments.

 

More information can be found in the following entries:

1. What is the Doctoral Programme in Materialities of Literature?

2. Curriculum structure of the Doctoral Programme in Materialities of Literature (Cf. Order No. 2666_2011, Diário da República_2ª série_Nº26_of February 7, 2011, pp. 6913-6914)

3. Guest Professors and Programme Professors of the PhD Programme in Materialities of Literature (2010-2018)

4. Students of the PhD Programme in Materialities of Literature (2010-2018)

5. Prior requirements for Applying to the Doctoral Programme in Materialities of Literature

6. Application procedures

7. Official recognition of the Programme for the purpose of promotion in the Portuguese Secondary School Teaching Career

8. Videos with testimonials from PhD students and recordings of seminars by guest professors (2011-2014)

9. MATLIT in 90 seconds (2018): ten PhD projects of the Programme explained by their respective authors in 90 seconds.

10. MATLIT: Materialities of Literature (International journal that addresses the material and technological mediations of literary practices, with a particular focus on printness, digitality, aurality, and intermediality – 10 issues published, 2013-2018)

11. LdoD Archive: Collaborative Digital Archive of the Book of Disquiet (2012-2017): main result of a research project of the Centre for Portuguese Literature funded by FCT, and which was developed within the Research Group «Digital Mediation and Materialities of Literature»

12. Ex Machina: Inscription and Literature (2015-2022): research project of the Centre for Portuguese Literature, developed within the Research Group «Digital Mediation and Materialities of Literature»

13. Vox Media: Sound in Literature (2015-2022): research project of the Centre for Portuguese Literature, developed within the Research Group «Digital Mediation and Materialities of Literature» (Vox Media website)

14. ReCodex: Forms and Transformations of the Book (2015-2022): research project of the Centre for Portuguese Literature, developed within the Research Group «Digital Mediation and Materialities of Literature»

15. Inanimate Alice: Translation of Digital Literature in an Educational Context (2016-2018): research project of the Centre for Portuguese Literature, developed within the Research Group «Digital Mediation and Materialities of Literature»

16. Digital Literary Studies (May 14-15, 2015): international conference organized by the Doctoral Programme in Materialities of Literature

17. Language and the Interface (2015): international exhibition organized by the Doctoral Programme in Materialities of Literature

18. Variations on António: A Colloquium around António Variações (7-8 December 2017): conference organized by the Doctoral Programme in Materialities of Literature and by the Area of ​​Artistic Studies of the School of Arts and Humanities at the University of Coimbra

19. Ways of Literature in MATLIT LAB: A Humanities Laboratory (2019): exhibition of experimental literary artifacts produced in the Programme

20. History of the activities of the Programme (2010-2019)

Further information: Prof. Manuel Portela, mportela@fl.uc.pt