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Conferência de Robert Glick

03/10/2018

© Cartaz de Rui Silva.

No próximo dia 16 de outubro de 2018, pelas 11h00, na Sala Ferreira Lima (FLUC, 6º piso), Robert Glick (Rochester Institute of Technology) fará a conferência “The Paradox of Wonder Woman’s Airplane and the Transmedial Novel”. Esta iniciativa é organizada pelo Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e Centro de Literatura Portuguesa (CLP), com o apoio do Rochester Institute of Technology. A deslocação do Prof. Robert Glick a Coimbra integra-se no protocolo de colaboração entre a Universidade de Coimbra e o Rochester Institute of Technology, que inclui a realização da MATLIT-RIT Summer School, lecionada por doutorandos do Programa para estudantes do RIT, no próximo mês de junho de 2019.

Robert Glick is Associate Professor of English at the Rochester Institute of Technology, where he teaches creative writing and digital literature. He received his M.A. in Performance Art from San Francisco State University and his Ph.D. in Literature and Creative Writing from the University of Utah. His stories have been published in The Normal SchoolDenver QuarterlyBlack Warrior Review, and The Gettysburg Review. Excerpts from his current project, the novel The Paradox of Wonder Woman’s Airplane, have won national competitions from Summer Literary Seminars and the New Ohio Review; others excerpts have appeared in The Collagist, the Los Angeles Review, and most recently, the 2018 Masters Review anthology. His first collection of stories, Two Californias, will be published by C&R Press in the spring of 2019.

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CRISP Doctoral School 2018

03/10/2018

Texto de Joana Fonseca.

CRISP DOCTORAL SCHOOL 2018
Universidade de St. Andrews, 18-22 Junho

A CRISP (Centre for Research into Information, Surveillance & Privacy) Doctoral School 2018 prometia treino em tópicos concretos, métodos e técnicas de pesquisa relevantes para o campo de estudos interdisciplinar que é o dos Estudos de Vigilância. O CRISP é um centro de pesquisa que resulta da colaboração entre a Universidade de St. Andrews, o Departamento de Gestão da Universidade de Stirling, e os departamentos de Ciências Sociais e Políticas e Direito da Universidade de Edimburgo; representados, respetivamente, nas pessoas de Kirstie Ball, William Webster e Charles Raab, diretores do grupo. A pesquisa do CRISP foca-se nas dimensões política, legal, económica e social da sociedade de vigilância, e o seu objetivo central é a produção e disseminação de conhecimento subordinado aos tópicos “informação, vigilância e privacidade”.

A organização da Escola Doutoral do CRISP ficou a cabo dos representantes das  instituições acima mencionadas, e foi composta por Kirstie Ball, da Universidade de St. Andrews, pelo Professor Charles Raab, da Universidade de Edimburgo, pelo Professor William Webster, da Universidade de Stirling, e pelo Professor Pete Fussey, da Universidade de Essex. Contou com a participação de doutorandos não só do Reino Unido, como de Portugal, Holanda, Bélgica, Roménia, Suécia, Eslováquia, Canadá, Israel e Brasil. De áreas como Sociologia, Multimédia, Direito, Criminologia, Economia, Marketing, Gestão, Design, Engenharia Informática e Materialidades da Literatura (a doutoranda foi apoiada pelo Programa de Doutoramento, pelo Centro de Literatura Portuguesa e pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, via Fundação para a Ciência e a Tecnologia.).

A Escola Doutoral CRISP 2018 teve lugar no Gateway, o edifício que aloja o departamento de Gestão da Universidade de St. Andrews, na Escócia. A semana foi dividida entre eventos diversos, desde palestras (expert lectures), a discussões em painel, workshops, apresentações de projetos de pesquisa em 3 minutos (3MT – three minutes thesis), culminando num workshop final, com projeto de grupo, apresentação e avaliação, subordinados a uma proposta de financiamento. Os eventos da semana foram encabeçados pela palestra de abertura, conduzida por Kirstie Ball, “The Surveillance Studies Analyses”, focada, precisamente, na pluralidade de olhares e abordagens possíveis dentro do amplo campo dos Estudos de Vigilância.

Em relação ainda às palestras, Steve Reicher, do departamento de Psicologia da Universidade de St. Andrews, falou-nos sobre Vigilância e Psicologia Social. Rosemary Agnew, dos Serviços Públicos Escoceses, Ombudsman (cargo administrativo que lida com queixas de má gestão, particularmente de serviços públicos), questionou a missão da transparência com a comunicação: “Transparency: Myth or Mission?”. Jon Mendel e Amy Humphrey, do departamento de Geografia da Universidade de Dundee, falaram-nos de potenciais fronteiras nos campos da vigilância online, da categorização e da criminalidade. Eric Stoddart, da School of Divinity da Universidade de St. Andrews,  proferiu uma interessante palestra sobre instituições religiosas e o seu consumo de aparatos e software de vigilância. James Purdon, do Departamento de Literatura Inglesa da Universidade de St. Andrews, proferiu uma palestra sobre História e Estética do sistema CCTV, em local inusitado: um bunker da Guerra Fria, em Fife. Bill Vlcek, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de St. Andrews, abordou o tão esperado tema “Surveillance and Money”.

Recuando um pouco, no final do primeiro dia, os professores responsáveis pela escola doutoral, reunidos em painel, discutiram com os doutorandos os maiores dilemas de pesquisa, numa partilha enriquecedora de ânsias e técnicas. 3MT

Os workshops foram particularmente úteis, abordando, uma vez mais, um aberto leque de temas. O primeiro workshop foi lecionado por Tristan Henderson, do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de St. Andrews, e versou sobre ética de pesquisa na era da internet. O segundo workshop, de Matthew Rice, representante do grupo Open Rights, e Charles Raab, do Departamento de Sociologia da Universidade de Edimburgo, versou sobre a relação entre o pesquisador e o ativista. O terceiro e muito aguardado workshop lecionado por Kirstie Ball, Charles Raab, William Webster e Pete Fussey, resumia uma série de conselhos e informações sobre publicação, sob o título sugestivo “Publishing in Top Journals”.

A última atividade, “Bidding for Research Funding”, acabou por ser um grande workshop, em cinco intervenções: de William Webster e Pete Fussey, e também Trish Starrs, Kim Baxter e Spencer Asquith, representantes de vários departamentos relacionados com atribuição de bolsas e outros tipos de financiamento, da Universidade de St. Andrews. O workshop culminou na The Epic Research Proposal, baseada em tudo o que se aprendeu. Uma tarde, uma noite e uma manhã. A quatro grupos de cinco estudantes cada, pré-selecionados de acordo com afinidades de pesquisa, foi atribuído o mesmo desafio: responder com uma proposta de projeto a uma call para financiamento europeu a projetos de pesquisa subordinados ao tema: “Surveillance and the challenges for democracy and an open society”.

Além de tudo o que aprendi e que é, de modo mais óbvio, contributo direto para o meu projeto de pesquisa, quero e devo acrescentar que a CRISP Doctoral School  2018, por um lado, aquietou o sentimento de isolamento que, ao que parece, é acentuado no investigador de Estudos de Vigilância por uma nuvem de não pertença, própria do clima da área; por outro lado, talvez consequentemente, proporcionou a integração numa rede de contactos que pratica a entreajuda, a partilha, e o trabalho colaborativo.

MATLIT volume 7.1 (2019): Call for Papers

01/10/2018

 

The journal MATLIT: Materialities of Literature has released its Call for Papers for the next issue, to be published in 2019. Under the general topic “Experimental Poetry Networks: Material Circulations”, issue 7.1 will be edited by Pauline Bachmann (Universität Zürich) and Jasmin Wrobel (Freie Universität Berlin).

Article submissions will be due on December 31, 2018, with notifications of acceptance by April 30, 2019. MATLIT publishes articles in the following languages: Portuguese, English, and Spanish. Authors must register and upload their files through the journal platform. Please register here: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/user/register. Information about submission guidelines is available here: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/about/submissions. Further information can be obtained by contacting the issue editor, Dr. Pauline Bachmann, pauline.bachmann@uzh.ch.

 


A revista MATLIT: Materialidades da Literatura acaba de divulgar a Call for Papers para o próximo número, a publicar em 2019. Sob o tema geral “Redes da Poesia Experimental: Circulações Materiais”, o número 7.1 será organizado por Pauline Bachmann (Universidade de Zurique) e Jasmin Wrobel (Universidade Livre de Berlim).

Os artigos devem ser apresentados até 31 de dezembro de 2018, sendo os autores notificados sobre a aceitação até 30 de abril de 2019. A revista MATLIT publica artigos em português, inglês e espanhol. Os autores devem registar-se e transferir os ficheiros com os artigos para a plataforma da revista, seguindo esta ligação: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/user/register. As normas de apresentação de textos podem ser consultadas em: http://impactum-journals.uc.pt/matlit/about/submissions. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto da editora deste número, Dra. Pauline Bachmann, pauline.bachmann@uzh.ch.

Materialidades da Literatura no FOLIO 2018

01/10/2018

No passado dia 30 de setembro de 2018, Ana Marques e Manuel Portela apresentaram a performance “Literatura e Cibernética” a partir da obra transpoemas de Ana Marques. Esta apresentação integrou o colóquio “FOLIO 2018: Matemática e Literatura III“, que decorreu a 29 e 30 de setembro, no Museu Municipal de Óbidos, no âmbito da programação do festival literário FOLIO 2018, que decorre entre 27 de setembro e 7 de outubro de 2018.  O colóquio foi organizado pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, em parceria com o Centro Internacional de Matemática e o Centro de Matemática, Aplicações Fundamentais e Investigação Operacional da Universidade de Lisboa, com o apoio do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Esta presença do Programa no Festival Literário FOLIO dá continuidade às participações de 2016 (colóquio “Literatura e Matemática I” e exposição “Bird-Watching“, 22 de set-2 de outubro de 2016, Joshua Enslen e Alaina Enslen) e 2017 (colóquio “Literatura e Matemática II” e exposição “Et Sic In Infinitum: Uma Instalação Intermedial e Transliterária”, 21-29 de outubro de 2017, curadoria de Carolina Martins e Diogo Marques).

As relações entre cibernética e literatura permitem-nos explorar as fronteiras entre dois regimes antagónicos: de um lado o regime imperativo e binário das linguagens computacionais e dos protocolos de comunicação em sistemas de informação digitais. Do outro, o regime expressivo e de liberdade sem condição que caracteriza a enunciação poética. As experiências criativas que cruzam as fronteiras entre estas duas dimensões da cultura resultam frequentemente em objectos híbridos que nos permitem observar esses dois campos a partir de perspectivas deslocadas. Dessa deslocação, surgem perguntas sobre a literariedade, por um lado, e sobre a natureza da computação, por outro. No actual contexto de digitalização da produção cultural e simbólica, estes movimentos exploratórios tornam-se pertinentes na medida em que nos permitem interrogar os processos de mediação digital a partir de uma perspectiva humanista: o que acontece à linguagem, enquanto sistema formal, comunicativo e criativo, quando é processada por agentes algorítmicos? Quais os efeitos da informatização sobre a comunicação e a expressão humana? Que atritos podemos encontrar entre a automação e a representação da subjectividade? Esta apresentação pretende reflectir sobre estas questões de um ponto de vista criativo, performatizando-as numa experiência que inclui intermediações entre geradores de linguagem humanos e automáticos.

Ana Marques e Manuel Portela

Materialidades da Literatura na Fundação Eugénio de Almeida

01/10/2018

Foto MP.

Nos passados dias 27 e 28 de setembro de 2018, teve lugar na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, o colóquio Dias VisoVox a propósito da exposição “VisoVox: Poesia Visual e Sonora“. Com curadoria de Américo Rodrigues, José Alberto Ferreira e Manuel Portela, aquela exposição decorreu entre 14 de julho e 30 de setembro de 2018.

O Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura colaborou neste colóquio de encerramento através da participação de Nuno Miguel Neves (“Revistas em Revista OU como publicar Poesia Sonora”), Tiago Schwäbl (“Palavras encapotadas”), Bruno Ministro (“Electrografias (que praticamos): práticas colaborativas na copy art portuguesa”) e Diogo Marques (“O bobo, o sábio e o artista: experimentalismo ciberliterário e investigação artística”). Além das comunicações produzidas para o colóquio final, doutorandos do Programa foram responsáveis por visitas guiadas e oficinas, que decorreram em julho, agosto e setembro de 2018.

Materialidades da Literatura na TaCo 2018

01/10/2018

Bertinoro.

Texto e fotos de Fábio Waki.

Foi realizada entre os dias 20 e 23 de Setembro de 2018 a 4ª Taboo International Conference (Taboo and the Media), organizada por pesquisadores da Universidade de Bolonha em cooperação com o Centro Universitário de Bertinoro (Itália). Concentrado na antiga fortaleza de Cesubeo, cujas origens datam do século X, o evento contou com a apresentação de cerca de 30 trabalhos, todos interdisciplinares e dedicados ao tema principal da edição deste ano: a manifestação de diversas formas de tabu em diferentes tipos de média e os seus impactos na sociedade contemporânea.

Fábio Waki.

O Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura esteve representado por Fábio Waki, com a comunicação The taboos of conservatism: ethical and moral violence in Kléber Mendonça Filho’s “Aquarius” (2016). Na intersecção entre os domínios da psicanálise, da filosofia e dos estudos cinematográficos, esse trabalho parte de um exame da narratologia imagética do filme em questão para esclarecer como ele critica os atos de violência ética e moral que as camadas mais abastadas da sociedade brasileira contemporânea tendem a cometer contra as camadas subalternas – em particular aqueles atos dedicados à imposição de comportamentos sexuais normativos e ao obscurecimento da consciência de classe. Essa comunicação deverá ser publicada no Journalism and Mass Communication Quarterly, a convite da própria revista.

European Summer School in Digital Humanities

01/10/2018

ESU 2018. Photo Credit: Christoph Draxler.

Text by Cecília Magalhães (Reprinted from the CLARIN-D Blog).

The city of Leipzig was, in the two last weeks of July, the perfect stage for productive academic practices concerning the Digital Humanities field. In this period, the “European Summer School in Digital Humanities”, hosted by the University of Leipzig, offered a variety of workshops with distinct approaches, about textual and data analysis, XLM-TEI schemas, data visualisation and so on. Further, the event was enriched by international talks which, beyond reinforcing some topics of the technical and theoretical subjects already practiced in class, reminded us of the importance of actively taking part, as digital humanists, in the academic, political and social discussion into the global DH community.

I took part in the “Hands-on Humanities Data Workshop – Creation, Discovery and Analysis”, led by Lauren Tilton (University of Richmond, USA) and Carol Chiodo (Princeton University, USA). The classes were focused, initially, on introducing the concept of data in its complexity and diversity. More than that, we discussed how to handle multiple data by critically selecting and working with combined tools and platforms. Text analysis, text mining, topic modelling, mapping, networks analysis, data visualisation were topics which were presented through fascinating examples of projects in DH.

I have been investigating the interactional component of the LdoD Archive (PORTELA & SILVA, 2018, ldod.uc.pt), a digital edition based on the textual fragments of Fernando Pessoa’s unfinished book, the Book of Disquiet. This platform creatively enhances the users’ reading, editing and writing practices through the comparison and handling of the fragments as independent textual units, represented here by the digitised and transcribed facsimiles, as also by the four main transcribed critical editions (COELHO, 1982; SOBRAL CUNHA, 2008; ZENITH, 2012; PIZARRO, 2010). LdoD Archive is, indeed, a literary simulator which enables the users to create new virtual editions of Book of Disquiet, according to their reading circumstances. In this context, these two intense weeks of learning gave me the opportunity to revisit the methodological challenges of my thesis from another perspective. Since my corpora are specifically related to the users’ creative practices and platform usage, “Hands-on” gave me theoretical and methodological tools which have helped me to figure out how better to select, manage and refine intermedia and ethnographic data with a more granular and accurate approach.

Finally, taking part in the Summer School was a unique cultural opportunity since I could have close contact with scholars from different parts of the world, from diverse backgrounds. As a Brazilian researcher and the only representative of the Lusophone community in the event, being in Leipzig gave me the chance to establish a productive dialogue regarding the contrasting perspectives between Humanidades Digitais and Digital Humanities. In this sense, it is important to say that, with CLARIN-D scholarship, I had the chance of presenting and discussing one of the most important canons of Portuguese Literature, Fernando Pessoa, as well as showing the advances of digital archives studies in the Portuguese DH community, represented here by the innovative reading simulator LdoD Archive. In this way, CLARIN-D deserves my most sincere gratitude by promoting knowledge as well as by expressing a critical concern regarding the necessity of an inclusive environment in DH, which it is built far beyond the regular open access and geopolitical discussion. CLARIN-D makes, in this regard, an excellent investment in practices in practice, by creating opportunities to promote diversity in Digital Humanities, as a more democratic no-borders field.