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“9000 formas da felicidade”: mostra na BNP

07/10/2014

9000 formas da felicidade: as edições Pulcinoelefante’ é o nome da exposição comissariada por Catarina Figueiredo Cardoso, a inaugurar a 24 de outubro na mezzanine da Biblioteca Nacional de Portugal e patente até ao final de janeiro de 2015 (entrada livre).

Esta mostra, que integra a coleção de livros de artista de Catarina Figueiredo Cardoso, tem origem nos diversos Pulcini que têm vindo a ser editados, desde 1982, pela mão de Alberto Casiraghy, na sua pequena editora Pulcinoelefante. Entendidos como pequenos livros (libricini), “de quatro ou seis folhas de papel Hahnemühle, tamanho A4, dobradas em A5”, de acordo com Catarina Figueiredo Cardoso, os Pulcini “[c]ontêm um aforismo ou um pequeno poema impresso em caracteres móveis, e uma ilustração”. Com tiragens entre 15 e 35 exemplares, os Pulcini destacam-se ainda pela “poesia e a beleza intrínsecas a umas quantas palavras, a uns traços no papel, à harmonia da sua conjugação”.

Catarina Figueiredo Cardoso é doutoranda do Programa de Doutoramento “Estudos Avançados em Materialidades da Literatura”, no âmbito do qual investiga a edição de livros de artista em Portugal entre os anos de 1960 e 2010.

Mais informação disponível a partir da seguinte ligação: 9000 formas da felicidade: as edições Pulcinoelefante

Seminário transversal «Contracultura, experimentalismo e desbunde na prosa brasileira dos anos 60 e 70» por Alcir Pécora

06/10/2014

No último 1 de outubro, pelas 15h, a Faculdade de Letras recebeu o pesquisador Alcir Pécora, professor de teoria literária na Universidade Estadual de Campinas, para lecionar um seminário transversal no âmbito do Programa de Doutoramento «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura». Sessão presidida pelo diretor do Programa Manuel Portela e mediada pelo professor Osvaldo Manuel Silvestre – a quem coube apresentar o percurso, as motivações investigativas e as obras, dentre as quais citamos Máquina de Gêneros –, na Sala de Estudos Brasileiros (5º piso, FLUC) se reuniram pesquisadores doutorais e professores da universidade para ouvir o seminário «Contracultura, experimentalismo e desbunde na prosa brasileira dos anos 60 e 70».

De fato, o momento em que Alcir tomou a palavra marcou uma ruptura na atmosfera da sessão. Convidados pela usual noção de ‘desbunde’, estávamos descontraidamente leves à espera da pronunciação, quando Pécora diz-nos Não!, e põe-nos no choque da confrontação. ‘Desbunde’, situa-nos Pécora, é o nome técnico para aqueles que deixavam a guerrilha contra a ditadura civil-militar brasileira, que percebiam na luta armada um delírio utópico de resistência. Os desbundados, continua o professor, eram aqueles artistas que percebiam no engajamento artístico-revolucionário formas de resistência, paralela à luta armada de Carlos Lamarca e Carlos Marighella. Em meio à ditadura civil-militar brasileira, em meio às perseguições, à anulação dos direitos civis e às cruéis torturas de presos políticos, tais artistas, salientou Pécora, circularam subversivamente pela materialidade de diferentes medias: literatura, música, cinema, teatro. Estetas interartes, para eles, arremata o professor, o sentido mais profundo da arte era a ideia de intervenção, a oportunidade de exercitar uma presença, uma atuação que acima de tudo era uma forma ética de resistência aos poderes institucionalizados. Os seus contatos com os concretistas, com os movimentos ‘beat’ e ‘hippie’, com a eletricidade e rebeldia do punk, balizaram tanto suas incursões estéticas quanto as suas projecções de reconstrução da vida civil, com ênfase no amor livre, na liberdade sexual, no livre pensamento, na androginia, e nas experiências de expansão da consciência.

Por fim, Pécora termina a sessão com a discussão de dez artistas, eleitos por si, que representam a bandeira do ‘desbunde’, a saber: o cinema, os textos e os experimentalismos musicais de José Agripino de Paula; o cinema, a escritura sobre o caos e o ethos de Jorge Mautner; a força de intervenção pública dos ofensivos ensaios, do metacinema antiburguês e da pintura de Torquato Neto; o teatro crítico, urbano, operário e radical de Plínio Marcos, com destaque para Quando as Máquinas Param e Dois Perdidos numa Noite Suja; a poesia e o ethos de Hilda Hilst e Roberto Piva; o livro de Fernando Gabeira, O que é Isso, Companheiro?; a música experimental de Caetano Veloso nos anos 70; a dramaturgia de José Vicente e Antonio Bivar. Os desbundados, a portarem consigo um grito antiditatorial parado no ar, finaliza Pécora, assumiam na sua arte e na sua forma de viver corpo e sociedade espaços de subversão na contracultura dos anos 60 e 70.

Redação: Caio Di Palma

Seminário Transversal, por Alcir Pécora

23/09/2014

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Alcir Pécora lecionará um seminário transversal intitulado «Contracultura, experimentalismo e desbunde na prosa brasileira dos anos 60 e 70», no próximo dia 1 de outubro de 2014, pelas 15h00, na Sala de Estudos Brasileiros (5º piso, FLUC). Este seminário é uma organização do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura (Programa de Doutoramento FCT). Além deste seminário, Alcir Pécora fará ainda uma conferência no Centro de Literatura Portuguesa, a 29 de setembro de 2014, pelas 15h00 (7º piso, Sala do CLP), e a conferência de abertura do ano letivo 2014-2015 na Faculdade de Letras, a 30 de setembro, pelas 15h00 (Teatro Paulo Quintela, FLUC).

Alcir Pécora é Professor Titular da Área de Teoria Literária, no Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É doutorado pela Universidade de São Paulo, na área de Teoria Literária e Literatura Comparada, com a tese Teatro do Sacramento. A unidade teológico-político-retórica nos sermões de Vieira (1990; 1ª edição, 1995; 2ª edição, 2008). Os seus principais estudos abrangem os domínios da Oratória Sacra, Teoria e Crítica Literárias. Especialista na obra do Padre António Vieira, tem organizado também edições de diversos autores brasileiros contemporâneos como Hilda Hilst (1930-2004) e Roberto Piva (1937-2010). Escreve regularmente para o jornal Folha de São Paulo. Autor de uma extensa obra de edição e ensaio, entre os seus últimos livros refiram-se: como organizador, Índice das Coisas mais Notáveis (2010), Por Que Ler Hilda Hilst (2010); Estranhos Sinais de Saturno (2008); como autor, Medida por Medida (2013).

Sessão de Abertura do Ano Letivo 2014-2015 – Programa de Doutoramento FCT «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura»

20/09/2014
Capa da publicação de apresentação do Programa «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura». © Joana Monteiro e Paul Hardman, 2014.

Capa da publicação «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura: Programa de Doutoramento FCT». © Joana Monteiro e Paul Hardman, 2014.

No último 19 de setembro, às 14h30, teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra a abertura oficial do ano letivo do Programa de Doutoramento «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura». Reunidos na Sala Ferreira Lima, a sessão – conduzida pelo diretor do Programa, professor Manuel Portela, e pelo prof. Osvaldo Manuel Silvestre – contou com a participação dos professores associados ao Programa, prof. Paulo Pereira e prof. Ricardo Namora, e de grande parte dos investigadores doutorais que integram os grupos de pesquisa vinculados ao Curso. Nesta sessão inaugural, o professor Manuel Portela fez o lançamento oficial da publicação «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura: Programa de Doutoramento FCT», que funcionará como guião estratégico para a gestão, divulgação e descrição programática da natureza, objetivos, plano de estudos, metodologias de ensino e projetos de investigação que compõem o Programa.

Na ocasião, o professor Portela e o professor Silvestre recepcionaram e deram boas vindas aos investigadores do 1° ano que iniciam suas atividades neste setembro, apresentando-os aos demais integrantes do Programa de «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura». Localizando-os sobre a história e objetivos fundamentais do Curso, o professor Portela terminou a sessão com a divulgação e a convocatória de participação dos investigadores nas futuras atividades do Programa.

No próximo 30 de setembro, terça-feira, a Faculdade de Letras receberá o pesquisador Alcir Pécora, professor de teoria literária na Universidade Estadual de Campinas, que proferirá a conferência de abertura do ano letivo da Faculdade intitulada «A Musa Falida: A perda da centralidade da literatura na cultura globalizada», a ocorrer às 15h, no Teatro Paulo Quintela, Faculdade de Letras. No dia 1 de outubro, Alcir Pécora lecionará um seminário especialmente dirigido ao Doutoramento em Materialidades da Literatura, às 15h, na Sala de Estudos Brasileiros (5º piso, FLUC), com o título «Contracultura, experimentalismo e desbunde na prosa brasileira dos anos 60 e 70». A 29 de setembro, pelas 15h00, Alcir Pécora fará ainda a conferência «João Lúcio de Azevedo, Biógrafo de Vieira», na sala do Centro de Literatura Portuguesa.

Redação: Caio Di Palma e Diogo Marques

MATLIT 2.2: prazo prolongado até 30 de setembro de 2014

27/08/2014

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O prazo para apresentação de artigos para o Volume 2.2 (2014) da revista MATLIT, dedicado ao tema ‘Formato Desconhecido’, foi prolongado até ao próximo dia 30 de setembro de 2014, sendo os autores notificados sobre a aceitação até 30 de novembro de 2014. Artigos e recensões são submetidos através do sistema em linha. Os autores devem registar-se e transferir os ficheiros para a plataforma. A secção ‘Sobre’ do sítio web contém informação sobre o âmbito da revista e normas de apresentação de textos (http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/about). Poderá contactar também os editores deste número, Sandy Baldwin e Dibs Roy: sbaldwin66@gmail.com e dibyadyutir@gmail.com A convocatória pode ser consultada aqui: http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/article/view/1838/html


The deadline for submitting articles to MATLIT Volume 2.2 (2014), on the topic ‘Unknown Format’, has been extended until September 30, 2014, with notifications of acceptance by November 30, 2014. Articles and reviews must be submitted through the journal online system. Authors should register and upload their files. The ‘About’ (http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/about) section of the journal website has information on the journal’s scope and submission guidelines. You may also contact the issue editors, Sandy Baldwin and Dibs Roy: sbaldwin66@gmail.com and dibyadyutir@gmail.com The Call for Papers is available here: http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/article/view/1838/html

Estado da Arte 3

19/07/2014

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No último 11 de julho, ocorreu na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra o 3° Estado de Arte do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura. Reunidos na Sala Ferreira Lima, das 9:30h às 17:30h, os investigadores doutorais vinculados ao Programa apresentaram os avanços de suas pesquisas e os quadros estatísticos de suas participações em eventos/cursos e publicações em revistas científicas/congressos.

Reunião semestral de caráter gerencial sobre os índices produtivos dos pesquisadores e de caráter analítico sobre os avanços investigativos nas metas pactuadas pelos projetos em andamento, a banca examinadora – composta pelos Professores Manuel Portela, Osvaldo Manuel Silvestre, Ana Maria Machado e Ricardo Namora – arguiu as apresentações e ofereceu os devidos feedbacks aos doutorandos, propondo referencias teóricas/conceituais e incentivando a geração de índices produtivos através da participação em cursos, eventos e publicações.

Na ocasião, o Professor Manuel Portela, enquanto diretor do Programa de Materialidades da Literatura, em convocatória de reunião previamente divulgada para o corpo docente e pesquisadores do Programa, conduziu uma reunião geral, onde foram pontuados, publicitados e discutidos assuntos pertinentes ao funcionamento gerencial e pragmático do Curso, a saber: composição da Comissão Diretiva do Programa, composição e operacionalização da Comissão de Acompanhamento Externa, eleição do Representante dos Estudantes do Programa, funcionamento da Creditação das Atividades dos Estudantes do Programa, elaboração de Relatório Anual dos Estudantes do Programa e definição da Representação dos Discentes do Programa perante o Painel de Avaliação Externa do Centro de Literatura Portuguesa.

Caio Di Palma

Veronica Stigger, «Maria Martins e a Amazônia: entre a palavra e a imagem»

27/06/2014

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Veronica Stigger fará uma conferência no próximo dia 8 de julho de 2014, pelas 15h00, na Sala Ferreira Lima (6º piso, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), intitulada «Maria Martins e a Amazônia: entre a palavra e a imagem». Esta iniciativa é uma organização do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura (Programa Doutoral FCT), em colaboração com o Programa de Pós-graduação em Literatura de Língua Portuguesa: Investigação e Ensino.

Resumo
Em sua terceira exposição individual, realizada em Nova York em 1943, a escultora brasileira Maria Martins apresentou oito peças em bronze que representavam personagens da mitologia amazônica. Essas peças apareciam acompanhadas de um catálogo, em inglês, no qual Maria Martins narra brevemente os mitos que envolviam as oito personagens: Amazônia, Cobra Grande, Boiúna, Yara, Yemenjá, Aiokâ, Iacy e Boto. Se antes suas esculturas tendiam a uma representação mais tradicional da figura humana, com contornos definidos, agora as personagens, embora ainda reconhecíveis, se fundem a um emaranhado de folhas e galhos que fazem as vezes da floresta tropical. A figura humana começa, a partir de então, a se integrar à natureza, confundindo-se com esta e, em última instância, metamorfoseando-se nela. Pretende-se mostrar aqui como o encontro com o imaginário amazônico determina uma mudança decisiva na concepção formal dos trabalhos de Maria Martins. Para tal, relacionaremos sua obra com todo um pensamento brasileiro moderno (e não só modernista) da forma como formação incessante, presente, por exemplo, em Euclides da Cunha, Raul Bopp e Mário de Andrade, para os quais a Amazônia também foi uma paisagem determinante.

Escritora, crítica de arte e professora universitária, Veronica Stigger é doutorada em Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorada pela Università degli Studi di Roma “La Sapienza” e pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP). É coordenadora do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema e professora das Pós-Graduações em História da Arte e em Fotografia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Entre seus livros, estão O trágico e outras comédias (Coimbra: Angelus Novus, 2003; Rio de Janeiro: 7Letras, 2004 e 2007 [2ª ed.]), Gran Cabaret Demenzial (São Paulo: Cosac Naify, 2007), Os anões (São Paulo: Cosac Naify, 2010) e Opisanie świata (São Paulo: Cosac Naify: 2013; Prêmio Machado de Assis de 2013, da Fundação Biblioteca Nacional).

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