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Doutoramento Nº 6

29/06/2018

Realizam-se no próximo dia 12 de julho de 2018, pelas 15h00, na Sala Carlos Ribeiro, situada no Colégio de Jesus, Galeria de Geologia e Mineralogia, Largo Marquês de Pombal, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Sandra Bettencourt, candidata da quarta edição edição do Programa, que teve início em 2013-2014. A candidata apresenta a tese «Processos de retroação digital na página impressa: Intensificação e transformação da experiência do livro».

O júri, nomeado por despacho reitoral de 24 de abril de 2018, tem a seguinte constituição:
Presidente:
Ana Paula Arnaut (Professora Auxiliar com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Vogais:
Abel Barros Baptista (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Clara Rowland (Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Pedro Reis (Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa)
António Sousa Ribeiro (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Manuel Portela (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a sexta do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se numa das linhas de investigação do Programa, dedicada à análise das relações entre formas do livro e formas literárias (ReCodex: Formas e Transformações do Livro). Sandra Bettencourt analisa a retroação entre digital e impresso na forma literária e bibliográfica de um conjunto de romances experimentais publicados na última década (Steve Tomasula, Salvador Plascencia, Nick Montfort e Talan Memmott).

Resumo

A presente tese de doutoramento resulta da investigação acerca de exercícios autorais e editoriais no sentido de uma reconfiguração experimental do romance impresso na cultura digital. Estes exercícios são entendidos como processos de intensificação bibliográfica, e não de uma redefinição ontológica do livro impresso. A partir do estudo de romances impressos contemporâneos, argumento que esta reconfiguração assenta em três eixos que se interrelacionam: i) Retroação: exploração e produção de metáforas da materialidade bibliográfica analógica que revelam a digitalidade implícita do livro impresso; ii) Transação: processos de transição do romance de um meio e interface para outro, segundo os quais o romance nasce digital eletrónico e se reconfigura em digital impresso, através da transcodificação das especificidades da narrativa eletrónica (programação, geração, multimédia) para as especificidades da narrativa impressa (fixação do texto na página); iii) Publicação: experimentação com a forma e com a materialidade do romance como estratégia de produção editorial, através de processos de transmediação da publicação, promoção e distribuição como estratégia da intensificação editorial.

Estes modelos processuais de escrita, publicação e leitura não estão separados das dinâmicas sociais, culturais e cognitivas da digitalidade em que se inscrevem. Neste sentido, defendo que estas retroações entre modalidades e mediações nos romances analisados devem ser entendidas como uma intensificação da experiência do livro, que envolve uma experiência crítica com os processos de mediação e remediação na construção do sentido literário.

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