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Materialidades da Literatura no Congresso “Invisible Republic”

20/12/2017

O Congresso Internacional «Invisible Republic: Music, Letrism, Avant-Gardes» realizou-se nos dias 25, 26 e 27 de outubro de 2017 em Lisboa. Distribuído entre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), e organizado por Anabela Duarte (Departamento de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), este encontro contou com vários eventos paralelos às sessões científicas, entrecruzando-se com workshops, instalações, performances, projeções de filmes e concertos.

As sessões plenárias de «Invisible Republic» estiveram a cargo de Frédéric Acquaviva (FR), Andrew Hussey (RU), Kevin Repp (EUA), Bronac Ferran (RU) e Sylvain Montégu (FR), problematizando os principais temas do congresso, com particular incidência naqueles que gravitam à volta do Letrismo e da figura de Isidore Isou, mas também se estendendo a outras vanguardas. Tanto as sessões plenárias como as sessões paralelas dedicaram bastante atenção à música (com destaque no subtítulo do congresso), mas envolveram, também, a literatura, pintura e cinema.

No primeiro dia do congresso, Manuel Portela, diretor do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, moderou o painel “Avant-Gardes Revisited I”, no MAAT. No segundo dia do encontro, três estudantes do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura participaram no painel “Avant-Gardes Revisited II”, realizado na FLUL. Ana Marques da Silva apresentou a comunicação intitulada “Auralidade e poesia ciborgue: ler a voz e dizer a escrita”, a qual, através da discussão dos conceitos de “auratura” (John Cayley) e “poesia ciborgue” (Jhave), procurou reflectir acerca das implicações literárias do processamento automático de linguagem, e no estatuto da auralidade enquanto interface de mediação entre humanos e dispositivos computacionais. Bruno Ministro apresentou a comunicação com o título “Remix fotocopiado, sampling visual, mashup de papel: a copy art de César Figueiredo”, focando-se numa análise dos trabalhos desenvolvidos pelo artista, sobretudo as obras criadas em colaboração com uma rede internacional de autores; a investigação apresentada recorreu a um breve conjunto de obras para testar a produtividade da transposição para a copy art dos conceitos de remix, sampling e mashup. Nuno Miguel Neves apresentou a comunicação “O circuito da poesia sonora: festivais, redes e relações transatlânticas”, recuperando a história da produção e realização de diversos eventos e relações na história da Poesia Sonora, destacando o contexto da produção e desenvolvimento das diferentes expressões ligadas à prática em questão.

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