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Materialidades da Literatura no FOLIO 2017

10/10/2017

No próximo dia 21 de outubro de 2017, pelas 18h00, tem lugar no Espaço Criativo José Joaquim Santos, em Óbidos, a inauguração da exposição “Et Sic In Infinitum: Uma Instalação Intermedial e Transliterária”. Esta exposição, com curadoria de Carolina Martins e Diogo Marques, resulta de uma colaboração entre o Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e a Sociedade Portuguesa de Matemática, no âmbito da programação do festival literário FOLIO 2017, que decorre entre 19 e 29 de outubro de 2017, em Óbidos. A inauguração integra ainda a performance poética “De Zero a”, criada e interpretada por Nádia Yracema e Tiago Schwäbl.

A exposição “Et Sic In Infinitum” faz parte do programa do colóquio “FOLIO 2017: Matemática e Literatura II“, que decorre entre as 11h00 e as 18h00 do dia 21 de outubro de 2017, no Museu Municipal de Óbidos. Trata-se de uma organização do Museu da Ciência da UC, em parceria com o Centro Internacional de Matemática e a Sociedade Portuguesa de Matemática, com o apoio do Centro de Matemática, Aplicações Fundamentais e Investigação Operacional da Universidade de Lisboa e do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Sinopse da exposição

Circularidade. Tropo recorrente no momento de enunciar de modo literário um complexo paradoxo entre tempo e intemporalidade. De Aristóteles a Beckett, de Dante a Joyce, são (in)contáveis os movimentos circulares que se auto-reflectem nos mecanismos formais, temáticos e retóricos dos objectos artísticos em si mesmos, por exemplo, na representação da ideia de infinitude num espaço finito.


ET SIC IN INFINITUM é uma demonstração empírica desses mesmos percursos “revolucionários”, que se estendem entre o analógico e o digital, sejam estes o espaço delimitado da página ou códice, o comportamento rizomático do espaço em rede, ou a instalação contida no espaço de uma galeria. Numa sequência de movimentos dialécticos que não se anulam entre si, mas antes se complementam, surgem tensões entre textos, meios e artefactos, cujos processos estéticos e poéticos constituem uma engrenagem em movimento constante: a literatura. De círculo em círculo, na entropia espiralar que atesta o movimento do ser e do mundo, sob forma de máquinas literárias e mecanismos labirínticos, tais exercícios de contra-geometria acabam por expor também o momento crucial atravessado pela literatura, hoje imersa num aceso debate sobre os seus princípios e fins, intensificados no seu vórtice por práticas e mediações em torno da digitalidade.

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