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Doutoramento Nº 5

18/04/2017

Realizam-se na próxima segunda-feira, dia 24 de abril de 2017, pelas 15h00, na Sala dos Atos da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de Manaíra Aires Athayde, candidata da terceira edição do Programa, que teve início em 2012-2013. A candidata apresenta a tese «Ruy Belo e o Modernismo Brasileiro. Poesia, Espólio».

O júri, nomeado por despacho reitoral de 13 de dezembro de 2016, tem a seguinte constituição:
Presidente:
Manuel Portela (Professor Auxiliar com Agregação, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Vogais:
Pedro Serra (Professor Titular, Universidade de Salamanca)
Clara Rowland (Professora Associada, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Joana Matos Frias (Professora Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
José Carlos Seabra Pereira (Professor Associado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Osvaldo Manuel Silvestre (Professor Auxiliar, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a quinta do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura – integra-se numa das linhas de investigação do Programa sobre as relações entre tecnologias de inscrição e formas literárias, incluindo o estudo da escrita como inscrição (Ex Machina: Inscrição e Literatura). A investigação de Manaíra Aires Athayde incidiu sobre a relação da poesia de Ruy Belo com o modernismo brasileiro a partir da análise do espólio do autor:

Resumo

Esta tese propõe investigar como determinadas características, práticas e temáticas da literatura brasileira se encontram na construção do discurso poético de Ruy Belo (1933-1978), além de tentar perceber o seu interesse por certos aspectos culturais e político-sociais brasileiros. Para tanto, recorremos ao espólio do poeta, pela primeira vez explorado num trabalho científico, colocando em prática um método filológico que nos permite examinar, a partir uma perspectiva inédita, os mecanismos de produção poética de Ruy Belo. O material documental possui um papel seminal nas interrogações a que aqui tencionamos dar resposta. Procuramos saber que autores brasileiros Ruy Belo leu, e como os leu, sobretudo aqueles aos quais confessa ter ido “buscar a sua tradição modernista”. Neste sentido, os intercâmbios discursivos que desenvolvemos têm origem nas próprias inscrições materiais deixadas pelo poeta, num desafio de leitura que nos levou a comprovar intuições e hipóteses interpretativas a partir das descobertas feitas no espólio. O confronto da poesia de Ruy Belo, tal como o ensaiamos, com a obra de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Jorge de Lima, bem como a leitura que faz dos regionalistas modernistas brasileiros, permite-nos concluir que uma investigação desenvolvida sob estes pressupostos contribui, em diversos planos, para que compreendamos melhor aquela poesia.

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