Skip to content

Seminário por Fabio Durão

13/01/2017
© Cartaz de Tiago Santos.

© Cartaz de Tiago Santos.

Fabio Akcelrud Durão (Unicamp, Brasil) fará um seminário intitulado «O que aconteceu com a teoria?», no próximo dia 18 de janeiro de 2017, pelas 14h30, no Instituto de Estudos Brasileiros (5º piso, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Este seminário é uma coorganização do Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e do Instituto de Estudos Brasileiros.

Fabio Durão é professor Livre-Docente do Departamento de Teoria Literária da Unicamp. É licenciado em Português/Inglês pela UFRJ, e obteve o mestrado em Teoria Literária pela UNICAMP. Doutorou-se na Duke University, onde estudou com Frank Lentricchia e Fredric Jameson. É autor dos livros Fragmentos Reunidos (Nankin, 2015), Modernism and Coherence (Peter Lang, 2008) e Teoria (literária) americana (Autores Associados, 2011); coeditou, entre outros, Modernism Group Dynamics: The Politics and Poetics of Friendship (Cambridge Scholars Publishing, 2008); e organizou Culture Industry Today (Cambridge Scholars Publishing, 2010). Editor Associado da revista Alea, publicou diversos artigos no Brasil e no exterior, em periódicos como Critique, Cultural Critique, Luso-Brazilian Review, Parallax, The Brooklyn Rail e Wasafiri. Os seus interesses de pesquisa incluem a Escola de Frankfurt, o modernismo de língua inglesa e a teoria crítica brasileira. De 2014 a 2016 foi presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL). Atualmente é membro do Comitê de Assessoramento (CA) da área de Letras do CNPq.

Resumo

Não obstante, é necessário reconhecer que algo de fato aconteceu com a Teoria. Seus anos heroicos já se foram. Vários de seus conceitos, que tantas promessas traziam, a partir dos quais novas dimensões de sentido pareciam descortinar-se, foram incorporados à rotina acadêmica de produção; os novos termos cunhados pelos teóricos de hoje têm um gosto requentado. A Teoria parece não mais conseguir gerar surpresas e abrir caminhos realmente novos (compare-se Agamben com Foucault ou Benjamin, Žižek com Lacan, Flusser com McLuhan, Habermas ou Honneth com Adorno): nesse sentido, não mais vive; ainda assim, não está exatamente morta, se isso significar que ela deva (ou possa) ser abandonada por alguma espécie de imediaticidade da vida ou frescor da existência. O nome daquilo que não está vivo nem realmente morreu é zumbi. A tarefa de pensar a Teoria hoje é refletir sobre aquilo que fez dela um morto-vivo, um ente que não consegue verdadeiramente morrer – ainda mais uma vez: porque o decretar da morte já implicaria uma teoria – mas cuja vitalidade não se aproxima daquilo que um dia já foi.

Advertisements

Os comentários estão fechados.

%d bloggers like this: