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Congresso de Cibercultura 2016

21/11/2016
Foto da Organização do Congresso de Cibercultura, 2016.

Foto: Organização do Congresso de Cibercultura, 2016.

Texto: Ana Marques Silva, Bruno Ministro, Liliana Vasques, Nuno Miguel Neves, Sandra Bettencourt.

Realizou-se, nos passados dias 13 e 14 de outubro, o Congresso de Cibercultura: circum-navegação em redes transculturais de conhecimento, arquivos e pensamento, na Universidade do Minho, Braga. A iniciativa resultou de uma organização conjunta entre o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), a Mediascópio – Associação para a Promoção das Ciências da Comunicação – e o Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH), pretendendo, segundo os organizadores, “discutir criticamente os impactos da cibercultura no quotidiano das relações sociais, da mediatização da comunicação, da filosofia e da cultura.”

As Materialidades da Literatura estiveram representadas por 5 dos seus estudantes: Ana Marques Silva, com a comunicação “Ciberliteratura, automação e o panóptico digital”; Bruno Ministro, que apresentou a comunicação “Big Data e Cyberpunk: Utopias tecnológicas, distopias literárias”; Liliana Vasques, com a comunicação “Hacktivismo – a performance pós-humana do ativismo digital”; Nuno Miguel Neves, que apresentou “404 citizenship not found: da ARPANet à cidadania dos espaços”; e, por fim, Sandra Bettencourt, que apresentou a comunicação “Romances em «trans-ação». Uma cibertextualidade pós-digital”. Participou também no Congresso o Professor Paulo Silva Pereira, docente do Programa em Materialidades da Literatura, com a comunicação “Arte em Realidade Mista (RM) e Aumentada (RA): Interfaces, mobilidade e estética da liminalidade”.

O Congresso organizou-se em quatro eixos distintos – “Pensamento, estéticas e artes digitais”, “Lazeres e saberes digitais”, “Economia política, corpo e identidades pós-humanas” e “Epistemologias, teorias, metodologias e pedagogias inovadoras” – que acomodaram mais de 50 comunicações, e contou com a presença de 12 conferencistas plenários. O programa detalhado pode ser consultado aqui.

Deste encontro destaca-se a pluralidade de abordagens relativamente às diferentes manifestações da cibercultura no âmbito das ciências sociais e humanas. Nesse contexto, o espaço dado ao debate poderia talvez ter criado mais oportunidades de problematização de conceitos que, não sendo estáveis ou unívocos, gerariam certamente interessantes oportunidades de reflexão. Noções como “pós-humano”, “digital”, “ética” ou “sociedade da informação”, por exemplo, passaram assim sem uma desejada problematização. Tal ausência fez-se sentir num alargado conjunto de intervenções, tanto nas sessões paralelas como nas sessões plenárias, portanto, de forma menos pontual do que se desejaria.

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