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Interface Politics | 1º Congresso Internacional – GREDITS

11/05/2016

Texto: Ana Marques da Silva e Diogo Marques

Fotos: Departamento de Communicação, BAU College of Design, Barcelona

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O 1º Congresso Internacional Polítiques de la Interfície  decorreu de 27 a 29 de abril na cidade de Barcelona e foi organizado por uma parceria entre o Grupo de Investigación en Diseño y Transformación Social (GREDITS) do Centro Universitario de Diseño de Barcelona (BAU), o Centro de Producción e Investigación de Artes Visuales en Barcelona (HANGAR) do consórcio europeu IMAGIT, e o Grupo de Investigación MEDIACCIONS, da Universitat Oberta de Catalunya. O congresso contou com a presença de cerca de 70 conferencistas e 55 comunicações sobre a temática das interfaces digitais na intersecção entre as teorias e as prácticas estéticas e políticas, e dividiu-se entre dois espaços, decorrendo as duas sessões paralelas da manhã na BAU e a sessão da tarde no HANGAR, onde se realizaram também as palestras dos oradores convidados Tiziana Terranova (“Walls, widgets, and feeds: on architectures of subjectivity in social media interfaces”) e Amador Fernández-Savater (“La revolución como problema técnico”). A sessão de encerramento, com Matthew Fuller (“Back Sites and Transparency Layers”), decorreu no centro cultural Ars Santa Mònica.

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O programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura fez-se representar pelos estudantes Ana Marques da Silva, com a comunicação “Speaking to listening machines: literary experiments with control interfaces”, e Diogo Marques, com a comunicação “Grasp All, Lose All. Loss of grasp and non-functional digital interfaces in electronic literature”. Ambas as comunicações se centraram em diferentes estratégias de reflexão sobre a mediação digital em contexto literário, assinalando as relações entre medium, escrita e leitura, e entre estética e política. Num contexto disciplinar marcado sobretudo pelas artes e pelo design, a contribuição trazida pelos estudos literários representou uma oportunidade para aferir os pontos de contacto e de divergência entre as perspectivas teóricas da literatura e as abordagens, ora mais generalistas ora mais técnicas, das artes plásticas.

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O binómio transparência-opacidade das interfaces digitais deu o mote à maioria das discussões que tiveram lugar neste encontro, sublinhando e problematizando as relações entre a cibernética, a política, a produção tecnológica e as artes. A título ilustrativo, deixamos aqui o “Manifesto for a critical approach to the user interface”, elaborado pela organização da conferência:

 

The interface is a very broad concept that goes beyond the limits of the physical and the virtual. To narrow the intended scope of this manifesto, the nature of the interface we are talking about, refers to the [graphical] user-interface in the digital context.

 

  • The interface is a device designed and used to facilitate the relationship between systems.
  • (To) interface is a verb (I interface, you interface …). The interface occurs, is action.
  • The interface exists in the crease between space and time; it is a device and simultaneously a situation. It is rendered (updated under thoughtful conditions) and emergent (joining into something new).
  • The interface collects traces: traces and remains of all agents/agencies which converge in it.
  • The  interface is the tip of the iceberg of a complex system of agents/agencies, of  interdependent infrastructures, codes, data, applications,  laws, corporations, individuals, sounds, spaces, behaviors, objects, protocols, buttons, times, affects, effects, defects …
  • An interface is designed within a cultural context and in turn designs cultural contexts.
  • The interface responds and embodies the economic logic of the system in which you enroll. It is a political device.
  • The ideology of the interface is always embedded in the interface itself, but it is not always visible.
  • Can we make the invisible visible? The more present interfaces are in our lives, the less we perceive them.
  • The interface uses metaphors that create illusions: I am free, I can go back, I have unlimited memory, I am anonymous, I am popular, I am creative, it’s free, it’s neutral, it is simple, it is universal. Beware of illusions!
  • The standard calls for a universal subject and generates processes of homogenization, but reduces the complexity and diversity . What is not standard?
  • Users are entitled to know what the interface hides. Access to knowledge is a fundamental right.
  • In the design of the interface, not only skills but also emotions and affections are deployed. How are emotions produced and circulated in interfaces?
  • The user uses the interface perform agency, they coproduce each other and therefore they have the ability to define, redefine and contradict themselves by action or omission.

 

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