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Doutoramento Nº2

29/02/2016

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Realizam-se na próxima sexta-feira, dia 4 de março de 2016, pelas 14h30, na Sala dos Actos da Universidade de Coimbra, as provas de doutoramento em Materialidades da Literatura de José Geraldo, candidato da primeira edição do Programa, que teve início em 2010-2011. O candidato apresenta a tese «Registos Sonoros de Interpretação Poética: análise dos modos de dizer poesia em Portugal, a partir das gravações em disco».

O júri, nomeado por despacho reitoral de 10 de novembro de 2015, tem a seguinte constituição:
Presidente:
Marta Teixeira Anacleto (Professora Associada com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Vogais:
Gustavo Rubim (Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
Jorge dos Reis (Professor Auxiliar da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa)
Fernando Matos Oliveira (Professor Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Osvaldo Manuel Silvestre (Professor Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Esta tese – a segunda do Programa de Doutoramento FCT «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura» – integra-se numa das linhas de investigação do Programa, dedicada às questões da voz, do registo e do som na literatura (Vox Media: O Som na Literatura). A investigação de José Geraldo incidiu sobre os registos fonográficos de poesia em Portugal:

Resumo

Esta tese analisa as gravações de poesia publicadas em Portugal com o objectivo de caracterizar práticas e modos de dizer poesia. São analisados registos sonoros de interpretação poética produzidos desde a segunda metade do século XX até à atualidade. Depois de uma introdução sobre o início da gravação de voz e de poesia, no século XIX, o primeiro capítulo “A Voz do Poema”, trata a relação da voz do poema com a voz do poeta e a natureza singular da voz, através de conceitos como presença e reconhecimento, indício e expressão, ruído e código, mediação entre o poeta e o mundo, e diferentes modos de dizer. Investigam-se ainda as relações entre poesia e música e entre oralidade e escrita, bem como as diversas formas de escutar uma voz que diz um poema. No segundo capítulo, “A Voz dos Poetas”, analisam-se registos de alguns dos primeiros poetas que disseram e gravaram a sua poesia em estúdio no final dos anos 1950 — como Miguel Torga e José Régio — e consideram-se as diferenças entre gravação em estúdio e gravação ao vivo. O terceiro capítulo, “Dizer Poesia”, olha para as regras da arte de dizer poesia, com especial ênfase no ensino do Conservatório Nacional de Teatro ao longo do século XX. No quarto capítulo, “A Voz dos Intérpretes”, são destacados casos de actores que, tendo estudado e praticado o dizer em público, criaram um modo próprio de dizer poesia, muitas vezes imitado: Manuela Porto, João Villaret, Mário Viegas e Luís Miguel Cintra. Este capítulo termina com uma referência à spoken word, enquanto poesia dita por músicos, que levou ao surgimento de novos modos de dizer poesia: do hip-hop a Adolfo Luxúria Canibal. As conclusões estabelecem relações entre as palavras usadas para designar a prática de dizer poesia e os modos de dizer poesia, recapitulando as questões conceptuais e históricas que foram objecto de investigação.

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