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Textual Machines

28/04/2015

Texto de Daniela Côrtes Maduro. Fotos de Luís Lucas Pereira.

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Textual Machines é o nome de um simpósio e de uma exposição que decorreram entre o dia 17 e 18 de Abril de 2015 na cidade de Atenas, Geórgia, EUA. Este evento foi inaugurado com uma exposição de livros de artista e de literatura electrónica, a qual nasceu da colaboração entre a Digital Arts Library, o Symposium on the Book, o Wilson Center Digital Humanities Lab e a Hargrett Rare Book & Manuscript Library. Ambos os eventos decorreram na University of Georgia Main Library e contaram com a presença dos oradores convidados Janet Murray (Georgia Tech), Serge Bouchardon (Université de Technologie de Compiègnee) e Gwen Le Cor (University of Paris 8).

Detalhe da obra Dig: An Excavation at Marcham (2002), Claire Bolton e David Bolton.

Detalhe da obra Dig: An Excavation at Marcham (2002), Claire Bolton e David Bolton.

O simpósio propunha-se a explorar “objectos literários que produzem textos através da interacção material com aparelhos ou procedimentos mecânicos”.  Para a comissão organizadora, as “máquinas textuais não estão limitadas a um meio ou a uma época”. Sendo assim, a exposição apresentou aos visitantes obras que exploravam a superfície de uma folha de papel e obras criadas e lidas através do computador. Adicionalmente, os organizadores optaram por incluir na exposição obras citadas em cada comunicação. Esta decisão aproximou a sala da exposição da sala de conferência, bem como suscitou associações inusitadas entre as várias comunicações. Antes e após a apresentação das comunicações, os visitantes puderam conhecer ou rever as diversas obras invocadas ao longo do dia 18 de Abril, e assim contribuir individualmente para a formação de um fio condutor entre a exposição e o simpósio.

Ecrã de entrada da obra Loss of Grasp  (2010), Serge Bouchardon e Vincent Volckaert.

Ecrã de entrada da obra Loss of Grasp
(2010), Serge Bouchardon e Vincent Volckaert.

Luís Lucas Pereira (Centro de Literatura Portuguesa) apresentou uma comunicação sobre a sua obra Machines of Disquiet (2015). Esta obra é constituída por aplicações que apropriam e recombinam frases do Livro de Desassossego de Fernando Pessoa. Machines of Disquiet foi incluída na exposição, pelo que os visitantes tiveram a oportunidade de ler e de activar as diferentes máquinas textuais criadas por este autor. Daniela Côrtes Maduro (Centro de Literatura Portuguesa) propôs-se a rever a aparente dicotomia entre imersão e interactividade através da uma comunicação com o título “Imaginative Effort: reassessing immersion and interactivity”.

Machines of Disquiet (2015)

Uma das Machines of Disquiet (2015) criadas por Luís Lucas Pereira.

Jonathan Baillehache, Anne De Vine, Miriam Jacobson, Luis Correa-Dìaz e Chris Eaket foram os organizadores e moderadores de “Textual Machines”. O Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos e o Departamento de Línguas Românicas da Universidade da Geórgia colaboraram entre si para preparar este evento que contou com a participação de oradores de diversas áreas, tais como design gráfico ou tecnologias de apoio ao ensino.

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