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Eduardo Sterzi, «Saudades do mundo: atualidade do Guesa»

27/06/2014

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Eduardo Sterzi fará uma conferência no próximo dia 8 de julho de 2014, pelas 15h00, na Sala Ferreira Lima (6º piso, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), intitulada «Saudades do mundo: atualidade do Guesa». Esta iniciativa é uma organização do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura (Programa Doutoral FCT), em colaboração com o Programa de Pós-graduação em Literatura de Língua Portuguesa: Investigação e Ensino.

Resumo
O poema épico O Guesa, de Joaquim de Sousa Andrade – ou Sousândrade, como preferia grafar –, é uma das obras fundamentais da literatura brasileira, embora só reconhecida como tal a partir de sua reivindicação pelos poetas concretistas Augusto de Campos e Haroldo de Campos em 1964. Essa reivindicação baseava-se, então, sobretudo no experimentalismo formal do autor recuperado. No entanto, como, de resto, reconheciam os próprios responsáveis pela sua reavaliação, aquele experimentalismo alicerçava-se numa visão política que era também revolucionária, de quem, pela primeira vez na literatura brasileira, ousava olhar de frente e figurar poeticamente a devastação produzida pelo capitalismo financeiro global (não por acaso, a mais inovadora seção do poema é conhecida como “O Inferno de Wall-Street”). Propõe-se aqui uma releitura do Guesa a partir não apenas do realce dessas conexões entre experiência poética e visão política, mas também a partir da constatação de significativos paralelismos entre a obra de Sousândrade e aquelas do escritor chileno Roberto Bolaño e do artista plástico brasileiro Paulo Nazareth – paralelismos que, espera-se demonstrar, nos ajudam a perceber com maior clareza a atualidade do Guesa.

Escritor, crítico e professor de teoria literária na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), no Brasil, Eduardo Sterzi doutorou-se com tese sobre a Vida Nova de Dante Alighieri na mesma universidade. Publicou, entre outros, Prosa (poesia, 2001 – Prêmio Açorianos de Autor-Revelação em Poesia), A prova dos nove: alguma poesia moderna e a tarefa da alegria (ensaio, 2008), Por que ler Dante (ensaio, 2008), Aleijão (poesia, 2009 – segundo lugar no Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional) e Cavalo sopa martelo (teatro, 2011). Atualmente, pesquisa o tópos da terra devastada nas obras de um conjunto amplo de autores brasileiros e estrangeiros.

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