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Américo Rodrigues, «Porta-Voz»

13/05/2014

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Américo Rodrigues apresentará ao vivo a obra «Porta-Voz» no próximo dia 23 de maio de 2014, pelas 21h30, na Casa das Caldeiras, em Coimbra. Esta apresentação é uma organização do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura (Programa Doutoral FCT) e integra igualmente a programação do ciclo «Paisagens Neurológicas» (TAGV, maio de 2014, org. de Isabel Maria Dos).

“Porta-Voz” é o meu mais recente disco de poesia sonora, depois de “O despertar do funâmbulo”, “Escatologia”, “Aorta tocante” e “Cicatriz:ando”. Nesta performance, com base naquele registo fonográfico, pretendo levar ao extremo o desafio que há anos coloquei a mim mesmo: a voz como poesia, a poesia como voz. Nesta poética do som, o autor está todo implicado: corpo, palavras, respirações. Tudo é material sónico: o riso, o barulho da língua contra os dentes, a saliva a circular, o grito, o choro, a dor, os ruídos internos, o estertor, etc. Tudo pode ser material poético. Este trabalho é marcado pela música (jazz, tradicional e do Paleolítico), mas também pela ironia, pela política e pelo absurdo. Palavras com sentido(s) e libelos contra a “tirania da significação”. Oralidade. AR

Américo Rodrigues é licenciado em Língua e Cultura Portuguesas pela Universidade da Beira Interior e possui o grau de Mestre em Ciências da Fala e da Audição pela Universidade de Aveiro. Foi animador cultural (coordenou o serviço na Câmara Municipal da Guarda), cofundador do Grupo de Teatro Aquilo e mais recentemente do Projéc~. Dirigiu vários festivais de música, teatro e performance. Tem obra publicada na área da poesia, dramaturgia ou sob a forma de crónicas. Escreveu, entre outras, as peças de teatro “Culpas”, “Bestiário”, “Memória de sombras e pedras”, “Mão deslizante sábia no amor invisível”, “O mal” e “Como um relâmpago”. Foi coordenador dos “Cadernos de Poesia do Grupo de Teatro Aquilo”, do “Boletim Oppidana”, da coleção de cadernos “O Fio da Memória”, da revista “Praça Velha” e dos “Cadernos TMG”. Destaca-se também na imprensa escrita e na rádio. Colunista em vários jornais, foi-lhe atribuído o Prémio Gazeta de Jornalismo Regional e o Prémio Nacional de Jornalismo Regional. Em 2011 foi homenageado pelo Ministério da Cultura, que lhe atribuiu a Medalha de Mérito Cultural, pelo contributo para o desenvolvimento cultural da região da Guarda. Foi Diretor do Teatro Municipal da Guarda (TMG) entre 2005 e 2013. Poeta sonoro, ator, encenador e programador de eventos culturais, autor de livros, plaquetas e poemas-objetos, tem desenvolvido um trabalho contínuo de improvisação vocal para teatro, música, poesia, dança e performance. Considerado o maior nome da Poesia Sonora em Portugal, tem discos gravados e participou em vários festivais da Europa e da América do Sul. Trabalha a nível experimental com a voz desde 1979, tendo participado em vários workshops de improvisação musical e vocal. A sua obra inclui os discos O despertar do funâmbulo (2000), Escatologia (2003), Trânsito Local Trânsito Vocal (2004; com Jorge dos Reis), Aorta tocante (2005), Cicatriz:ando (2009) e Porta-Voz (2014), assim como os livros Obra completa – revista e aumentada: 1961-2002 (2002), Escrevo Risco (2009; com Jorge dos Reis e Zigud), Acidente Poético Fatal (2011), A Casa Incendiada (2012), O Ponto Cego (2013) e Camões nome de cão com pulgas (2013), entre outros.

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