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MATLIT, v. 2, n. 2 (2014): Call for Papers

08/05/2014

MatLit1.2_call

MATLIT Vol. 2.2 (2014)
http://iduc.uc.pt/matlit
Unknown Format
Editors: Sandy Baldwin (West Virginia University) and Dibs Roy (West Virginia University)

Files and directories, characters and pixels. There are others: mp3, docx, RFID. What is the materiality of these curious and ubiquitous objects? Or rather, of these formats – what is the materiality of formats? Formats cannot be understood in the Kittlerian terms of a readable trace of withdrawn yet mediating a priori. To explain a “file” as current differentials in a silicon substrate only demonstrates the failure of explanation. They may be closer to Michel Foucault’s understanding of discourse as possessing “repeatable materiality” that is “of the order of the institution rather than of spatio-temporal location” (103). Through its materiality, a “statement circulates, is used, disappears, allows or prevents the realization of a desire, serves or resists various interests, participates in challenge and struggle, and becomes a theme of appropriation or rivalry” (105). Yet formats are physical in ways that statements are not. A graphical character on a computer screen is precisely determined in its appearance – its display is part of its materiality.

Some questions are necessary.

Firstly, what is the intersection of rights and formats? How is the status of files and directories, characters and pixels, inseparable from questions of agency and interiority? Whether we consider the Wikileaks or NSA or DMCA, the right to copy and delete formats is precisely formatted.

Secondly, what of the contingency of formats? Pixels are refreshed every few milliseconds. Formats materialize through flows that are subject to breakdowns and viruses. Formats are dispersions, scatterings and emissions as much as containers and processes.

Finally, what interventions are possible in formats? The form of the format determines rewriting and transcription – again, in Foucault’s sense of “repeatability” – but what procedures are open to us to intervene in this form?

The etymology of format is in the Latin phrase formatus liber, meaning “the shape of the book.” For this issue of MATLIT, we welcome submissions that address these questions as the site of “the literary” today: the materiality of formats as literature.

Furthermore, we welcome submissions that take formats and test their materiality in other domains outside of the computer. What about MLA format, Robert’s Rules of Order, Braille, or barcodes in passports? How far can we understand subjectivity as a file in a directory, or as a character on a screen? And how can the repetition of formats in this way be understood as part of their “literariness”?

DEADLINE: Articles of approximately 5000 words must be submitted by August 31, 2014. Authors will be contacted with decisions by October 31, 2014. Authors must register with the journal’s online system and submit articles in this manner. The “About” section of the journal website has information on the journal’s scope and submission guidelines (http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/about). Feel free to contact the issue editors with questions: sbaldwin66@gmail.com and dibyadyutir@gmail.com


MATLIT Vol. 2.2 (2014)
http://iduc.uc.pt/matlit
Formato Desconhecido
Organizadores: Sandy Baldwin (West Virginia University) e Dibs Roy (West Virginia University)

Ficheiros e diretórios, carateres e pixéis. Há outros: mp3, docx, RFID. Qual é a materialidade destes objetos curiosos e omnipresentes? Ou melhor, destes formatos – qual é a materialidade dos formatos? Os formatos não se podem entender em termos kittlerianos como um traço legível de dados retirados mas mediando a priori. Explicar um “ficheiro” através de diferenciais num substrato de silício só demonstra o fracasso da explicação. Podem estar mais próximos da noção de Michel Foucault sobre o discurso como possuindo uma “materialidade repetível” que é “da ordem da instituição mais do que da localização espaciotemporal” (103). Através desta materialidade, uma “afirmação circula, é usada, desaparece, permite ou impede a realização de um desejo, serve ou resiste a vários interesses, toma parte em desafios e lutas, e torna-se um tema de apropriação ou de rivalidade” (105). No entanto, os formatos são físicos de um modo que as afirmações não são. A aparência de um caracter gráfico num ecrã de computador é determinada com precisão – a sua apresentação faz parte da sua materialidade.

É necessário fazer várias perguntas.

Em primeiro lugar, qual é a interseção entre direitos e formatos? De que modo o estatuto de ficheiros e diretórios, carateres e pixéis, é inseparável de questões de agência e interioridade? Quer consideremos a Wikileaks ou a National Security Agency ou o Digital Millenium Copyright Act, o direito de copiar e apagar formatos é formatado de forma precisa.

Em segundo lugar, o que dizer acerca da contingência dos formatos? Os pixéis são refrescados em intervalos de poucos milissegundos. Os formatos materializam-se através de fluxos que estão sujeitos a falhas e vírus. Os formatos são dispersões, difusões e emissões, tanto quanto são contentores e processos.

Finalmente, que intervenções são possíveis nos formatos? A forma do formato determina a reescrita e a transcrição – mais uma vez, no sentido da “repetibilidade” de Foucault –, mas de que procedimentos dispomos para intervir nesta forma?

A etimologia do formato tem origem na expressão latina formatus liber, que significa “a forma do livro”. Para o Volume 2.2 da MATLIT, aceitamos artigos que tratem estas questões enquanto lugar do “literário” nos dias de hoje: a materialidade dos formatos como literatura.

Aceitamos também artigos que abordem os formatos e testem a sua materialidade em domínios fora do computador. O que dizer do formato MLA, ou Braille, ou das Robert’s Rules of Order ou dos códigos de barras nos passaportes? Até onde podemos entender a subjetividade como ficheiro num diretório, ou como caracter num ecrã? E como é possível que este modo de repetição de formatos seja entendido como parte da sua “literariedade”?

PRAZO LIMITE: Artigos de aproximadamente 5000 palavras deverão ser apresentados até 31 de agosto de 2014, sendo as decisões comunicadas aos autores até 31 de outubro de 2014. Os autores devem registar-se na plataforma da revista e transferir os ficheiros seguindo as instruções. Eventuais questões podem ser esclarecidas através da secção “Sobre” (http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/about), que contém informações relativas ao âmbito da revista e às normas de apresentação de manuscritos. Poderão também contactar diretamente os organizadores deste número: sbaldwin66@gmail.com e dibyadyutir@gmail.com

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